Posts de Janeiro, 2009

Na presença de Deus há plenitude de alegria

Janeiro 31, 2009

Na presença de Deus há plenitude de alegria

Há alguns dias o Senhor tem ministrado comigo uma palavra específica que é “Em minha presença há plenitude de alegria“. E por dias, O Espirito Santo confirmava essa palavra.
Até que resolvi buscar em Deus saber que plenitude é essa. Essa palavra, logo foi confirmada no Salmo 16 que diz:

Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente.(Sl 16:11)

Primeiro devemos saber que plenitude é algo que significa algo feito, completo e perfeito. Isto quer dizer que na presença de Deus existe uma alegria plena, completa. E isso na Igreja de Deus não é diferente. Porém enquanto em muitos lugares alguns tem desfrutado de uma alegria plena, outros tem desfrutado de uma tristeza plena.
O que vai diferenciar entre uma e outra é o grau de intimidade com Deus que possuem. Embora , hoje, não haja um avivamento tão visível, estamos caminhando em um tempo onde as coisas serão manifestas, onde a peneira de Deus está sendo sacudida. Aqueles que buscão em Deus verão nítidamente e como nunca antes, quem realmente é de Deus e quem não é. Não digo mais ou menos próximos a Deus, mas se for usar uma analogia, veremos quem é lobo e quem é cordeiro na Igreja de Deus.
Será manifesto aqueles que não querem nada com Deus, pois estes não suportarão a sã doutrina.(2 Tm 4:3-4).
Também aqueles que são íntimos de Deus não suportarão mais a religiosidade. E isto vai desde um (pastor)ministro do evangelho até a ovelhas mais novas.
Creio que aqueles que tem desfrutado da plenitude de alegria em Deus nada é forçado, mas necessário. Já aqueles que não tem desfrutado disso,as coisas parecem ser forçadas e o próprio buscar a Deus acaba sendo algo enfadonho.

Gostaria de ressaltar que essa alegria não é um sentimento,apenas, mas é o resultado do teu sentimento e tuas atitutes para com Deus. Essa alegria referida vem de uma confiança em Deus. Essa alegria vem da paz que o Senhor dá, bem diferente da que o mundo dá, pois esta,excede todo entendimento, e guarda em Deus todo nosso coração e pensamento (Jo 14:27, Fp 4:7).
É por isso que muitos não possuem essa paz e acabam se perturbando. A paz de Deus guarda o nosso coração e nosso pensamento para com Ele. Aliás a palavra paz (shalom) vem da raiz “shalam”, que quer dizer: “ser completo, perfeito e pleno, ou seja, paz perfeita. Todo aquele que se achegar a Deus terá essa paz.

Mas para que tudo isso aconteça é preciso que você se achegue a Deus para que Ele se achegue a você com a plenitude de alegria. A palavra do Senhor diz: “Achegai-vos a Deus e Ele vos achegará a vós outros”. Aos inconstantes ele alerta: “Limpais as mãos e purificais os corações”. (Tg 4:8-9). Somente uma pessoa que se achega a presença de Deus com odre limpo e novo, poderá receber da plenitude da alegria de Deus.

O profeta Isaías diz: “A todos que tem sede, vinde as águas , comprai e comei sem preço, vinho e leite” (Is 55:1).
Antigamente o odre servia para colocar o vinho e o leite. Se o vinho novo fosse colocado em odre velho ele estouraria pela fermentação. Muitas vezes o vinho é derramado, mas a religiosidade impede que a alegria do Senhor transborde. Por isso que quando existe vinho novo em odre velho, ele “estoura”. O religioso não suporta o vinho novo, pois isto lhe parece loucura e este quer manter aparência.

Muitos hoje, tem se acostumado a tomar vinagre ao invés de vinho. Muitos tem acostumado a ser “aliviado” pela mistura de posca(vinagre e água) e nunca saberão o que é o vinho bom.

Hoje,da mesma forma, podemos chegar as águas vivas(Jesus) e desfrutar “de Graça” do vinho e leite. Podemos desfrutar do vinho que nos alegra e do leite que nos sustenta, quando nos achegamos a presença de Deus, limpos.
E o Senhor sempre derrama o vinho novo em nossas vidas(Jo 2:9-10). Quando Jesus fez seu primeiro milagre ele transformou as águas que estavam nas talhas em vinho. As talhas não eram de “costume” de colocar vinhos, mas as águas serviam para purificar (Jo 4:6).As talhas serviam para abluções (lavagens) também para santificar da imundícia o povo escolhido.
Jesus, além do milagre, estava dizendo, “Eu SOU o que santifico”, eu transformo e eu purifico com meu sangue e através disto haverá festa e alegria. E “sobre eles” eu derramarei o meu melhor vinho. (Joel 2:28).

Quando Jesus estava falando de odres velhos ele falava também da forma de religiosidade que exclui os que não são iguais. Jesus entrava na casa dos pecadores, mas não compactuava com seus pecados, pois sabia que Ele era o remédio. Jesus mesmo disse: “os sãos não necessitam de médicos, mas os doentes, eu não vim chamar os justos, mas os doentes” (Mt 9:12-13). Com Sua presença o Senhor derramava sobre os doentes e amargurados de espírito do seu vinho novo. (Pv 31:6-7). Derramava seu óleo santo sobre toda parte e curando a todos das feridas da alma.(At 10:38)Derramavam sobre aqueles que eram excluídos da sua plenitude de alegria. O Senhor e sua plenitude são para todos(Is 61:1).

Hoje mesmo o Senhor chama a todos para desfrutar da plenitude de alegria que é estar na casa Dele(Sl 122), de servir a Ele(Dt 28:4-7),de lembrar Dele(Nm 10:10) de nos alegrar nas vitórias Dele em nossas vidas(2 Cr 20:27). Essa alegria excede a tudo que temos (Sl 4:7),pois ela é a nossa força (Ne 8:10). O salmista Davi dizia que a alegria de sua alegria era ir ao altar de Deus. (Sl 43:4). Como é bom estar no altar do Senhor e desfutar de sua presença. Aquele que se aproxima de Deus, com inteireza de coração receberá da plenitude da presença Dele.
Como resultado dessa presença se manifestarão no meio da igreja, não crentes mornos, mas agentes de justiça de Deus,voz da Verdade nessa terra. E estes receberão a unção que vem Dele, recebeberão do oléo da alegria. Receberão do renovo do Espírito que mudará a forma de agir e pensar em Deus. (Is 61:1-11)
Diz o salmista Davi:
Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.(Sl 45:7)

A palavra é bem clara, por você “amar a justiça” e “odiar a iniquidade” ,o Senhor te ungirá, te santificará e te capacitará mais que a teus companheiros. Mas isso, não esqueça, é resultado da presença Dele em sua vida. Quanto mais perto Dele, mais justo serás. Quanto mais perto Dele, mais intimidade terás. Quanto mais perto Dele, mais plenitude de alegria, mais plenitude da presença de Deus. Aqueles que se aproximam do Senhor recebem Ele e Dele , a recompensa de uma formosa herança (Sl 16:5-6; 128:1-6).

Busque Nele o Verdadeiro Óleo e busque Nele o Verdadeiro Vinho. Pois o Senhor Jesus é a Videira e a Oliveira verdadeira. (Jo 15:5;Rm 11:17). O Senhor é a Igreja.

Não se atente para os “defeitos” da noiva, pois ela está se ataviando ainda, mas olhe firmemente para o Noivo, que já está pronto.
O profeta Habacuque diz: Mesmo que não aja fruto na videira ainda que o fruto da oliveira minta, eu te louvarei.
De uma forma profética ele quis dizer que ainda que não haja alimento em minha casa, ainda que a videira e oliveira , ou seja, Israel (Igreja) se corrompa e não cresça, da mesma maneira eu me alegrarei em Ti e te louvarei. (Ha 3:16-17-18)

Palavra finais

O SENHOR DÁ O BANQUETE COMPLETO

O Senhor dá o vinho que alegra o coraçäo do homem, e o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o päo que fortalece o coraçäo do homem.(Sl 104:15). Ele prepara uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. (Sl 23:5).A segunda parte do Salmos 16, Davi diz: “Em tua destra há delicias perpétuamente”.
Saiba meu amado, que estando na destra de Deus (JESUS) o banquete é completo. Em sua mesa não falta nada. Na mesa do REI não falta nada. E hoje ele te chama, Igreja, para Sua mesa, para termos comunhão com Ele e nos deliciarmos com Seu amor e com Sua alegria, não somente hoje, mas para sempre (Ct 2:4)
Então, noiva, não perca tempo !!!
Busque em Deus e receba da plenitude de alegria que Ele oferece a quem O busca “verdadeiramente”. (Jr 29:13)

Anderson Cássio de Oliveira
Ministério com Cristo

“FÉ É MAIS QUE CRER EM ALGO, É CRER NO ALGO MAIS”

Temas em discussão – Cair no espírito é bíblico ?

