Posts de Março, 2009

Fora com as palhaçadas ministeriais

Março 27, 2009

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Fora com as palhaçadas ministeriais

É tempo de comprometimento e precisamos reafirmar o óbvio:
Deus requer que os líderes obedeçam as regras!
J. Lee Grady, editor da revista Charisma!
Tradução de João A. de Souza filho

Cerca de dois anos atrás um dinâmico pregador, pastor de uma igreja em crescimento no sul dos Estados Unidos foi pego em adultério. A perplexa esposa conversou com a “outra”, uma dançarina de outro país e falou de Jesus pra ela. Nesse ínterim um pequeno grupo de pastores “encobriu” o problema e rapidamente despachou o pastor para algumas sessões de aconselhamento. Logo depois, o pastor se divorciou, e os membros da igreja que não estavam cientes da situação culparam-na pela quebra de relacionamento conjugal.

Hoje este pastor continua pregando – ainda que sejam pregações ocas. Alguns membros da igreja se afastaram quando souberam da infidelidade do pastor. No entanto, outro tanto ficou por achar que não podiam julgar o pastor por seu pecado.

Inda que seja doloroso ter de afastar um líder talentoso do púlpito, este deve ser afastado para preservar o temor do Senhor.

Coisas deste tipo vêm se repetindo nos últimos anos. Jamal Harrison-Bryant, pastor de uma igreja de dez mil membros em Baltimore foi acusado de ser pai de uma criança fora do casamento. Sua esposa, Gizellle, ao saber do caso, pediu o divórcio. No entanto, Bryant pregou um novíssimo sermão em sua igreja usando o exemplo de Davi e seu adultério com Bate-Seba para se justificar.

“Eu ainda sou o homem!” gritou do púlpito para vibração e alegria do povo que o aplaudiu. “A unção que possuo é maior que qualquer erro”. E deixou claro que não queria ser disciplinado. Para Bryant a unção está acima do caráter.

Essa imoralidade entre os líderes deixa a maioria dos crentes confusos. Será que um líder pode ser desqualificado? A restauração deve ser imediata? Seremos fariseus pelo fato de pedir que os líderes deixem o púlpito e se assentem novamente entre o povo até que provem que estão restaurados? É preciso rever algumas regras básicas:

1. Existem regras de qualificação para que uma pessoa seja líder na igreja, e o apóstolo Paulo deixou claro que existe um teste decisivo para que alguém seja líder. Em 1 Timóteo 3.2-7 ele afirma que o líder deve ser (1) irrepreensível; (2) marido de uma só mulher; (3) temperado (não pode ser dado ao álcool ou outras substâncias); (4) Prudente; (5) respeitável; (6) hospitaleiro; (7) apto para ensinar; (8) que saiba governar bem sua própria casa; (9) que tenha bom testemunho dos vizinhos e (10) que não seja um novo convertido (neófito).

Escrevendo a Tito Paulo faz as mesmas exigências e acrescenta outras qualificações: (11) não seja arrogante; (12) nem cobiçoso (13) ou ganancioso.

Observe que apenas uma das qualificações requer unção, que é a capacidade de ensinar. Todas as demais qualidades são de caráter. Paulo nada diz sobre a capacidade que o líder deve ter de profetizar, curar enfermos, ter visões, conversar com anjos, levantar dinheiro, cantar, gritar ou levar a audiência a um frenesi. Nem tão pouco requer credenciais acadêmicas. O caráter é a chave!

Os comentaristas concordam que a expressão “marido de uma só mulher” era um avanço na era do Novo Testamento para afirmar que “ele deve ser marido de uma única mulher”. Não pode ser um adúltero. (Nem bígamo). Os líderes têm de viver em pureza sexual. Precisam ajustar-se à definição bíblica de casamento e permanecer fiel neste contexto.

2. Os que não preenchem tais qualificações devem ser afastados. Ao exigir caráter de seus líderes Paulo está inferindo que os que não preencherem tais qualificações devem ser afastados do ofício – pelo menos até preencherem todas as exigências. Se fracassarem, diz Paulo, devem ser repreendidos na presença de todos para que os demais temam… (1 Tm 5.20). O pecado do líder não deve ser minimizado, desculpado ou varrido pra baixo do tapete.

E nada disto era opcional – e Paulo advertiu a Timóteo sobre a tentação de ser parcial. Ele escreveu: “Conjuro-te… que guardes estes conselhos…” (V 21). A disciplina bíblica tem de ser firme. Não se pode afastar uma pessoa por adultério e dar tratamento diferenciado a outra pessoa com o mesmo problema só porque é nosso amigo. Mesmo que seja dolorido fazê-lo, tem de ser feito para trazer o temor do Senhor sobre as pessoas.

3. A igreja não prosperará se não disciplinar seus líderes. Com ternura Paulo advertiu a Timóteo quanto a líderes ordenados precocemente. Ele escreveu: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos” (1 Tm 5.22). Em outras palavras os líderes serão julgados por Deus caso ordenem alguém que não preencha as qualificações bíblicas. Se tivermos o hábito de ordenar líderes desqualificados, a corrupção fincará raízes na igreja e não poderemos fugir ao juízo de Deus.

Não podemos reescrever as regras. Oro para que os líderes da igreja deixem de ser circenses e restaurem a ordem bíblica.

Mensagem Urgente – David Wilkerson

Março 25, 2009

Uma Mensagem Urgente
David Wilkerson, 05/03/2009
Tradução de João A. de Souza Filho

Sinto-me impelido pelo Espírito Santo de enviar esta mensagem a todos os que estão em minha lista de endereços, amigos e bispos que encontramos em todas as partes do mundo. Enfrentaremos uma calamidade mundial que sacudirá a terra. Será tão terrível que todos tremerão de medo – até os mais santos entre o povo de Deus. Faz dez anos que venho alertando as pessoas a respeito dos milhares de incêndios que ocorrerão em Nova Iorque. Esses incêndios tomarão conta de todo o mega-complexo que inclui áreas de Nova Jérsey e Connecticut. As grandes cidades da América experimentarão baderna e incêndios – como os de Watts em Los Angeles anos atrás. Incêndios e badernas agitarão as principais cidades do mundo. Haverá saques – incluindo a região de Times Square e em toda a cidade de Nova Iorque. O que estamos enfrentando agora não é uma recessão, nem mesmo uma depressão (econômica). Estamos sendo alvos da ira de Deus. No Salmo 11 está escrito: “Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (v 3). Deus está julgando os pecados da América e das nações. Ele está destruindo os fundamentos seculares. O profeta Jeremias suplicou à iníqua Israel, “Ora, pois, fala agora aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor: Eis que estou forjando mal e formo um plano contra vós outros; convertei-vos, pois, agora, cada um do seu mau proceder e emendai os vossos caminhos e as vossas ações. Mas eles dizem: Não há esperança, porque andaremos consoante os nossos projetos, e cada um fará segundo a dureza do seu coração maligno” (Jr 18.11-12). No Salmo 11.6 Davi alerta, “Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice.” Por que? A resposta de Davi é: “Porque o Senhor é justo” (v 7). Será juízo justo – da mesma maneira que Deus julgou os pecados de Sodoma e aqueles cometidos nos dias de Noé. E como devem se comportar os justos? O que acontecerá com o povo de Deus? Primeiro. Quero lhes dar uma palavra prática que eu recebi pra mim. Acumule alimentos para que durem trinta dias, material de higiene e outros que são essenciais. Nas grandes cidades os supermercados ficam vazios em menos de uma hora, sempre que uma catástrofe é anunciada. Para reagirmos espiritualmente temos duas opções. Isto está esboçado no Salmo 11: “fugimos como pássaros para a montanha”, ou como Davi diz: “os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens” (v 4). “No Senhor está meu refúgio” (v 1). Direi à minha alma: Não precisa fugir! Não precisa se esconder! É Deus agindo. Olharei para o Senhor em seu trono e o verei com seu olhar amoroso observando-me em cada passo que eu der – confiando que ele guardará seu povo nas calamidades e nas provações. Nota: Não sei quando isto ocorrerá, mas sei que está se aproximando o dia. Hoje tirei o fardo de minha alma. Faça com esta mensagem o que você quiser.

Deus abençoe, Em Cristo,
David Wilkerson

David Wilkerson é pastor presidente da Times Square Church, uma grande igreja com mais de 8.000 membros. Fundador e presidente do Desafio Jovem, entidade destinada a recuperar drogados. Conferencista internacional e autor de vários livros dentre eles A Cruz e o Punhal que narra sua trajetória ministerial. Suas mensagens têm sido traduzidas para diversas línguas alcançando pessoas ao redor do mundo.

Prostitutos Cultuais e Mercadores da Fé

Março 20, 2009

Prostitutos Cultuais e Mercadores da Fé

João A. de Souza filho

Março de 2009

Eu estava tentando encontrar um adjetivo para qualificar os atuais cantores e pregadores que cobram elevadas somas em dinheiro para pregar ou cantar nas igrejas e em conferências promovidas por evangélicos, e achei que “mercador da fé” não é um adjetivo apropriado, porque é simples demais para nominar tais pessoas. Pois bem. Vejo esses exploradores da boa-fé evangélica como prostitutos cultuais – que é a tradução da versão atualizada – para os que se prostituíam junto aos templos pagãos e que depois passaram a se prostituir diante do templo do Senhor em Jerusalém. Porque os prostitutos (as) cultuais mencionados na Bíblia exploravam os que se dirigiam ao templo para adoração oferecendo-lhes um pouco de orgia – orgia sexual revestida de espiritualidade, como alguns desses a que me refiro que falam línguas, profetizam, oram pelos enfermos, são místicos e super espirituais… Mas orgiofantes (como os sacerdotes que prestavam culto a Dionísio).

Os prostitutos e prostitutas cultuais, comuns nos templos pagãos passaram a conviver com os adoradores junto ao templo de Jerusalém, indicativo de uma deformação espiritual da nação de Israel. Não estou afirmando que é comum tais pessoas se prostituir de verdade, em orgias sexuais; estou afirmando, isto sim, que sempre que uma pessoa se afasta de Deus, comete prostituição com outros deuses – fato mencionado pelo próprio Deus em várias passagens do Antigo Testamento. Em Ezequiel 16 ele compara Israel a uma menina, que é cuidada por Deus, adornada e preparada para ser esposa, mas se prostitui com os povos vizinhos.

Deus se antecipou ao que poderia acontecer e recomendou a Moisés: “Das filhas de Israel não haverá quem se prostitua no serviço do templo, nem dos filhos de Israel haverá quem o faça… Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor, teu Deus (Dt 23.17-18).

O que se vê hoje no Brasil é uma orgia espiritual, uma masturbação coletiva praticada por cantores e cantoras, pregadores e pregadoras, que não conseguiram fazer sucesso no mundo e encontraram na igreja um filão de negócio; o caminho para o enriquecimento à custa da espiritualidade dos irmãos.

Imagine o Lázaro da Bíblia, que Jesus ressuscitou dos mortos gravando seu cd e saindo pelo mundo a pregar nas igrejas, usando os recursos para comprar bens e imóveis em Atenas, Roma e Jerusalém. Imagine Dorcas, relatando sua ressurreição e insinuando aos irmãos por onde pregava que precisava de dinheiro para comprar máquinas de costura a fim de ajudar os pobres com maior eficácia, lucrando com a bênção alcançada. Eles seriam excluídos do rol de membros do céu pelos apóstolos. Pois sei que esses excrementos espirituais – e não há palavra melhor para descrever tais pessoas – cobram preços exorbitantes para pregar e cantar. Eu estava numa cidade pregando o evangelho e em várias cidades daquele Estado os irmãos se mobilizavam para ouvir o ex (que deve ter fracassado no mundo) cujo preço varia de 20 a 35 mil reais por apresentação. Este cantor que explora a espiritualidade do povo deve ganhar, pelo menos, com a agenda cheia em torno de cem mil reais por semana! Sim, porque fazem sucessos os ex-, sejam ex de quaisquer espécies. Ex que tocou na famosa banda do mundo; ex- que se prostituía com drogas, mas agora se prostitui com dinheiro. Prostituem-se com a fé. Sim, porque quais prostitutos cultuais do AT usam da espiritualidade para fazer orgia com o povo com o fim de levar o povo a se alegrar, enquanto eles ficam ricos.

Uma denominação pentecostal nutriu, alimentou e criou um pregador que cobra o exorbitante preço de quinze mil reais por pregação e nunca tomou uma atitude corretiva e disciplinar quanto a seu enriquecimento e vida pessoal; ao contrário, alimenta o sucesso desse mercador de dons. Balaão se sentiria envergonhado!

Assim, quando viajo pelo Brasil sinto no ar o odor fétido que eles deixam por onde passam; o odor da prostituição espiritual, o cheiro nauseabundo que costumam exalar os espiritualmente mortos. Que se prostituem espiritualmente e que levem pastores, líderes e povo à prostituição com eles é inegável, e não é de se duvidar de que se prostituam literalmente em seus confortáveis quartos de hotel. Pregadores e cantores que fazem exigências incomuns; que não aceitam fazer uma refeição na casa de irmãos; apenas em restaurantes que servem a La Carte. Que não se contentam com os bons hotéis e se não houver os melhores, recusam-se participar de eventos a menos que suas exigências sejam atendidas.

Os culpados são os líderes que atraídos pela ganância financeira esperam obter lucros com os gananciosos. Certamente porque muitos pastores, apóstolos e líderes se prostituíram espiritualmente, empolgados com as riquezas deste mundo, sonhando com mansões no litoral brasileiro e nas famosas cidades dos Estados Unidos.

Que posso dizer? Afirmar que alguns desses pastores que apóiam tais cantores e pregadores, juntamente com estes sejam descendentes de Balaão – que se prostituiu e usou de seus dons para ensinar Balaque a armar ciladas para os filhos de Israel – seria ofender o profeta do Antigo Testamento, que por seu pecado foi morto por Josué. Quem sabe possuem o DNA de Judas, ou são da mesma linhagem espiritual que vendem o nosso Senhor em troca das benesses de Mamom. Pedro e Judas descreveram tais cantores, pregadores e pastores com adjetivos pouco recomendáveis, afirmando que estes “andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores… Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco; tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos; abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça… Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas”

Por mistificações o apóstolo está se referindo aos que usam dos dons espirituais para se sobrepor aos demais; eles têm dons, são místicos e falam como se uma nuvem de transcendência divina repousasse sobre eles.