Janeiro 31, 2009

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Tema em discussão

Cair no espírito é bíblico ?

CAIR NO ESPÍRITO É DE DEUS? (veja 2 opinioes deste mesmo tema)

Nota introdutória: Esta apostilha NÃO foi preparada com o objetivo de defender o cair sob o toque do Espírito Santo, uma experiência comum em alguns segmentos da igreja pentecostal. O que nos propomos é mostrar apenas que tais experiências, longe de ser uma doutrina ou uma prática, também ocorreram em outros avivamentos da história da igreja, e é claro, apresentarmos o tema sob à luz da Escritura, nossa regra básica de Fé.

Não estamos contestando aqui aqueles que pregam e escrevem contra; apenas queremos mostrar que muitas pessoas não conhecem a Escritura nem a história e quando têm conhecimento dos fatos, pensam no Espírito Santo como Alguém limitado, alguém que só faz e opera dentro de parâmetros teológicos estruturados. Mas o Espírito Santo opera como quer e em quem ele quer operar! Aqueles que dizem que somente o diabo derruba, desconhecem determinados textos bíblicos em que Deus é quem derruba e levanta!

Há vários textos nas Escrituras que nos surpreendem quanto a ação do Espírito Santo. Não podemos limitá-lo em suas manifestações e temos indícios das Escrituras de algumas de suas ações. Usando as regras de interpretação bíblica, observamos que há mais de dois textos apresentados por diferentes autores a respeito do tema. Se houvesse apenas uma citação ou uma experiência apenas, não poderíamos estabelecer um ensino. Mas como há mais de uma citação, temos a autoridade da Palavra de Deus para abordar o tema.

1. A experiência de Saul. Mesmo depois do Espírito do Senhor o haver abandonado por causa de sua desobediência e entrado em Davi, (Compare 1 Sm 10.6 com 16.14), Saul teve uma experiência muito forte com o Espírito Santo. Ele mandou uma primeira escolta de soldados prender Davi na casa de Samuel em Ramá, mas o Espírito de Deus veio sobre os soldados que não regressaram a Saul; todos ficaram profetizando. Saul mandou, então uma segunda escolta que também ficou profetizando e ainda uma terceira que não pôde prender a Davi por causa do poder de Deus (1 Sm 19.18-21). O próprio Saul foi prender a Davi e o mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, e ia profetizando, até chegar a Naiote em Ramá (vs 3e 23). Veja bem, já pelo caminho Saul ia profetizando tomado pelo Espírito de Deus! Quando chegou a Ramá, diz a Bíblia na versão corrigida: e também despiu os seus vestidos, e ele também profetizou diante de Samuel, e esteve nu por todo aquele dia e toda aquela noite… Veja bem! Ele ficou todo um dia e toda uma noite caído por terra, profetizando diante de Deus! A impressão que se tem é que ele ficou fora de si, deitado e prostrado diante de Deus!

2. O tabernáculo no deserto e o templo de Salomão. Temos dois exemplos ainda: um anterior a Saul, na edificação do Tabernáculo e outro na inauguração do Templo de Salomão. No primeiro, diz a Bíblia que Moisés não podia entrar na tenda da congregação por causa da glória do Senhor! (Ex 40.34,35) indicando que ele tentava entrar, mas era impelido ou jogado para fora! O segundo exemplo está em 2 Crônicas 5.13,14 na inauguração do templo:E não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus (Versão corrigida). Isto é, eles estavam ali dentro ministrando quando veio a glória de Deus; o que aconteceu não sabemos, mas o texto diz que não podiam ficar em pé; o que quer dizer que todos caíram por terra! Será que não podemos, também nós, em nossos dias, experimentarmos um pouquinho desta glória do Senhor? Veja ainda 2 Crônicas 7.2.

3. Jeremias. Quando Deus falava com Jeremias ele se sentia tonto, embriagado pelo poder de Deus. Veja o que ele diz: Sou como homem embriagado, e como homem vencido do vinho, por causa do Senhor, e por causa de suas santas palavras (Jr 23.9).

4. Ezequiel em transe: Ezequiel teve uma experiência ainda mais forte. Ele estava reunido com os anciãos no cativeiro, na Babilônia. Era uma (1 Sm 19.18-21). O próprio Saul foi prender a Davi e o “mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, e ia profetizando, até chegar a Naiote em Ramá” (vs 23). Veja bem, já pelo caminho Saul ia profetizando tomado pelo Espírito de Deus! Quando chegou a Ramá, diz a Bíblia na versão corrigida: “E ele também despiu os seus vestidos, e ele também profetizou diante de Samuel, e esteve nu por todo aquele dia e toda aquela noite…” Veja bem! Ele ficou todo um dia e toda uma noite caído por terra, profetizando diante de Deus! A impressão que se tem é que ele ficou fora de si, deitado e prostrado diante de Deus!

5. Daniel ao contemplar o Senhor, desfaleceu, perdeu as forças e seus companheiros fugiram de medo. Leia o que ele mesmo diz (Dn 10.7-11). Ele caiu não pela fraqueza de estar em jejum há três semanas, mas pela presença de Deus, porque depois, sentindo-se fortalecido, ficou em pé!

6. Jesus. Bastou o Senhor Jesus dizer aos soldados, e eles caíram por terra! (Jo 18.6).

7. Os discípulos e a voz de Deus. Quando Jesus foi transfigurado diante dos discípulos aconteceu este fenômeno. Eles ouviram a voz de Deus e caíram por terra. Veja em Mateus 17.5-7.

8. E como foi no dia de Pentecostes? Não podemos negar que as pessoas que os viam falando em línguas achavam que eles estavam embriagados! Estão embriagados, diziam. Os moradores de Jerusalém, quando olhavam aqueles cento e vinte acharam que era fruto de uma bebedeira! Como procedem os bêbados? Falam alto, gritam, dão risadas, rolam pelo chão… e que respondeu-lhes Pedro? Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando… (At 2.13-15). A presença do Espírito Santo na vida dos 120 dava a impressão, para os de fora, de algo ridículo, como se fosse um bando de beberrões!

9. Paulo. A experiência de Paulo (que não deve ser tomada como algo corriqueiro), foi muito grande. Ele nem sabe como chegou aos céus, como ele próprio diz: se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe (2 Co 12.1-4). Será que muitos dos discípulos não teriam experimentado e algumas das fortes manifestações do Espírito Santo que nem mesmo foram registradas nas Escrituras por acharem que era algo normal na vida deles? O próprio Paulo só foi contar a experiência doze anos depois!

10. Paulo também cita o que aconteceu com Moisés. Ele diz que sob a lei a glória de Deus foi tão forte que Moisés tinha que colocar um véu sobre o rosto cada vez que saia da tenda para falar ao povo. E como não será na época da graça? “Se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça” (2 Co 3.7-13). O que Paulo quer dizer? Ele explica que, se Moisés, que pregava a lei, tinha tanta glória, quanto maior glória terá os que pregam a justiça?”

11. Paulo foi derrubado por terra pelo Senhor Jesus: “E caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4).

12. E que dizer de João, na experiência que teve em Patmos? “Quando o vi, caí a seus pés como morto” (Ap 1.10-17). Ele ficou sem forças diante de Deus!

13. Estas são experiências relatadas nas Escrituras. Mas imagine algumas outras manifestações semelhantes ao cair, como êxtases, visões e percepções à distância que tiveram os profetas. Eliseu (1 Rs 5.19-27; 6.8-20; Pedro, (At 10.1-22). À luz de todos estes textos, podemos afirmar que é possível haver manifestações do Espírito em nossas vidas das maneiras mais diversas.