Faz-se necessária uma limpeza na igreja, a Casa de Deus, como fizeram Asa e Josafá. Asa tirou de cena sua própria mãe e “removeu os prostitutos cultuais” que usavam o templo como local de prostituição. Josafá ainda precisou intensificar a reforma, porque, de tempos em tempos os aproveitadores da boa vontade do povo; os exploradores da espiritualidade das pessoas, tais como eram os filhos de Eli aparecem na igreja de Deus (1 Rs 15.12; 22.47).

Uma igreja rameira serve de alcova para os exploradores da espiritualidade do povo. E Deus haverá de limpar sua igreja.

NÃO VÁ BUSCAR DALILA , VÁ BUSCAR A UNÇÃO .. LIGEIRO

Março 8, 2009

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NÃO VÁ BUSCAR DALILA , VÁ BUSCAR A UNÇÃO , LIGEIRO…

A poucos escrevi sobre o tema : unção e presunção que falava da vida de Sansão e como muitos cristãos se vêem adormecidos e cegos no entendimento da vontade de Deus. Não podemos andar nossoa caminhos nem vencer nossos inimigos sem a presença de Deus:

Moisés disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.(Ex 33:15).

Israel ficou 40 anos distantes de Deus antes de Sansão, por sua cobiça. A vida de Sansão relata a vida de Israel antes dos juízes. Uma vida de pecado, de descaso com Deus e indiferença, mesmo o Senhor sempre estando com seu povo. O profeta Isaías disse:

Eles, porém, se rebelaram, e contristaram o seu Santo Espírito; pelo que se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles. (Is 63:10)

Através da vida de Sansão podemos tirar algumas considerações importantes:

Embora o pecado e desejo lascivo tenha cegado Sansão o propósito de Deus sempre será cumprido. Diz a palavra que o Senhor vela por sua palavra(Jr 1:11). Suas promessas tem o SIM e o AMEM (2 Cor 1:20).
O Senhor nos ouve quando ainda não nos resta força, quando nos arrependemos com sinceridade. Diz a palavra que a unção, a presença de Deus voltou para cumprir seu propósito.
Só poderemos vencer nossas batalhas na força do seu poder, através do Seu Espírito. Nós podemos escolher caminhar nossos próprios caminhos , mas as consequências são resultantes dessa escolha. Sansão não pode escapar das consequências de seu pecado, porém obteve vitória pela misericórdia de Deus.

É importante saber que é impossível vencer as astutas ciladas do Diabo na nossa força e sem a presença de Deus. A vida de Sansão e suas fraquezas ressaltaram as obras da carne em relação aos frutos do espírito (Gl 5:19-23)

Devemos estar vigilantes no que se refere as nossas vidas e não nos achar dormindo em nossos desejos.
A palavra do Senhor diz:
Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.
Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.(Ef 5:14-17)
Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria mas Ele, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.” Marcos 13:20

E entender que em nós milita 2 naturezas: A carne e o Espírito. (Gl 5:17)

Aquele que você decidir alimentar mais, vencerá essa batalha

O mundo diz: Vá buscar Dalila, ligeiro, ou seja, vá atrás do seu desejo………
mas o Senhor exclama: Vá buscar a unção… a Minha presença…

Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho sobremodo excelente.

Reflita por pouco a sua vida como cristão…através dessas perguntas de como anda sua vida.
com Deus

Você tem buscado a presença de Deus ?
Quanto tempo você tem reservado em meditar a palavra de Deus na semana?
Quando tempo tem orado buscando direção de Deus?
O que tem ocupado a maior parte do teu tempo ?
Você sabe qual é o seu chamado ?

A resposta a elas é sua vida hoje… reflita como ela anda…e veja se anda segundo a vontade de Deus

Paulo disse:

Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
Vós sabeis que, quando éreis gentios, vos desviáveis para os ídolos mudos, conforme éreis levados.
Portanto vos quero fazer compreender que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é Anátema! e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor! senão pelo Espírito Santo.
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum. (I co 12)

“E vós tendes a unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento… Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou” (1 Jo 2.20,27).

Por que me Retirei – J I PACKER

Março 8, 2009

Por que me Retirei
Algumas vezes amar uma denominação significa ir à luta

por

J.I. Packer

No mês de junho de 2002 o sínodo da diocese anglicana de New Westminster autorizou o seu bispo a realizar uma liturgia para a bênção de uniões entre pessoas do mesmo sexo. Essa liturgia é para ser utilizada em qualquer paróquia da dioceses que venha a solicitá-la. Vários membros do sínodo se retiraram para protestar esta decisão. Eles se declararam a si mesmos fora de comunhão com aqueles bispos e com o sínodo e apelaram ao Arcebispo da Cantuária e a outras autoridades e bispos da Igreja Anglicana, solicitando ajuda.

J. I. Packer, editor executivo da revista Christianity Today, foi um dos que se retiraram. Muitas pessoas têm lhe perguntada o por que desta atitude. Apesar de uma das partes da sua resposta se aplicar especificamente aos anglicanos, o seu raciocínio mais abrangente pode dar direcionamento a qualquer cristão que está perturbado pelos desenvolvimentos em progresso dentro de sua igreja ou denominação.

Por que me retirei com os demais? Porque esta decisão, dentro do seu contexto, falsifica o evangelho de Cristo, abandona a autoridade das Escrituras, prejudica a salvação de outros seres humanos e representa uma traição à igreja, no que diz respeito ao seu papel recebido de Deus, de ser a fortaleza e baluarte da verdade divina.

Minha autoridade principal é um escritor bíblico chamado Paulo. Durante muitas décadas eu tenho feito esta pergunta a mim mesmo a cada esquina da minha jornada teológica: Paulo estaria caminhando comigo na direção em que estou indo? O que diria ele, se estivesse no meu lugar? Nunca ousei me pronunciar sobre alguma coisa sobre a qual eu não tivesse uma boa razão para acreditar que eu teria o endosso dele.

Na primeira carta aos coríntios lemos algo que parece ter sido escrito a algumas pessoas que ensinavam um tipo de antinomianismo espiritual:

“Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”.

Para nos certificarmos de que compreendemos o que Paulo está dizendo, neste trecho, faço algumas perguntas:

Primeiro: A que Paulo está se referindo, quando ele relaciona essa lista de vícios? Resposta: A estilos de vida, a formas repetitivas de comportamento, a hábitos de mente e de ação. Ele não tem em mente quedas pontuais seguidas de arrependimento, perdão e (com a ajuda de Deus) maior vigilância contra recaídas; mas estilos de vida nos quais alguns de seus leitores estavam se inserindo, acreditando que não havia nenhum dano neles, para o Cristão.

Segundo: O que é que Paulo está dizendo sobre esses hábitos? Resposta: Eles são caminhos pecaminosos e se não houver arrependimento e renúncia a esse caminhar, aquelas pessoas, que assim se identificam, estarão fora do Reino de Deus quanto à salvação. Claramente identificamos na atitude expressa por essas pessoas, auto-indulgência, auto-gratificação, ausência de auto-disciplina e de abnegação bem como uma falta de discernimento moral subsistindo no fundo de seus corações.