Na História da Igreja

A história da igreja registra muitas manifestações na vida de pessoas que se consagraram a Deus.

A protestante Evelyn Underhill em vários de seus livros conta suas experiências de contemplação e o que ocorria com a presença do Espírito Santo (livros: Mysticism; The Mistery of Sacrifice; Practical Mysticism for Normal People e outros). João da Cruz, monge católico no seu livro, Obras Espirituais, Carmelo, ensina o caminho e as experiências da vida cristã com experiências semelhantes de êxtases e arrebatamentos. Numa das obras da Biblioteca de Autores Cristãos, em espanhol, o Padre I.G. Arintero trata de toda a mística da igreja onde há relatos surpreendentes do que aconteceu com alguns missionários da Igreja; alguns eram trasladados fisicamente para outras terras onde pregavam o evangelho e regressavam!

Algumas experiências, aconteciam com o padre Gracián: “São efeitos do divino amor, os resultados de uma alma enamorada de Deus que se chama júbilo, gozo, paz, embriaguez, desmaio, morte e fogo de amor, zelo, devoção, êxtases e raptos, amalgamento em Deus, e a divina união”.

Irmão Dionísio diz que o amor divino produz êxtases e o amante já não é seu, mas do amado! Um escritor anônimo mencionado por Sauvé diz: “As pessoas não têm consciência do que dizem ou fazem: dizem coisas sublimes e coisas que não podemos compreender… outras vezes o amor opera de modo mui distinto, deixando-as dormindo. Perdem o conhecimento como no sono e necessitam que sejam despertadas; e não é fácil despertá-las. A razão é que Deus as embriagou até deixá-las adormecidas….”

Nunca devemos tomar uma experiência e utilizá-la como base doutrinária. Entretanto, podemos usar o argumento histórico quando este abaliza o texto bíblico. Por isso podemos acrescentar algumas das experiências de homens de Deus do passado.

Carl Brumback no livro “Que Quer Isto Dizer? (O S. Boyer, 1960), diz: “Como os críticos gostam de descrever os acontecimentos nos cultos pentecostais! Como se regozijam de se referir à maneira de eles tremerem, clamarem, dançarem, caírem e, então, dirigindo-se ao interessado perguntar seriamente: “isso tem alguma coisa em comum com o relato calmo e solene das Escrituras”.

O interessado, se for um verdadeiro estudante das Escrituras, pode retrucar: “A qual relato calmo e solene das Escrituras se refere? Ao relato do Pentecostes, quando as manifestações extraordinárias e barulhentas levaram os zombadores a dizerem : “Estão embriagados?” Ou refere-se a história da cura do coxo, que deu “um salto, pôs-se em pé e, começou a andar; e entrou no templo, andando, saltando e louvando a Deus?” Ao relato em Atos 4, onde os discípulos “levantaram unanimemente a voz?” A Saulo que caiu sob o poder de Deus? Ao regozijo e louvor a Deus em alta voz da multidão na entrada triunfal, o qual o Senhor Jesus apoiou, dizendo: “Declaro-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão”?

Depois ele continua: “João Wesley exprimiu uma atitude sábia e com juízo, quanto às demonstrações do corpo, no seu jornal de domingo de 25 de novembro de 1759: ‘O perigo foi o de dar demasiada ênfase a acontecimentos extraordinários, tais como clamores, convulsões, visões, êxtases, como se fossem indispensáveis à obra interior até o ponto da obra não avançar sem esses acontecimentos. O perigo (diz Wesley) é o de não lhes dar ênfase suficiente; de condená-los inteiramente; de imaginar que não tivessem alguma coisa de Deus, e que impedissem a sua obra.

Na realidade, João Wesley, fundador do Metodismo, está mostrando que em seus dias havia este tipo de manifestação do Espírito Santo! De todos os líderes do passado, João Wesley foi o que mais embasamento bíblico e histórico tinha a respeito do Espírito Santo e por isso o que ele acrescenta é muito importante: “A verdade, contudo, é: (1) Deus convenceu a muitos repentina e profundamente que eram pecadores perdidos e o resultado natural foram clamores e fortes convulsões do corpo; (2) os que creram foram fortalecidos e encorajados, e a obra de Deus ficava mais evidente. Eleconcedeu a muitos deles sonhos divinos, a outros êxtases e visões; (3) Muitas vezes, depois de um intervalo a natureza se misturava com a graça; (4) Satanás, igualmente, imitava essa obra de Deus, para desacreditar toda a obra…. no início foi, sem dúvida, inteiramente de Deus. A sombra não desacredita a substância, nem o diamante falso deprecia o verdadeiro”. E isto em 1759!

0 livro “O Fogo do Reavivamento” de Wesley Duewel (Editora Candeia, pg. 53) afirma que enquanto João Wesley pregava, “inúmeras pessoas caíram ao chão como se atingidas por um raio”. George Whitefield, companheiro de Wesley diz que quando pregou em Edimburgo em junho de 1742 “… durante uma hora e meia houve tanto choro, tanta aflição, manifestada de várias formas, que fica impossível descrever. O povo parecia estar sendo atingido às centenas. As pessoas eram carregadas e levadas até suas casas como soldados feridos num campo de batalha. Sua agonia e gritos eram profundamente comoventes” (ibid pg. 58). Ele acrescenta o que aconteceu no dia 3 de outubro numa reunião que começou as 8.30 da manhã e terminou as 8.30 da noite: “Vi 10.000 pessoas afetadas num instante, algumas com alegria, outras com choro… algumas desmaiando nos braços de amigos” (pg. 59).

Um outro avivamento aconteceu nos dias de Finney. Onde ele pregava as pessoas caíam sob o poder de Deus. Diz o texto que, enquanto Finney pregava “a congregação começou a cair de seus assentos, e caíam em todas as direções, pedindo misericórdia” (ibid pg. 87). “Algumas pessoas desmaiavam sob a convicção nos cultos da igreja e outras mais tarde em suas casas” (pg. 90). As biografias de Finney falam deste mover de Deus que derrubava as pessoas no chão!

Jônatham Edwards relata o acontecido quando pregou o sermão Pecadores nas Mãos de um Deus Irado: “Parecia que um espírito aterrador havia descido sobre as pessoas. A congregação começou a cair de seus assentos em todas as direções, clamando por misericórdia.” E ele relata: “No grande avivamento americano de 1858, os navios, ao se aproximarem dos portos americanos, pareciam entrar numa zona de influência do Espírito. Navio após navio chegava com o relato de uma repentina convicção e conversão” (Citado na revista Atos, Vol. 12 No. 3 pg. 17).

No avivamento de Cane Ridge em 1801 nos Estados Unidos um pastor presbiteriano relata: “O que vi foi para mim novo e realmente extraordinário…Muitas e muitas e muitas pessoas caíram ao chão, como homens mortos na batalha, e continuaram neste estado durante horas a fio, num estado aparentemente sem respiração e inerte – às vezes reavivando-se por alguns momentos e exibindo sintomas de vida através de um profundo gemido, ou de um grito penetrante e agudo…” (Idem pg. 31)

Portanto, não podemos ser sectários achando que Deus só opera de um jeito. O Espírito Santo tem muitas maneiras de se manifestar, algumas delas menciono no livro “Dons Espirituais, o Poder de Deus em Você”. Leia a Bíblia e examine cuidadosamente a história da igreja e você descobrirá muitas maneiras do Espírito Santo operar em nós! Se, como afirmam alguns o cair não faz parte da obra do Espírito Santo, então temos que concordar que:

1. As experiências acima relatadas que aconteceram no Antigo Testamento, foram obras de um outro espírito. Mas não é o que diz a Bíblia.

Saul, os sacerdotes, Jeremias, Ezequiel e Daniel foram tocados pelo Espírito de Deus!

2. Então, Deus estaria nos enganando. Mas isto não é verdade, pois a Palavra serve como fundamento do que acontece. O Espírito Santo é aquele que nos conduz à verdade. Ele não nos deixaria cair na mentira.