Terceiro: O que Paulo está dizendo sobre a homossexualidade? Resposta: Aqueles que declaram pertencer a Cristo deveriam evitar a prática de conexão física com o mesmo sexo com fins de gratificação sexual, seguindo o modelo do coito heterossexual. As expressões de Paulo – “efeminados” e” sodomitas” – homens que praticam a homossexualidade, como temos em algumas traduções se referem às duas palavras gregas que identificam as pessoas envolvidas nesses atos. A primeira, arsenokotai, significa, literlamente,” aquele que se deita com um macho” – isso parece suficientemente claro. A segunda palavra, malakoi, é utilizada em muitas conexões com o significado de “não masculino”, “relativo a mulher” e “efeminado”; aqui a referência é à pessoa do sexo masculino que se presta ao papel da mulher no contato sexual físico.

Neste contexto, no qual Paulo utiliza dois termos para caracterizar desvios comportamentais sexuais, não existe campo para duvidar o que passava em sua mente. Ele deve ter conhecido, como cristãos contemporâneos conhecem, que alguns homens são atraídos por homens em vez de por mulheres, mas ele não está falando de inclinações, somente de comportamento; daquilo que, mais recentemente, tem sido chamado de “assumir”. O seu ponto é que os cristãos têm que resistir esses impulsos, uma vez que exteriorizá-los em ação não pode agradar a Deus e demonstrará impenitência letal. Romanos 1.26 mostra que Paulo haveria falado de forma similar quanto ao comportamento lésbico, se existisse razão para ser mencionado nesta mesma passagem.

Quarto: O que é que Paulo está afirmando sobre o evangelho? Resposta: aqueles que, como pecadores perdidos, entregam-se a Cristo em fé genuína assim recebendo o Espírito Santo, como todos os cristãos o recebem (ver Gl 3.2), recebem transformação nessa transação. Eles recebem uma limpeza de consciência (a lavagem do perdão), a aceitação da parte de Deus (justificação) e a força para resistir e não externar as tentações específicas que experimentam (santificação). Assim um amigo meu, pregador, se expressou à sua congregação: “quero que vocês saibam que eu sou um adúltero não praticante”. Desta forma ele testemunhava ter recebido o fortalecimento da parte de Deus.

Com alguns crentes da igreja de Corinto, Paulo estava celebrando o a concessão de poder moral advindo do Espírito Santo, no campo heterossexual; junto com aqueles membros da igreja de Corinto, os homossexuais de hoje são conclamados a provar, viver e celebrar o recebimento deste poder moral do Espírito Santo, no campo homossexual. Um outro amigo meu, a quem eu conheci durante 30 anos, viveu com desejos homossexuais durante toda a sua vida adulta, mas permaneceu um esposo e pai fiel, casto, sexualmente, pelo poder do Espírito Santo, de acordo com o evangelho. Ele é um modelo em todos os sentidos. Todos nós sofremos tentações sexuais, de uma maneira ou de outra, mas podemos todos caminhar a jornada da castidade, assim possibilitados pelo Espírito, agradando, desta forma, a Deus.

Perdendo o foco do pensamento de Paulo

Presumindo a plena seriedade e sinceridade de todos os que atualmente se envolvem no debate, entre cristãos, com relação à homossexualidade, tanto na diocese de New Westminster, como em qualquer outro local, preciso perguntar: como uma pessoa pode deixar de entender a contundência do que Paulo diz aqui? Creio que existem duas maneiras disso acontecer.

A primeira maneira, a mais fácil de se lidar, é a maneira da exegese especial. Com isso quero me referir às interpretações que, mesmo que possíveis, são artificiais e não ocorrem naturalmente, mas que levam alguém a dizer: “o que Paulo está condenando não é o tipo de união de pessoas entre o mesmo sexo que eu estou propondo”. Eu concordo que considerar que uma linha de interpretação é artificial – e assim se constitui em uma interpretação errada -, é uma questão de juízo próprio. Eu não conheço, entretanto, qualquer pessoa com um raciocínio razoável que possa o livro de
500 páginas de Robert A. J. Gagnon – “A Bíblia e a prática homossexual: Textos e hermenêutica” (Abingdon, 2001), que não venha a concluir que qualquer exegese que evite o significado claro do que Paulo está ensinando está fugindo à questão. E de agora em diante eu não posso considerar ninguém realmente qualificado a debater o assunto da homossexualidade que não tenha se envolvido no exame enciclopédico de Gagnon de todas as passagens relevantes e em todas as hipóteses exegéticas que existem, relacionadas com esses trechos. Nem sempre tenho concordado com James Barr, mas quando, na capa do livro ele descreve o tratado de Gagnon como “indispensável até para os que discordam do autor”, penso que ele está absolutamente correto.

O segunda maneira, que é mais difícil de lidar com ela, é permitir que a experiência julgue a Bíblia. Algumas pessoas modernas, alicerçadas na propaganda advinda dos partidários da igualdade homossexual, e que têm os corações possuídos pelo mito pseudo-freudiano, de que é praticamente impossível você ser uma pessoa sadia sem expressar-se ativamente na área sexual, sentem-se no direito de dizer: “Nossa experiência é – ou, em outras palavras, sentimos – que as uniões gay são boas, então a proibição bíblica deve estar errada”. A resposta natural é a de que a Bíblia deve julgar a nossa experiência em vez do contrário; e que os sentimentos de excitação e atração sexual, que geram uma importância enorme e uma necessidade de realização de ações correspondentes – o que ocorre, não podem ser confiados como um caminho de vida sábia ou como um guia de interpretação bíblica. Fazendo uma rima com o princípio, como era comum em minha infância: O desejo sexual / E seu fogo sensual / É mentiroso mortal. Mas é necessário afirmarmos mais algumas coisas.

Dois pontos de vista sobre a Bíblia

A questão aqui representa um enorme desfiladeiro – a diferença entre a natureza da Bíblia e a forma que ela transmite a mensagem de Deus aos leitores modernos. Duas posições se desafiam mutuamente. Uma é a crença cristã histórica de que, através dos profetas, do Filho encarnado, dos apóstolos e dos escritores das Escrituras canônicas, como um todo, Deus utilizou linguagem humana para nos relatar, de maneira definida e transcultural, sobre os seus caminhos, as suas obras, a sua vontade e a sua adoração. Além disso, essa verdade revelada é compreendida deixando a Bíblia interpretar-se a sim mesma, de dentro para fora, na convicção de que o caminho à mente de Deus é o dos autores das Escrituras. Através deles, o Espírito Santo que os inspirou, ensina a igreja. Finalmente, uma das marcas da percepção bíblica sã, é que essas interpretações não contradizem nada mais, dentro do cânon. Esta é a posição das igreja Católico-romanas e Ortodoxas, dos evangélicos e de outros protestantes conservadores. Existem diferenças sobre o papel da igreja, nesse processo de interpretação, mas todos concordam que o processo é como o descrevi. Eu chamaria essa posição de objetivista.