3. Se assim fosse os obreiros e os crentes que tiveram tal experiência estariam sob a influência de um outro espírito. Não creio, entretanto, que estejamos sendo enganados, pois tais experiências ajudaram a aumentar a percepção de Deus; a comunhão com ele e o crescimento na Fé, no amor e no ardor evangelístico. Cresceu a comunhão com Deus e solidificou o relacionamento entre os membros do corpo. Nenhum “espírito” teria interesse no crescimento espiritual dos fieis nem no reino de Deus!

4. Teríamos que negar nosso ministério, nosso chamamento e colocar em dúvida a conversão de tanta gente. Tais experiências têm servido para demonstrar o poder de Deus; a operação do Senhor nas vidas. É certo que há pessoas que caem sob forte convicção do Espírito Santo mas não permanecem. Este é um problema do homem e não de Deus. O fato de uma pessoa não ficar transformada quando cai, é problema da pessoa e não de Deus. É a mesma experiência que algumas pessoas têm quando, decidem-se por Cristo, choram, confessam seus pecados e continuam iguais!

Temos que admitir, contudo, que muitos obreiros forçam, empurram as pessoas para que caiam e isto é criancice, infantilidade. Obreiros há que “forçam” este tipo de manifestação. Apesar da ignorância de alguns, precisamos afirmar que a manifestação do poder de Deus não precisa de nossa força humana da mesma forma que não precisamos nos agarrar a objetos, coisas ou práticas achando que desta ou daquela forma consegue-se algum favor de Deus. No caso de pessoas serem tocadas por Deus, quando o Espírito age, mesmo à distância as pessoas começam a cair, sem qualquer influência do homem. Outras vezes basta chegar perto da pessoa, dar um leve toque, soprar, e a pessoa está no chão!

João A de Souza Filho
Copyright ©2000 João
Pastor e Escritor

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Autor : Prof. João Flávio Martinez Publicado em : Quinta, 09/08/2007

Introdução

Em 1923, o missionário sueco Gunnar Vingren, um dos fundadores da Assembléia de Deus no Brasil, fora informado de que um certo movimento pentecostal começava a alastrar-se por Santa Catarina. Sem perda de tempo, Vingren deixou Belém do Pará, berço do pentecostalismo brasileiro, e embarcou para o Sul. No endereço indicado, veio ele a constatar: “Não se tratava de pentecostes, mas de feitiçaria e baixo espiritismo”.

Embora fervoroso pentecostal, Gunnar Vingren não se deixou embair pelo emocionalismo nem pelas aparências. Ele sabia que nem tudo o que é místico, é espiritual; pode brilhar, mas não é avivamento. O misticismo manifesta-se também em rebeldias e mentiras. Haja vista as seitas proféticas e messiânicas.

Teve o nosso pioneiro, como precavido condutor de ovelhas, suficiente discernimento para não aceitar aquele arremedo de pentecostes. Fosse um desses teólogos que colocam a experiência acima da Bíblia Sagrada, o pentecostalismo autêntico jamais teria saído do nascedouro.

Entre as manifestações presenciadas por Gunnar Vingren, achava-se o “cair no poder” que, já naquela época, era conhecido também como “arrebatamento de espírito”. À primeira vista, impressionava; fazia espécie. Não resistia, contudo, ao mínimo confronto com as Escrituras. E nada tinha a ver com as experiências semelhantes que se acham nas páginas da Bíblia.

Irreverente e apócrifo, esse misticismo não se limitou à geração de Vingren. Continua a assaltar a Igreja de Cristo com demonstrações cada vez mais peregrinas e contraditórias. O seu alvo? Levar a confusão ao povo de Deus. No combate a tais coisas, haveremos de ser enérgicos, sábios e convincentes. Mas sempre equilibrados. Através da Bíblia, temos a obrigação de mostrar a pureza e a essência de nossa crença, e a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).

Neste artigo, detenhamo-nos no fenômeno do “cair no Espírito”. Até que ponto há de ser aceito? Como lhe aferir a legitimidade? É realmente indispensável ao crescimento da vida cristã? Vejamos, a seguir, como esse movimento ganhou notoriedade em nossos dias.

I – O Que é o “Cair no Espírito”?

Embora não seja alguma novidade, o “cair no Espírito”, como vem sendo caracterizado, começou a ganhar notoriedade a partir de 1994. Neste ano, a Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto, no Canadá, passou a ser visitada por milhares de crentes – todos à procura de uma bênção especial. Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a Igreja do Aeroporto, como hoje é conhecida, granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seus cultos.

Dizendo-se cheios do Espírito, os freqüentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável; alguns chegavam a rolar pelo chão. Justificando essa bizarria, alegavam tratar-se de santa gargalhada. Ou gargalhada santa? Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões; balindo, como carneiros; ou gritando, como guerreiros. E ainda outros “caíam no Espírito”.

À primeira vista, tais manifestações impressionam.

Impressionam apesar de não contarem com o necessário respaldo bíblico. Entretanto, não podemos nos deixar arrastar pelas aparências nem pelo exotismo desses “fenômenos”. Temos de posicionar-nos segundo a Bíblia que, não obstante os modismos e ondas, continua a ser a nossa única regra de fé e conduta.

II – O Cair no Espírito na Bíblia

Nas Sagradas Escrituras, o cair no Espírito não chega a ser um fenômeno; é mais uma reação reverente diante do sobrenatural. Registra-se apenas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, 11 casos de pessoas que caíram prostradas, com o rosto em terra, em sinal de adoração a Deus. E tais casos não se constituem num histórico; são episódicos isolados. Não têm foro de doutrina, nem argumentos para se alicerçar um costume, nem para se reivindicar uma liturgia; não podem sacramentar alguma prática. Afinal, reação é reação; apesar de semelhantes, diferem entre si. Como hão de fundamentar dogmas de fé?

Verifiquemos, pois, em que circunstâncias deram-se os diversos casos de cair por terra nos relatos bíblicos.

1. A força de uma visão nitidamente celestial

As visões, na Bíblia, tinham uma força impressionante. Agitavam, enfraqueciam e até deitavam por terra homens santos de Deus. Que o diga Daniel. Já encerrando o seu livro, o profeta registra esta formidável experiência: “Fiquei, pois, eu só e vi esta grande visão, e não ficou força em mim; e transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e ouvindo a voz das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, profundamente adormecido” (Dn 10.8,9).

Em sua primeira visão, Ezequiel também se assusta com o que vê. Ele se apavora: “Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí sobre o meu rosto” (Ez 1.28). Sem liturgia, ou intervenção humana, o profeta prostra-se todo. E quem não haveria de se prosternar? Mesmo o mais forte dos homens, não se agüentaria diante de tamanho poder e glória. Recurvar-se-ia; lançar-se-ia com o rosto em terra.

Mais tarde, encontraremos Ezequiel noutro caso de prostração: “E levantei-me e saí ao vale, e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez 3.23). Quem não cairia ante as singularidades da glória de Deus? Quem a resistiria?

Já no final de seus arcanos, Ezequiel vê-se constrangido a comportar-se de igual maneira: “E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez 43.3).

Nesses casos, as visões divinas foram tão fortes que levaram tanto Ezequiel como Daniel a caírem por terra. Noutras ocasiões, porém, a ocorrência de visões, igualmente poderosas, não provocou alguma prostração. Haja vista o caso de Isaías. Embora se mostrasse aterrorizado e compungido com a visão do trono divino, não se menciona ter o profeta caído por terra. Isto significa que as experiências, embora semelhantes, possuem suas particularidades e idiossincrasias. Isto é: cada experiência, ou encontro com Deus, é única. Seria tolice pretender repeti-las para que a sua repetição adquirisse foros de doutrina.

2. O impacto de um encontro com Deus

Além das visões, certos encontros com Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento, levaram à prostração. Mencione-se, por exemplo, o que aconteceu a Saulo no caminho de Damasco. O encontro com Jesus foi tão formidável, que forçou o implacável perseguidor a cair por terra, e a reconhecer a autoridade e a soberania do Filho de Deus: “E caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4).

Como nos casos anteriores, nada havia sido programado. Saulo foi levado a recurvar-se em virtude da sublimidade do Senhor Jesus. Noutras ocasiões, porém, os encontros com Deus deram-se de maneira suave. A entrevista de Natanael com Jesus é um exemplo bastante típico dessa suavidade tão santa. O que também dizer do encontro de Gideão com o anjo do Senhor? Ou do encontro de Jeremias com Jeová? Este encontro veio na medida certa; veio de acordo com o caráter suave e melancólico do profeta. Mas tivesse Jeremias o temperamento colérico de Paulo, certamente o Senhor teria agido com impacto para que o vaso fosse quebrado e moldado conforme a sua vontade. Como se vê, as experiências variam de acordo com as circunstâncias e a personalidade das pessoas envolvidas no plano de Deus.

3. Diante da autoridade de Cristo

A autoridade do nome de Cristo é mais que suficiente para fazer com que todos os joelhos dobrem-se diante de si. Aliás, chegará o momento em que todos os seres, quer nos céus, quer na terra, quer sob a terra, hão de se curvar diante da infinita grandeza do nome do Senhor Jesus: “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9,10).

Na noite de sua paixão, o Senhor demonstrou quão grande era a sua autoridade: “Quando, pois, (Jesus) lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra” (Jo 18.6). Ao contrário dos casos anteriores, nessa passagem quem cai por terra são os ímpios. Recurvam-se estes não em sinal de reverência a Deus, mas em razão da autoridade e soberania irresistíveis de Cristo.

Caso semelhante ocorreu com Ananias e Safira. Ambos caíram por terra em decorrência de sua iniqüidade: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram” (At 5.3-5).

Casos como esses não são raros. Em nossos dias, muitos são os ímpios que, por se levantarem contra os escolhidos do Senhor, caem por terra e, às vezes, fulminados.

Noutras ocasiões, porém, o Senhor revelou-se de maneira tão suave, que se faz homem diante dos homens. Que encontro mais doce do que aquele que se deu junto ao poço de Jacó? O Senhor revela-se de maneira surpreendentemente afável à mulher samaritana. E a experiência de Nicodemos? Ou a de Zaqueu?

III – Como os Legítimos Representantes de Deus Portaram-se Quando Alguém Caía por Terra?

Ao contrário dos que hoje portam-se como deuses diante de virtuais casos de prostração, os apóstolos de Cristo jamais aceitaram tal deferência. Em todas as instâncias, procuravam sempre glorificar ao nome do Senhor. Em casos semelhantes, até os mesmos anjos agiram com reconhecida e santa modéstia.

Tendo Pedro chegado à casa de Cornélio, a primeira reação deste foi cair de joelhos diante do apóstolo. “Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que também sou homem” (At 10.25,26). O que fariam os astros do evangelismo dos dias atuais? Humilhar-se-iam como o apóstolo? Ou usariam o evento para incrementar o seu marketing pessoal?

Mesmo um poderoso anjo não se aproveitou da ocasião para atrair a si as glórias devidas somente a Deus. O relato é de João: “Prostrei-me aos seus pés para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Ap 22.8,9).

O anjo bem sabia que o apóstolo prostrara-se aos seus pés por uma circunstância bastante especifica: não há ser humano que não se extasie diante do sobrenatural. A aparição de um ente celestial sempre perturbou os pobres mortais. Nos dias dos juízes, acreditava-se que a visão de um anjo significava morte certa. Por isso, a primeira reação de uma pessoa ao ver um anjo era curvar-se diante do ser angelical. Quem poderia resistir a tanta glória?

Os anjos, porém, recusavam tal deferência. Houve ocasiões em que o anjo do Senhor aceitou elevadas honrarias. Como conciliar tais questões? No Antigo Testamento, sempre que isso ocorria, era devido a presença de um ser especial, que alguns teólogos não vacilam em apontar como a pré-encarnação de Cristo. De uma forma ou de outra, os anjos eram santos o suficiente para agirem com modéstia e humildade, tributando a Deus todo poder e toda a glória.

Que esta também seja a nossa postura! Quando, por alguma circunstância, alguém cair a nossos pés, levantemo-lo para que tribute a Deus, e somente a Deus, toda a honra e toda a glória. E jamais, sob hipótese alguma, induzamos alguém a prostrar-se com o rosto em terra, pois isto contraria a ética e a postura que o homem de Deus deve ter.

IV – Nas Efusões do Espírito Santo de Atos dos Apóstolos Houve Casos de Prostração?

Na ânsia por justificar o cair por terra que, como já dissemos tem de ser visto como episódio e não como histórico, muitos teólogos chegam a colocar tal reação como se fora uma das evidências da plenitude do Espírito Santo. Que pode haver prostração quando da efusão do Espírito, não o negamos. Pode haver, mas não tem de haver necessariamente, nem precisa haver para que se configure o derramamento do Espírito Santo. A prostração não pode ser vista como evidência, mas como uma reação ocasional e esporádica.

Nos diversos casos de efusão do Espírito Santo, nos Atos dos Apóstolos, não se observou algum caso de prostração. No dia de Pentecoste, segundo no-lo notifica o minucioso e detalhista Lucas, estavam todos assentados no cenáculo (At 2.2). Na casa de Cornélio, onde o Espírito foi derramado pela primeira vez sobre os gentios, também não se observou o cair por terra (At 10.44-47). Entre os discípulos de Éfeso também não se registrou alguma prostração (At 19.6).

Em todos esses casos, porém, a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo fez-se presente. Conclui-se, pois, que não se deve confundir evidência com reação. A evidência é a mesma em todos os que recebem a plenitude do Espírito Santo. A reação, todavia, varia de pessoa para pessoa.

Mesmo quando o lugar santo tremeu, não se observou caso algum de prostração (At 4.31). Poderia ter havido? Sim! Mas não necessariamente.

Conclusões

Daquilo que até agora vimos acerca do “cair no Espírito”, podemos tirar as seguintes conclusões, tendo sempre como base as Sagradas Escrituras:

1. Não se pode realçar a experiência, nem guindá-la a uma posição superior à da Palavra de Deus. A experiência é importante, mas varia de pessoa para pessoa; cada experiência é uma experiência; tem suas particularidades. A experiência tem de estar submissa à doutrina, e não há de modificar, por mais extraordinária que seja, nenhum artigo de fé.

2. O cair por terra não pode ser visto nem como evidência da plenitude do Espírito Santo, nem como sinal de uma vida consagrada. A evidência do batismo no Espírito Santo são as línguas estranhas; e a vida consagrada tem como característica o fruto do Espírito. O cair por terra pode ser admitido, no máximo, como reação esporádica de alguma visitação dos céus. Se provocado, ou repetido, deixa de ser reação para tornar-se liturgia.

3. Caso ocorra alguma prostração, deve-se fazer as seguintes perguntas: 1) Qual a sua procedência? 2) Teve como objetivo promover o homem ou glorificar a Deus? 3) Foi usada para catalisar a atenção dos presentes? 4) Foi provocada por sopros, toques ou por algum objeto lançado no auditório? 5) Houve sugestão coletiva? 6) Prejudicou a boa ordem e a decência da igreja? 7) Conta com o respaldo bíblico suficiente? 8) Tornou-se o centro do culto?

4. Devemos estar sempre atentos, pois o adversário também opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos: “Surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24).

5. Nos diversos exemplos de prostração que fomos buscar na Bíblia, observamos o seguinte: Os personagens que se prostraram, ou foram prostrados, em virtude de alguma experiência sobrenatural, caíram para frente, e não para trás, como está ocorrendo hoje em algumas igrejas. Não era algo programado, nem ministro algum induzira-os a cair. Ou seja: ninguém precisou soprar neles ou neles tocar para que caíssem. Tais modismos têm levado a irreverência e a bizarria ao seio do povo de Deus. Há alguns que se tornaram tão ousados que jogam até os seus paletós a fim de provocar prostrações coletivas. Isto é um absurdo! É antibíblico!

6. Os casos de prostração narrados na Bíblia deram-se em virtude da reverência e temor que os já citados personagens sentiram ao presenciar a glória divina. No Novo Testamento, o termo usado para prostração é pesotes prosekinsan que, no original, significa: cair por terra em sinal de devoção. Em Apocalipse 5.14, a expressão grega aparece para mostrar os anciãos prostrados aos pés do Cristo glorificado.