A segunda visão aplica ao cristianismo a impulsão iluminista da razão humana, juntamente com a pressuposição evolucionista que está em moda, de que o presente é sempre mais sábio do que o passado. Ela chega à conclusão que a sabedoria está no mundo e a igreja deve correr atrás para se atualizar intelectualmente, a cada geração, para que possa sobreviver. Partindo desse alicerce, tudo na Bíblia torna-se relativo às percepções da igreja que estão sempre em evolução; essas, por sua vez, são relativas ao desenvolvimento contínuo da sociedade (nada permanece firme); e o ministério de ensino do Espírito Santo serve para auxiliar o fiel a verificar onde as doutrinas bíblicas demonstram as limitações culturais da antigüidade e as necessidades de ajuste, à luz da experiência dos últimos dias (encontros, interações, perplexidades, estados de mente e emoções, e assim por diante). Uniões entre pessoas do mesmo sexo constituem um exemplo disso. Este ponto de vista não tem mais de 50 anos de idade, apesar dos seus antecedentes terem raízes muito mais remotas. Eu chamaria essa posição da posição subjetivista.

No debate da diocese de New Westminster, os subjetivistas dizem que o que está sendo questionado não é a autoridade das Escritura, mas a sua interpretação. Eu não questiono a sinceridade daqueles que afirmam isso, mas tenho minhas dúvidas sobre a clareza de pensamento dessas cabeças. A forma do subjetivista para afirmar a autoridade das Escrituras, como fonte de ensinamento que precisa agora ser ajustada, é, precisamente, uma negação da autoridade das Escrituras, do ponto de vista do objetivista – clareza demanda que afirmemos assim. A autoridade relativa de especialistas religiosos do passado, que agora precisa ser turbinada no nosso mundo ocidental pós-cristão, de múltiplas fés, em constante evolução – é um ponto de vista. A autoridade absoluta das declarações imutáveis de Deus, colocadas perante nós para serem aprendidas, cridas e obedecidas – como as principais igrejas o têm feito, sem se importar o que o mundo pensa disso – é o outro ponto de vista.

Aquelas que estão sendo apresentadas como sendo diferentes “interpretações” são, na realidade reflexos do que é definitivo: em um dos pontos de vista, o ensinamento doutrinário e moral das Escrituras é sempre a última palavra; no outro ponto de vista, nunca é uma palavra final. O que é definitivo, para os expositores desse ponto de vista, não o que diz a própria Bíblia, mas o que produzem suas próprias mentes na medida em que procuram encaixar o ensinamento bíblico com a sabedoria do mundo.

Cada um desses pontos de vista sobre a autoridade bíblica enxerga o outro como falso e desastroso, e cada um tem a certeza que o bem do cristianismo, a longo prazo, requer que o ponto de vista oposto seja abandonado e deixado para trás o mais rápido possível. O conflito contínuo entre eles, que aflora na discordância sobre as uniões de pessoas do mesmo sexo, é uma luta até a morte, na qual ambos os lados estão certos de que têm no coração os melhores interesses da igreja. É um grande erro, na realidade até um erro crasso, rotular essa discordância simplesmente de uma diferença de interpretações, como as que sempre encontraram espaço providenciado pela abrangência anglicana.

Perigos espirituais

Além disso, muitas questões espirituais estão envolvidas nisso. Abençoar liturgicamente uniões de pessoas do mesmo sexo é pedir a Deus que abençoe a eles e àqueles que se juntam a eles, como é feito numa cerimônia de casamento. Isso presume que o relacionamento, do qual a união física é uma parte integral, é intrinsecamente bom e, se podemos criar um termo, é abençoável da mesma forma que é um relacionamento sexual destinado à procriação, dentro de um casamento heterossexual. Sobre essa pressuposição existem três coisas a comentar.

Primeiro, ela envolve um desvio do evangelho bíblico e do credo cristão histórico. Ela distorce as doutrinas da criação e do pecado, afirmando que a orientação homossexual é boa, uma vez que as pessoas gays são feitas dessa maneira; rejeitando a idéia de que as inclinações homossexuais são uma desordem espiritual, mais um sinal e fruto do pecado original no sistema moral das pessoas. Ela distorce as doutrinas da regeneração e da santificação, chamando a união entre pessoas do mesmo sexo de um relacionamento cristão, assim afirmando o que a Bíblia chamaria de salvação” no pecado”, em vez de “do pecado”.

Segundo: ela ameaça destruir o meu próximo. A proposta oficial disse que os ministros que, como eu, forem contrários a dar este tipo de bênção, deveriam remeter os casais gays a ministros que tenham a disposição de conceder tal bênção. Seria isso cuidado pastoral? Será que eu não deveria tentar auxiliar as pessoas gay a modificar os seus comportamentos, em vez ancorá-los neles? Será que eu não deveria auxiliá-los na prática da castidade, da mesma forma que eu tento ajudar os solteiros eriçados e os divorciados na pratica da castidade? Eu não quero vê-los todos no reino de Deus?

Terceiro, ela envolve o engano de estar esperando de Deus – na realidade, solicitando dele – que venha santificar o pecado, abençoando o que ele condena. Isso é uma postura irresponsável, irreverente, na realidade,é blasfêmia e totalmente inaceitável como política eclesiástica. Como eu poderia praticá-la?

Mudando uma tradição histórica

Finalmente, está envolvida aqui uma drástica mudança no anglicanismo: a escrita em uma constituição de uma diocese de algo que as Escrituras, interpretadas canonicamente, claramente e sem ambigüidades rejeita como pecado. Isso nunca foi feito antes e não deveria ser feito agora.

Todos os padrões escritos do anglicanismo pós-reforma têm sido intencionalmente bíblicos e universais. Têm sido bíblicos no que diz respeito à visão histórica da natureza e autoridade das Escrituras. Têm sido universais no que diz respeito ao consenso histórico da igreja. Muitas excentricidades e variações individuais têm sido toleradas na prática. As controvertidas e recentes permissões para realizar o casamento de divorciados e ordenar mulheres ao presbiterato têm tido argumentos construídos de permissões bíblicas, apesar de correntes minoritárias disputarem essa posição. Em termos bíblicos e universais, entretanto, a decisão da diocese de New Westminster registra a legitimação do pecado nos padrões constitucionais da diocese.

Ela categoriza os abstêmios tolerados como o esquadrão canhestro de excêntricos em vez de como a corrente principal de anglicanos, como eram antes considerados. Essa decisão, portanto, somente pode ser justificada apelando-se para o relativismo bíblico; é um visão nova do que é autoridade bíblica e, na minha concepção, uma aranha que tece uma teia na igreja anglicana, uma heresia em seus próprios méritos. É uma decisão devastadora para o anglicanismo em escala mundial, porque modifica a natureza do próprio anglicanismo. Precisa ser revertida.

A resposta de Lutero, em Worms, quando lhe perguntaram se ele retratava o que havia escrito, ecoa em minha memória, como tem ressoado por mais de cinqüenta anos: “A não ser que possam me provar pelas Escrituras e pelo raciocínio simples que estou errado, eu não posso e não irei me retratar. Minha consciência está cativa à Palavra de Deus. Ir contra a consciência nem é correto nem seguro [coloca a alma em perigo]. Aqui permaneço. Não há nada que eu possa fazer. Deus me ajude. Amém”.