7. Voltemos à questão. Pode acontecer prostração numa reunião evangélica? Pode! Mas não tem de acontecer necessariamente; pode, mas não precisa acontecer, nem ser provocada. Caso aconteça, deve ser encarada como reação e não como fato doutrinário. John e Charles Wesley, por exemplo, experimentaram um poderoso avivamento, mas jamais elevaram suas experiências à categoria de doutrina. As heresias nascem quando se supervaloriza a experiência em detrimento da doutrina. Não podemos nos esquecer de que algumas das mais notáveis heresias deste século, como a Igreja Só Jesus, nasceu em pleno período de avivamento.

8. De uma certa forma, todo avivamento provoca extremismos. Cabe-nos, porém, buscar o equilíbrio tão necessário à Igreja de Cristo. Era o que ocorria em Corinto. Não resta dúvida de que os irmãos daquela comunidade cristã haviam recebido uma forte visitação dos céus. Todavia, tiveram de ser doutrinados e disciplinados. A esses irmãos, escreveu Paulo: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.32,33).

Finalmente, jamais devemos abandonar a Bíblia. Ênfases, como o cair no Espírito, hão de surgir sempre. Não devemos nos impressionar com elas; tratemo-las com o devido equilíbrio. Pois o equilíbrio bíblico e teológico há de manter a igreja de Cristo em permanente avivamento. E o verdadeiro avivamento não extingue o Espírito, mas sabe como evitar os excessos.

É fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões.

Depois do silêncio vem o livramento

Janeiro 31, 2009

silence

Depois do silêncio vem o livramento

Bom é ter a esperança e aguardar em silêncio a salvação do Senhor (Lm 3:26)

Creio que uma das coisas mais difíceis para os cristãos de hoje é esperar no Senhor. Não é fácil “esperar no Senhor” em tempos como os atuais, onde tudo corre a mil por hora.
Creio também que mais difícil ainda é esperar em silêncio o livramento de Deus. Mas muitas vezes o silêncio em Deus significa confiança e calma.

O salmista Davi dizia:

“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação”.(Sl 62:1).

Existem momentos da nossa vida que a melhor coisa é o silêncio. Embora não seja fácil manter-se em silêncio, principalmente diante de perseguições, afrontas, injúrias e difamações. Mas a palavra de Deus nos mostra que muitas vitórias do povo de Deus , aconteceu quando o povo se calou.
Diz a palavra de Deus no livro de Isaías que nos anos do Rei Ezequias de Judá, subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contras as cidades fortificadas de Judá e as tomou. Muitas tentativas tentou Senaqueribe para conquistar Judá. Primeiro tentou desmoralizando o Senhor (Is 36:10), depois tentou fazer as pazes com Judá, subornando-os com comidas e terra abundante, já que estavam famintos. Diz a palavra que após mais uma afronta, o povo se calou e não lhe responderam nenhuma palavra, pois assim havia ordenado o rei dizendo: Não lhe responderei. Após esta última afronta o Rei Ezequias se pôs a orar a Deus e qual foi a palavra do profeta em resposta do Senhor: Não temas, por causa da palavra que ouviste, com os quais os servos do rei da Assíria blasfemaram contra mim. Eis que meterei nele um espírito, e ele, ao ouvir certo rumor, voltará para a sua terra; e nela eu o farei cair morto a espada (Is 36:7). O foi o que aconteceu, houve destruição do exército assírio, pois um anjo do Senhor feriu no arraial a 185 mil e os restantes que se levantaram pela manhã, todos eram cadáveres. Senaqueribe se retirou a Nínive, sucedeu que estando ele para adorar na casa de Nisroque,seu deus,seus filhos Adrameleque e Sarezer o feriram a espada , o matando (2 Cr 32:21;Is 37:36-38). Isso foi para mostrar que de Deus ninguém zomba e que não devemos discutir quando afrontados. Muitos acham que aquele se cala consente. Mas não é bem assim. Vemos que Israel se calou diante do inimigo, mas não diante do Senhor. A palavra de Deus diz que: “ a nossa luta não é contra carne , nem sangue, mas contra principados e potestades”. (Ef 6:12), mas que devemos colocar diante de Deus nossas petições. Foi isso que fez Ezequias , se calou diante da afronta, mas clamou a Deus(Is 37:14-20).

Diz o profeta Daniel que ao Senhor pertence a justiça, mas a nós o corar de vergonha (Dn 9:7) O Senhor dará pago aos soberbos e ímpios.

Quando não nos calamos, diante das acusações, a nossa tendência é murmurar, ou seja, reclamar em voz baixa. Muitas vezes reclamamos a outros e nem ao menos oramos ao nosso Deus. Confiamos muito mais em pessoas do que a homens. O Senhor diz: Maldito é o homem que confia no homem
Nossa confiança deve estar no Senhor.

Diz a palavra de Deus que após Moisés libertar o povo, estava o povo de Israel sendo perseguido por faraó. Chegou certa altura que havendo visto os egípcios o povo temou dizendo: Nós tiraram de lá para que morramos neste deserto? Porque nos trataste assim, nos fazendo sair do Egito? Melhor seria servir os egípcios do que morrer no deserto. Moisés, porém respondeu ao povo: Não temais , aquietai-vos e vede o livramento do Senhor, que hoje vedes, nunca mais tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós
E vós os calareis. Após essas palavras veio o livramento, o povo marchou, Moisés estendeu sua vara e dividiu o mar , o povo passou em terra seca e os egípcios foram submergidos pelas águas e pereceram no mar.

Diz a palavra do Senhor : Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus…(Sl 46:10)

O maior exemplo

Jesus, mesmo silenciou diante de acusadores: Quando interrogado por Pilatos ouve a pergunta: Não ouvem quantas acusações te fazem? Diz as escrituras que Jesus não respondeu nenhuma palavra, vindo o governador a admirar-se (Mt27:14). Mesmo diante de falsas acusações, Jesus não se justificou, pois sabia que a justificação da humanidade estava na sua morte. Mesmo sabendo que Pilatos o poderia soltar, Jesus preferiu o silêncio. (Jo 19:9-10). Pois sabia que o Senhor era autoridade sobre ele. (Jo 19:11).

Jesus cumpriu o que a seu respeito foi dito pelo profeta Isaías : Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca, como cordeiro foi levado ao matadouro e, como ovelha muda perante seus tosquiadores, ele não abriu a boca. (Is 53:7).

Amados, Jesus ficou calado, pois tudo que Ele precisava dizer, já foi dito pela Sua Palavra.
Basta hoje você crer !!!

Certa vez , amados, ouvi rumores de acusações sobre a minha vida, muitos boatos , difamações , justamente na época que passava maior necessidade e deserto e isso muito me trouxe tristeza.
Foi aí que ante a afronta, eu resolvi colocar assim, em meu MSN: “Acusação hipócrita eu respondo com silêncio”. Foi uma palavra forte e acertou em cheio sobre aqueles que me acusavam .E aquilo que era suspeita acabou sendo fato para mim, mas aquele comentário poderia ter manchado meu ministério e em parte não trouxe nenhum benefício para mim.

A palavra de Deus , amados, diz que o muito falar , não falta iniqüidade. Muitas vezes falamos demais, nos justificamos demais, agimos em justiça própria e esquecemos que existe um Deus que já nos justificou.
Injúrias, críticas e difamações, sempre haverão e o inimigo se utilizará disso, através de alguma pessoa, quer parente, amigo ou até “irmãos” para destruir o chamado , a vida e as promessas de alguém. Mas o Senhor nos manda a esperar e nos aquietar Nele. Um dos trunfos da vida de Davi era que ele esperava silenciosamente em Deus, porque do Senhor vem a sua esperança (Sl 62:7).
Devemos entender que diante de perseguições, afrontas e acusações, é o Senhor quem peleja por nós.

Se você está sendo afrontado por alguém injustamente ou sendo injuriado pelo que não fez, lembre-se que é o Senhor que luta por ti e nenhuma palavra maldita contra ti prosperará. Aquieta-se em Deus e espera o livramento.