Consciência é aquele poder da mente sobre o qual não temos poder, que nos prende à crença do que vemos ser verdadeiro e do que vemos ser correto. A consciência cativa à Palavra de Deus, isto é, aos absolutos com a autoridade de Deus, nos ensinamentos da Bíblia, é o cristianismo integral e autêntico.

Lembro-me de mais palavras de Lutero: “Se eu professar com a mais alta voz e a exposição mais clara cada porção da verdade de Deus, exceto aquela que o mundo e o diabo estão ocupados em atacar, no exato momento, não estou confessando a Cristo, apesar de quão ousadamente eu possa professar a Cristo. No calor da batalha é quando a lealdade do soldado é provada; estar firme no campo de batalha, mas se esquivar em algum ponto, é uma mera fuga e uma desgraça”.

Qual era a forma de protesto? Era votar “não” a coisa certa a fazer? A fidelidade a Cristo e a confissão fiel a Cristo requeria isso? Assim parece. Se é assim, então nossa tarefa é permanecer firme, vigiar, orar e lutar por coisas melhores: pela verdadeira autoridade da Bíblia, pela “verdade verdadeira”do evangelho e pela salvação de pessoas gays, as quais estimamos.

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Tradução: Pb. Solano Portela

Ética pastoral

Março 8, 2009

etica

Ética pastoral

Disse Abrão a Ló: Não haja contenda entre mim e ti entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos parentes chegados. (Gn 13:8)

Porquanto, havendo entre vós ciúme e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?
Quando alguém diz: Eu sou de Paulo e outro:eu de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento (I Cor 3:3-4;7)

Sabe, amados, uma das coisas que a cada dia vejo e que me entristece é a a falta de ética pastoral sobra a igreja de Deus em nossos dias. E creio que a falta de ética ou zelo pastoral acabam trazendo conseqüências a igreja num todo, muitas vezes imperceptíveis e bobas. Através disso, a falta de ética de alguns líderes, alguns membros são expostos ao ridículo literalmente. Alguns ex-membros são usados como “exemplos” de algo que “não de certo” , como algo sem valor que tinha problemas(y,x,z). Muitas vezes “esse não dar certo” foi a falta de pastoreio e negligência da igreja, mas isso pouco é admitido.

“Quando falamos mal de alguma ovelha fraca ou antigo companheiro de ministério estamos atestando a nossa total incapacidade de pastorear e de liderar”

O problema sempre é a pessoa, nunca a denominação ou congregação. Quantas foram as vezes em inúmeras pregações que ouvi cada coisa, absolvendo as denominação e ministério, mas condenando “os envolvidos”.
Algumas se auto-intitulando “igreja perfeita” se vêem no direito de julgar. O espírito de fariseu e religioso, se manifesta nesta hora. O julgamento é um desses insensatos de falta de ética.
Olha que diz Paulo: “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará a pena luz “as cousas ocultas das trevas, mas manifestará os desígnios dos corações; então cada um receberá o seu louvor parte de Deus (I Cor 4:5) Tu, porém, porque julgas teu irmão? E tu, por que desperezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Assim, pois, cada um de nós dará contas a si mesmo a Deus (Rm 14:10;12).

O pior de tudo é que formos ver, esse problema não foi nem ao menos orado, mas logo julgado. Julgar uma igreja, um membro ou *ex-membro(membro mais fraco) é algo que fere o novo mandamento, segundo Jesus: Amar uns aos outros(Jo 13:34). Mas parece que esta palavra é ignorada em algumas denominações, pois essa palavra é pouco pregada e praticada hoje em dia.

Sabe, anos atrás eu tinha em minha vida essa mania de julgar, este espírito de fariseu e pedi, em oração para o Senhor, uma resposta prática sobre certa congregação e seus métodos que julgava ser estranhos. Essa foi a resposta do Senhor através de sua palavra: “Alguns efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia ;outros,porém o fazem de boa vontade;estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho,aqueles, contudo pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação ‘a minhas cadeias. Todavia,que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo está sendo pregado, quer, por pretexto, quer por verdade, também com isso, me regozijo, sim sempre me regozijarei (Fp 1:15-18).

Desde então procuro ver a igreja com os olhos do Senhor, vendo seus inúmeros membros(ainda que muitos destes membros se utilizem de pretextos (dentro e fora da palavra) com objetivo de lucro e prosperidade pessoal. Mas uma verdade que sei é que mais cedo ou mais tarde o meu Deus colocará a luz todas as coisas, inclusive o que foi retido com fraude e o Senhor esta ouvindo o clamor dos verdadeiros ceifeiros (Tg 5:4-6).

A palavra diz que nada iremos levar deste mundo (I Tm 6:3-10) e sei que embora muitos chegam a Cristo pelo que Ele tem a dar, no final verão que Ele é digno de “receber” também todas as coisas.

Ainda quanto a ética pastoral é triste ver a falta de visão de unidade. Quando alguns se unem é por usar uma mesma metodologia. A unidade não está em Cristo, mas na metodologia que é aplicada nas igrejas. Como podem ser aperfeiçoados se estão distantes e discordam entre si.
Alguns são uma “metralhadora giratória” atirando para tudo que é lado, em acusação contra seus irmãos. É triste ver isso. É triste também ver que isso dá margem a uma raiz de amargura, que perturba e contamina o corpo e quando existe a divisão parece que isso aumenta.(Hb 12:15). Quando existe divisão procura-se achar os culpados e os culpados na maioria, são atacados por falsas verdades(sofismas) vindas de lideranças imaturas para o rebanho, para justificar o rompimento.
Normalmente quando se divide o corpo, a “antiga” congregação é denominada Egito pelos que saíram.
Só que muitos poucos percebem que se você estava no Egito, você estava cativo. Egito significa mundo. No Egito existem todas as classes de pessoas que vai desde membros fracos à lideranças fracas, como exemplo Arão.
Se você estava cativo,preso e não foi liberto, você continua preso (ainda que pelos costumes do Egito). Não importa se saindo do “Egito! (do antigo servir), você veio a servir no ministério que designou a você (novo servir).
Se você ainda lembra do tempo do Egito, se sua mente ainda se ressente de alguém ou alguma igreja , é hora de entender que nunca poderemos ser libertos se tivermos mente de escravo.Poderemos ficar estagnados num deserto e morrer literalmente se olharmos para trás. Muitos querem seguir adiante em seus sonhos e projetos, mas acabam olhando para trás.

Vejo muitos ministérios usando o púlpito para alfinetar(falar mal) de outro irmão ou ministério.
Amados,líderes desta geração quem alfineta alguém ou algo não se assemelha a um feiticeiro que “amaldiçoa” alguém (amaldiçoar significa fazer algo mal, falar algo mal). Se o objetivo fosse admoestar tudo bem, mas na verdade é algo para exaltar “seu ministério atual. O que muitos líderes esquecem é que não chegamos a terra prometida. Que muitas vezes foi precisio que passássemos pelo Egito, andássemos em volta do deserto por outro tempo, para que chegássemos a terra da promessa. O que importa é que cheguemos na terra da promessa no tempo de Deus.