Abaixo vai uma palavra profética para você que está em 2 Cr 20:15;17

Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é nossa, mas de Deus. Neste encontro, não tereis de pelejar, tomai posição, ficai parados (aquietai-vos)e vede o salvamento que o Senhor vós dará, ó Judá e Jerusalém. Não temais nem vos assusteis; amanhã, sai-lhes ao encontro, porque o Senhor é conosco

Caminho das Índias

Janeiro 26, 2009

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“… porque os *caminhos do Senhor* são retos, e os justos andarão neles; …” Os 14:9

Ainda me recordo quando estava no Brasil me preparando para ir à Índia a quantidade de livros e artigos na internet que tive de estudar para não ser tão ignorante da vasta cultura que teria de enfrentar pela frente. Percebi que por onde ia, difícilmente encontrava alguém que pudesse me adicionar algum conhecimento prático do que realmente é a Índia. E ainda hoje para a maioria de nós brasileiros este sub-continente é um mistério cercado de lendas e mitos.
Quando cheguei a Índia, verifiquei que todo meu conhecimento vindo doslivros e horas na frente de um computador pouco me ajudaram. E hoje depois de quase 4 anos neste país continuo um aprendiz, e cada vez mais me convenço que poderei viver aqui por décadas e não compreenderei toda esta diversidade que me cerca.
Nos últimos meses tenho recebido e-mails e até mesmo ligações de pessoas de várias partes do Brasil empolgadas me contando da novela que a globo lançará com uma estória baseada na Índia, com o título
“Caminhos da Índia”. Começei investigar qual seria a trama da novela e quais seriam os pontos de exploração usados.
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Não para minha surpresa descobri que será uma novela totalmente voltada para a divulgação do hinduísmo no Brasil. Para quem não sabe, grande parte da população da Índia é hindu. O hinduísmo é uma religião politeísta com seus mais de 33 milhões de deuses, que são adorados das mais diversas maneiras.
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Quando o telespectador brasileiro ligar sua televisão para ver essa novela, estará abrindo as portas de seu lar, sua mente e coração para receber toda a influência do culto e adoração dado a estes deuses e
seus mantras, rituais, sacrifícios e oferendas.
Óbviamente não posso escrever esta carta de uma maneira convincente a todos os telespectadores brasileiros, pois cada um acredita no que quer e ver e recebe o que bem entende.
Mas de uma forma bem específica posso alertar que nós os cristãos
comprometidos podemos fácilmente fazer com que essa novela
seja um fracasso. O que não seria fazer passeatas, abaixo assinado, greve de fome, etc… Isso sinceramente não resolve nada. A forma mais simples e eficaz seria primeiramente e principalmente sermos sinceros e sensatos e não assistirmos essa novela. Não conectarmos nossos televisores a este canal no momento em que estiver no ar este proselitismo explícito da religião hindu em nossos lares. Não podemos compactuar com esta maldição que está prestes a invadir nossas casas.
Não é hora de sermos hipócritas! Os evangélicos brasileiros são noveleiros SIM!!! Fiz questão de não trazer estatísticas para provar o que estou falando. No fundo sabemos que o povo evangélico é um dos grandes responsáveis pelo sucesso que as novelas “globais” e não “globais” fazem no país. Por que nós somos um dos principais consumidores desse lixo que é vendido em nossos televisores 6 vezes por semana. Somos mais de 35 milhões de evangélicos no país, se contarmos que somente 10% deste número seja noveleiro ( o que acredito ser muito mais) e aderirem ao boicote, serão mais de 3 milhões e 500 mil pessoas que não assitirão esta novela e farão que ela seja um fiasco de audiência.
Conclamo vocês meus irmãos a não compactuarem com isso. Não sejam responsáveis por tamanho mal a nossa nação, não seja um patrocinador da obra de satanás. Essa novela não pode trazer nenhum benefício para sua vida, pelo contrário estará contaminando o ambiente familiar de sua casa com mensagens demoníacas e tão pouco servirá como uma fonte de conhecimento de outra cultura. Não veja essa novela, faça que ela seja um fracasso e saia do ar. Nós temos a força, só basta fazermos nossa parte.
Repasse para todos os seus contatos cristãos. Unidos podemos.

Débora

CONVENCIDO, CONVERTIDO ou CONHECIDO ?

Janeiro 21, 2009

mancross3007k
CONVENCIDO, CONVERTIDO ou CONHECIDO ?

Convencido significa como aquele que se convenceu, que é convicto de algo. Também significa convencida aquele pessoa que acha mais de si,mesma.
Que se acha mais do que convém.

Muitos tem abraçado a fé cristã, tem aceitado a seguir Jesus, mas na realidade muito poucos tem entendido o que é ser cristão. Ser cristão é mais do ir a igreja em finais de semana e ler a palavra de Deus nos cultos.
Ser cristão é viver uma vida transformada a cada dia. Muitos acabam no meio da caminhada cristã, porque o coração deles não estão focados em Deus e o temor deles, consiste em mandamentos de homens.

Tito 1:16.No tocante a Deus ,professam conhece-lo mas negam com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes e reprovados para toda boa obra.

O convencido muitas vezes se veste como crente, fala como crente, mas sua mente é dúbia, tem ânimo dobre, ou seja, é inconstante. Um dia pode estar na igreja e ser “uma benção” louvando ao Senhor,mas no outro junto a roda dos escarnecedores, numa mesa de bar, ou indo em outros lugares onde Deus não habita.

O salmos 1 diz: Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho de ímpios. Nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores, antes tem o seu prazer na lei do Senhor e nela medita dia e noite. (Sl 1:1-2).

Aqui neste texto se fala em ação: andar ouvindo o conselho descrente, parar no caminho que eles andam e se assentar, que significa, compactuar com seus atos.

O Senhor adverte: “vós que sois de ânimo dobre(incostantes), limpai o coração(Tg 4:40).
Deve partir do verdadeiro cristão a ação de limpar o coração, andar em retidão e estar com seu coração cheio de Deus. Os convencidos aceitam Jesus, mas não estão arraigados no Senhor, nem o coração firme em Deus. São aqueles cuja semente foram plantadas em solo rochoso,que ouvem a palavra, mas por não terem raiz e uma profundidade em Deus acabam sendo sucumbidos pelas tribulações e perseguições da vida. (Marcos 4:5-6;16-17). Embora muitos indo a cultos da igreja não o glorificam com sua vida, vindo perseguição por causa da palavra ,negam Jesus. Pedro foi um desses que foi chamado, andou com Jesus, mas cujo coração não estava totalmente em Deus. Apesar de não pecar, Pedro era inseguro, pois era de crente de boca, como muitos hoje. Fazia promessas a Deus, de nunca o abandonar, mas foi o primeiro a o negar. Foi identificado como cristão, quando Jesus foi preso, mas negou ser discípulo de Cristo. Da mesma forma que lhe foi revelada , pelo Espírito que Jesus era o Cristo, também Satanás o incitava a negar a obra da cruz e não compreender as coisas que são de Deus. (Mc 16:16-17;21-22).
Muitas vezes as pessoas não entendem o porque Jesus disse a Pedro isso:
“Pedro quando te converteres, fortalece teus irmaos” (Lc 22:31-33). O convencido sempre acha que está firme em Deus. O Senhor sabia das fraquezas de Pedro. Teve misericórdia dele, quando Satanás o quis cirandar como trigo, por sua legalidade e o Senhor rogou por Ele. (Lc 22:31-32). Muitas vezes damos legalidade ao inimigo agir em nossas vidas. Assim como Pedro, Judas andava com Jesus e estava convencido que o que fazia era o melhor, entregando Jesus. Mas Judas nos mostra que a palavra de Deus em sua vida foi semeada entre os espinhos (Mc 4:19). Mas este é o pior tipo de convencido, que é aquele que troca Deus por riqueza, pelos cuidados do mundo, como o jovem rico, como Ananias e Safira que preferiram roubar a Deus. Estes por mais que andem com Jesus, nunca darão fruto, pois divide Deus com o mundo E não podemos servir a dois senhores.
A Deus ou as riquezas (Lc 16:13).

Convertido: Que mudou seu caminho, que se transformou – A palavra do Senhor diz em Romanos 12:2 diz: “Não vos conformeis com este século (mundo), mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.(Rm 12:2). A palavra de Deus para mudança de mente é metanóia. Essa mudança de mente e transformação só é possível quando buscamos a presença de Deus e recebemos do seu Espírito Santo Essa renovação de mente só virá quando formos “esclarecidos” pelo Espírito Santo. A palavra do Senhor diz que é o Espírito que convence o mundo do pecado ,da justiça e do juízo.(Jo 16:8). O Espírito Santo é que ensina e nos faz lembrar de tudo que Jesus disse, da palavra de Deus (Jo 14:26). É o Espírito Santo que testemunha ou seja, testifica Jesus e só assim conseguimos testemunhar Jesus aos outros, através do Seu Espírito. Muitos cristãos não foram transformados ainda, nem se converteram, pois não receberão o Espírito de Deus, o Consolador. É por isso que muitos tem tido dificuldade em sua vida cristã. A palavra do Senhor diz que o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda verdade e anunciam as coisas que hão de vir. (Jo16:13). Um exemplo disso é o próprio Pedro. Pedro como foi dito anteriormente andava com Jesus, foi chamado, mas era convencido. Enquanto andava com Jesus, mas não tinha revelação completa do propósito, Pedro vivia inconstante, mas quando da descida do Espírito Santo em pentecostes, vemos um outro Pedro se levantando.
Um Pedro mais ousado, que não negava seu mestre, que testemunhava dele com autoridade e poder (At 2:14-38). Conversão significa abandonar o pecado e aproximar-se de Deus(At 3:19). E esta relacionada ao arrependimento.
Pedro chorou amargamente quando negou Jesus (Mt 26:74) e se lembrou de suas palavras. Todo aquele que confessa e abandona seus pecados alcança misericórdia. O arrependimento gera conversão e conversão pela fé, gera transformação. A verdadeira conversão gera uma transformação visível, transformação de mente e atos. Ser convertido não é freqüentar uma igreja, é mais que isso, é ser transformados em Deus de glória em glória,pelo Espírito na sua própria imagem (2 Co 3:18). Os novos convertidos da igreja primitiva não andavam conforme pensamos egoístas, mas diz que em cada alma havia temor, que perseveravam juntos na comunhão e oração (At 4:32-34). Perseveravam unânimes, faziam refeições com simplicidade e alegria. (At 2:42-47). Diz a palavra que com tudo isso contava com a simpatia e deus acrescentava dia após dia os que ia sendo salvos. Conversão gera testemunho que gera frutos, ou seja, outras conversões. (Mt 7:20).
Amados, nós somos conhecidos não por quem nós somos, nem pelo que dizemos, mas pelos nossos frutos, Paulo foi um exemplo de conversão. Passou de perseguidor aos crentes a apóstolo e perseguido. Jesus disse: Serão perseguidos por causa do meu nome. Paulo no dia que foi curado recebeu e ficou cheio do Espírito Santo(At 9:17). Quando somos cheios do Espírito, somos testemunhas vivas de Deus,quando vivemos uma vida rasa diante de Deus não passamos de religiosos ou igrejeiros. O convencido anda conforme a carne, mas o conhecido de Deus segundo o Espírito.

Conhecido: Que muitos conhecem, que tem noção ou experiência, sabido, experimentado, versado e famoso por suas obras.

“Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos ? Assim toda árvore boa produz bons frutos, toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons”
Nem todo que me diz: Senhor, Senhor.. entrará, no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai (Mt 7:16-21).

Fazer a vontade de Deus é a característica do conhecido de Deus. Jesus disse: Eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. (Jo 6:38). Para ser conhecido de Deus é preciso viver em obediência.
Jesus disse a seus discípulos: Eis que vos envio a promessa do meu Pai, ficai porém na cidade de Jersusalém até serem revestidos de poder (Lc 24:49). E esse foi a diferença para os cristãos, a vinda do Espírito Santo. Somos conhecidos por Deus, quando agirmos em conformidade com sua palavra, não somente com sinais, que fazemos em nome dele, mas por nossas atitudes como cristãos. Diz a palavra que os discípulos foram chamados cristãos na cidade de Antioquia quando, mesmo perseguidos anunciavam o nome de Jesus . E por causa deste nome a mão do Senhor era com eles e grandes números de pessoas creram se converteram ao Senhor. E esta fama chegou a igreja que estava em Jersusalém.
Jesus disse que aquele que me confessar diante dos homens eu os confessarei ao Pai e seus anjos. (I Jo 2:23; Lc 12:8 ). Quando testemunhamos Jesus, somos testemunhados por Ele. E com isso fazemos os mesmos sinais que Ele faz. Jesus disse: Fareis os sinais e até maiores que esses e estes sinais seguiram ao que crerem. Como já havia dito os sinais em si não nos torna conhecidos, mas quando fazemos sinais em obediência a Deus.

Uma vez aconteceu dos filhos de Ceva tentaram expulsar demônios em nome de Cristo a quem Paulo pregava. Estes não obtiveram êxito pois nao eram conhecidos de Deus, nem das potestades malignas. Os demônios escarneceram os filhos de Ceva e disseram: Eu conheço Cristo e Paulo, mas vocês quem são?
(At 19:13-16). Também a Bíblia relata quando Jesus chegou a Gadara, havia demônios no gadareno que diziam: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? (Mt 8:28-29).

Isso quer dizer que somos conhecidos por Deus e somos ameaça ao poder das trevas, sendo conhecidos também por eles. Mas isso não significa que fazemos por compelto a vontade de Deus. Fazer esses sinais são ordens do Senhor (Mt 10:8), porém fazer a vontade do Senhor é fazer algo completo
A Bíblia nos afirma que embora muitos tenham feito proezas,sinais,nem todos os que tais praticam são conhecidos Dele, mas somente aqueles que fazem a vontade de Deus

Mateus 7:21-23

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Portanto se quisermos ser conhecidos de Deus devemos buscar não somente ser usado, ser revestido de poder. mas saber diariamente qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus para nós (Rm 12:2)

E como Paulo ter a mesma certeza que o apóstolo teve quando disse aos Coríntios:

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.(I Cor 13:12)

Mudança só em Cristo, governo, só do Senhor

Janeiro 20, 2009

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Vendo o slogan “A mudança que necessitamos” ou que “cremos” da campanha de Barach Obama para presidente do EUA pude entender a carência não somente dos americanos, mas do mundo, de alguém que possa mudar o quadro deste mundo. Alguém que faça diferença na forma pensar, de agir e de governar.
Alguém que transforme o quadro caótico da humanidade em algo de PAZ. Um salvador que governe com justiça e retidão. Muito interessante isso,pois desde 11/09 o medo tomou conta do EUA e nunca antes se ouviu falar tanto de segurança e paz principalmente nos EUA. Por “concidência” nessa mesma época ecoa no mundo mais uma guerra de judeus e palestinos.

Muitos dededuzem que Obama seria um possível anti-Cristo, mas é inegável dizer que nunca antes um líder teve tamanha aceitação por parte do mundo, ainda mais se tratando de EUA, como Obama. O próprio Obama declarou que seu governo não somente irá mudar os EUA, mas o mundo. Apoio acredito não faltaria, pois muitos dizem que até o governo palestino apoiaria Obama, se ele aderisse a causa do estado palestino. No ambito religioso o Vaticano ja expressou reconhecer o estado palestino. Faltaria o reconhecimento do que muitos chamam de “anjo protetor” de Israel , os americanos,e convenhamos que com governo liberal seria tudo mais fácil para este apoio a causa palestina.

Tudo isso seria maravilhoso se o problema da humanidade não fosse Obama, mas Jesus Cristo.
Creio que mudança só em Cristo e governo só do Senhor…

A palavra do Senhor diz que

– Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, porque haverão homens amantres de si mesmos (II Tm.3:1-2)
Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos.
Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim.(Mt 24:5-6)
Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva:
porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite;
pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. (I Ts 5:1-3)

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Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coraçäo do SENHOR (Jr 17:5-6)

Gostaria de mostrar algumas fotos interessantes sobre a campanha de Barack Obama

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Bem-aventurada é a naçäo cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança.
SALMOS 33:12
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27

Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.
Com isto faço um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo, e permanece para sempre; e o seu reino nunca será destruído; o seu domínio durará até o fim.
Ele livra e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; foi ele quem livrou Daniel do poder dos leões. (Dn 6:25-28)

Se o Filho vos libertar verdeiramente sereis livres.