Irmãos, quanto a mim não julgo havê-lo alcançado; mas uma cousa faço;esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão prossigo para o alvo. Andemos de acordo com que o que já alcancemos (Fp 3:13-14;16).

Não importa qual visão nosso Deus nos deu. Não despreze a visão antiga, ainda que estejamos numa nova. O que importa é que andemos para o alvo no limite de espaço e tempo que o Senhor propôs para a nossa vida.

Lembre-se que Moisés seguiu em frente naquilo que o Senhor propôs a Ele.

Não queira que uma pessoa tenha a mesma visão que Deus deu a você. Muitas vezes Deus pede para plantar somente, por isso não insista, ele não vai colher e vice versa.
Lembre-se que Moisés foi o chamado para a terra, mas foi Josué que a viu e a conquistou. Temos vários exemplos de missionários desbravadores dos séculos passados que iniciaram um trabalho evangelístico, que morreram, mas cujos frutos outros evangelistas estão colhendo em nossa geração.

Os líderes têm que entender que todos somos cooperadores de Deus. (I Cor 3:9).

Podemos citar a questão de visão diferente que quase trouxe divisão para a igreja primitiva, mas que ao final viu-se que quem faz a obra é o Senhor.
Aconteceu com Paulo e Marcos na primeira viagem missionária. Sabemos que Paulo e Barnabé andavam juntos e João Marcos era auxiliar deles(At 13:5). Barnabé era como um mentor de João Marcos na fé. Só que quando todos seguiam para Perge da Panfilia, João decidiu não seguir com Paulo e voltar a Jerusalém(At 13:13). Porém Barnabé seguiu nessa jornada com Paulo pregando a palavra ousadamente aos gentios na região (At 13:46;14:1) até ficarem e pregarem a palavra por um longo tempo em Antioquia (At 15:35).
Na segunda viagem Barnabé sentindo a falta de João Marcos queria o levar as cidades pelo qual haviam pregado a palavra de Deus.(At 15:36-37). Porem Paulo não achava justo levarem aquele que se afastara desde a panfilia, não os acompanhando no trabalho(At 15:38). Houve entre eles tal desavença que vieram a separar-se. Então Barnabé levou consigo João Marcos para o Chipre, enquanto Paulo escolheu Silas para irem para a Síria e a Cilícia. (At 15:39-41).
Apesar disso a obra do Senhor continuou, porque o Espírito Santo era com eles. Não quero fazer neste artigo a apologia a rebeldia, mas quando Deus nos dá um chamado devemos seguir naquilo que o Senhor nos chamou ainda que para isso venhamos a nos separar. O importante é que a obra não seja interrompida. O importante é não sermos objetivo de escândalo para outros irmãos. Rompimentos e separações são inevitáveis no Reino. O importante é estar em unicidade. Que sejamos mais conformes do que uniformes. Que possamos ser conforme o que Senhor deseja, do que andarmos juntos, mas com visões diferentes. Sempre é claro, seguindo o exemplo de Davi que mesmo perseguido por Saul, o reconheceu como Ungido do senhor.

* Na verdade não existe ex-membro e sim membro mais fraco (I Cor 12:22)

Humildade ou vanglória ?

Março 8, 2009

Convém que Ele cresça e que eu diminua (Jo 3:30)
Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade”. (Filipenses 2:3)

Tendo em vista o crescente número de líderes cristãos que tem surgido mundo afora enfocados no sucesso, no crescimento do “seu ministério” em detrimento do reino de Deus é que resolvi escrever este artigo: humildade ou vanglória: como você está servindo?
Hoje em dia muitos afirmam estarem servindo e pregando a Deus e seu Reino, mas o que mais temos visto são pessoas com boas intenções para com Deus.
Diz um ditado : “Sabemos que de boas intenções o inferno está cheio”.

Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos; mas o Senhor pesa os espíritos.(Pv 16:2)

São muitos hoje dentro da Igreja os “cheios de boas intenções para com Deus”. ministros que acham estar pregando o reino de Deus mas na verdade estão se servindo, apascentando a si mesmos(Ez 34:2-3). Pastores que dispersam as ovelhas e abandona o rebanho(Jr 23:1-4; Zc 11:17; Jr 10:21).

Amados antigamente a idolatria era aparente, hoje ela é disfarçada por ministros e “apóstolos da benção”. Nunca a palavra “profeta” foi tanto deturpada por “sonhadores insanos” , meninos sem base na palavra de Deus e mulheres vaidosas querendo a auto-promoção espiritual. Nunca como antes, vimos impérios eclesiasticos crescerem rapidamente como hoje.
Servindo a si mesmos, ao próprio ventre como diz Paulo. (Fp 3:19). Aliás, quando Paulo escreve este versículo ele se refere a um grupo religioso cujo orgulho espiritual era sua motivação. Um grupo que desprezaca o que Cristo fez na cruz, ressaltando que a Lei tinha mais valor que a Graça de Deus.
Não é de se esrtranhar que os ministérios que pregam o crescimento, as bençãos de Deus,a prosperidade e o sucesso se baseiem nas doutrinas da Lei. Também não é conincidência que assim como os fariseus, os judaízantes da nossa época ostentem sua “espiritualidade” po aquilo que tem, suas conquistas e seus bens..
Infelizmente a medida do homem espiritual hoje está muitas vezes ligada naquilo que a pessoa possue, não naquilo que a pessoa é aos olhos de Deus. Mas graças ao Senhor que não aceita a aparência do homem (Gl 2:6; I Sm 16:7). O Senhor sonda os corações e sabe das intenções de cada um.
Paulo testufuca isso quando diz:

“Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são, a fim de que ninguém se glorie na presença de Deus” (I Cor 1:28-29).

É claro que condição social não significa humildadem, nem todo pobre é humilde, nem todo rico soberbo, mas muitas vezes as a condição favorece e determina o sentimento que possui..

Mas . vejamos o que significa humildade e vanglória;

Humildade: Virtude que nós dá sentimento da nossa fraqueza, modéstia, submissão. O apóstolo Paulo escreveu em sua segunda carta aos Coríntios, três capítulos falando sobre humildade e vanglória, mas num versículo diz:

Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.(2 Cor 11:30). No capítulo 12, ele repete essa mesma expressão: “gloriar-me nas minhas fraquezas”.
“Desse tal me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas.”(2 Cor 12:5).

Quando reconhecemos nossas fraquezas e nos submetemos a vontade Deus, estamos sendo literalmente “humildes”. Estamos reconhecendo que carecemos de Deus, sabendo que o poder de Deus se aperfeiçoa na nossa fraqueza”. (2 Cor 12:7). É saber que toda honra e glória deve ser dada a Deus., pois a glória Dele não é dividida, muitos menos dada a homens. (Is 48:11).

Ser humilde é ser “pobre de espírito” ou sejam é reconhecer que necessitamos da sua graça e misericórdia de Deus todos os dias, diante de qualquer circunstância. Quando Jesus profere o sermão das bem aventuranças, a primeira citada é: “

“Bem aventurado os pobres de espírito, porque deles é o Reino de Deus” (Mt 5:3).

Resumindo seria dizer: Bem aventurado portanto é o humilde de espírito, que sabe que sua fraqueza o faz forte em Deus. O líder humilde de espírito serve, mas não percebe sua posição de autoridade.
Isso não quer dizer ele que perde esta autoridade por ser servo.
O humilde serve os outros pois sabe de sua submissão a Deus.
Não usa de sua autoridade para menosprezar os outros , mas para servir mais.
Devemos ter como exemplo o próprio Jesus e o mesmo sentimento que houve Nele, pois subsistindo na forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e sendo homem a si mesmo se humilhou, sendo obediente até a morte e morte de cruz(Fp 2:5-8). Ser humilde de espírito é fazer morrer a obra da carne em sua vida todos os dias. É lavar os pés de quem te trai e te nega e dar a outra face, sem bater , nemr revidar. Ser humilde é aplacar a ira e o julgamento demonstrando o amor de Deus.

Muitos podem dizer, fazer isso é ser trouxa, frouxo.
Mas ao final vemos que ser trouxa é andar como crente e viver segundo os principios deste mundo, pelos ensinos deste mundo. Ser humilde não é carecer de bens, mas é necessitar de Deus em todas as áreas da vida.

Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.(Provérbios 16:19)

Ser humilde é saber que nada devemos fazer por contenda, partidarismo ou vanglória, mas por humildade considerando os outros superiores a nós, não atentando para o que é próprio seu, mas dos outros.
Quando somos egoístas a tendência é nós tornarmos a cada dia mais soberbos. O orgulho excessivo, a arrogância destrói uma casa, famílias e até igrejas. Tem pessoas qiue acham que sabem mais que Deus, que podem se comparar a Ele. Satanás quis ser comparado a Deus e caiu, de anjo ungido, passou a inimigo.

Uns são e Unção!

Março 8, 2009

Uns são e Unção!

Pr. João A. de Souza Filho

Nestes últimos dias ouvimos experiências, as mais diversas, de pessoas que testemunham que receberam algum tipo de unção. Unção do leão, unção da águia, unção dos quatros seres viventes – imagine o que poderiam fazer com unção assim – unção da lagartixa, etc. Só não ouvi testemunho algum de alguém que tenha recebido unção do quebrantamento, unção da obediência, unção da paz, etc.
Isso tem me preocupado, porque analisando as experiências de homens de Deus tanto no Antigo como no Novo Testamento não encontro este tipo de unção. Encontro homens ungidos, capacitados, que operam milagres de Deus na terra; homens e mulheres com unção, mas não uma unção específica. Folheando os arquivos da história da igreja também nos deparamos com muita unção; gente que viveu as mais estranhas experiências espirituais, mas nunca uma unção específica. Eram pessoas ungidas com o Ungido.
Explico. É que na Bíblia não encontramos tipos específicos de unção. Encontramos ungidos com a Unção!
Mas o que é unção? João responde: “E vós tendes a unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento… Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou” (1 Jo 2.20,27).
Esse é um dos únicos textos da Bíblia que fala da unção como uma coisa concreta, não um fluído, um som, um vento. Ainda que na experiência de se ter o Espírito Santo a sensação que se sente mexe com a alma, as emoções, o que se recebe é algo concreto; recebe-se a própria Pessoa do Espírito Santo que passa a residir em nós!
João deixa claro que a unção vem de Deus; que ela traz conhecimento; que nos ensina, e que não é falsa. Isto posto, transparece a idéia de que existe unção que é falsa, que não vem do Santo e que não traz conhecimento!
Algumas coisas que precisamos entender.
Primeiro. A unção é uma experiência que começa na conversão. É quando o Espírito de Deus passa a residir em nós. “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef. 113). Ouro texto: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração” (2 Co 1.21-22). E ainda: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef 4.30). Nestes textos, vemos que eles falam do Espírito Santo, como uma garantia para a salvação, que nos “carimba”, que nos sela, marcando o objeto de sua posse. Aqui a unção é um selo.
Segundo. Os discípulos receberam o Espírito Santo a primeira vez em João 20.22, e depois foram cheios novamente em Atos 2.4 e depois novamente em Atos 4.31! Ser cheio do Espírito Santo uma vez não garante unção para sempre. Precisamos ser cheios do Espírito Santo todos os dias, continuamente! É algo que ocorre “mediante o seu Espírito no homem interior” (Ef 3.16) e que deve ser cultivado de nossa parte, para que nos enchamos sempre do Espírito. “Enchei-vos do Espírito”, diz Paulo (Ef 5.18).
Terceiro. Se a unção é algo concreto que recebemos de Deus – por que, então, perdemos o vigor do Espírito, ou sentimos que vazamos da unção? Uma das respostas está em Efésios 4.30. Nós o entristecemos! E as razões porque o Espírito Santo se entristece em nós está escrito em Efésios 4.25 a 29, e depois dos vv. 31-32. Há outros exemplos de entristecimento do Espírito Santo. Paulo aconselha: “Não apaguem o Espírito”!
Quarto. Em 1 João 2.20,27 unção é conhecimento divino. A presença do próprio Espírito Santo.
Quinto. Unção é também separação como nos Salmos 45.7; 89.20. Jesus foi separado, ou ungido pelo Pai, conforme Isaías Is 61.1 fato que se cumpriu em Lucas 4.18. Os utensílios do templo eram “ungidos”, isto é, separados! Em 1 Crônicas 16.22 refere-se a separação de todo o povo de Deus!
Finalmente unção é delegação de autoridade (1 Sm 16.12-23 na unção de Davi e 1 Rs 1.39 na unção a Salomão e que depois é ungido novamente (1 Cr 29.22). – Aqui um precedente: Pode-se ungir (autorizar uma pessoa) várias vezes perante o povo para que este respeite a autoridade de Deus sobre ela!
Conclusão: Unção é Habitação de Deus em nós. Unção é inteligência de Deus em nós; é separação. É delegação de autoridade! A unção é completa e não se manifesta apenas como leão e águia, símbolos de força e altivez, mas como bezerro e homem, símbolos da humildade e de humanidade!
Se alguém teve uma experiência com o Espírito Santo e a experiência a deixou orgulhosa, insubmissa, rebelde, achando que é melhor que os outros; posso garantir que é falsa e que não veio do Espírito da verdade! A verdadeira experiência com o Espírito Santo nos deixa mais humildes, serviçais e nos faz calar.
Unção, portanto, é a Presença do Espírito Santo em nós. Alguns, no entanto, confundem unção com manifestações. A unção pode vir acompanhada de todo tipo de manifestações, mas nem sempre as manifestações significam que temos unção. Às vezes uns são!

Unção ou presunção : Qual a sua escolha?

Março 8, 2009

“Pela iniquidade de sua cobiça(avareza) EU me indignei e feri o povo e escondi a face e indigneu-me, mas rebelde, seguiu ele o caminho da sua escolha” (Is 57:17)

Amados, tenho aprendido que nós podemos escolher nosso próprios caminhos, mas haverá sempre consequência resultante dessa escolha. E o fruto dessa escolha determinará que tipo de caminho que seguiremos. A Bíblia mesmo está repleto de condicionais ao homem, onde nos mostra que aquilo que escolhermos seguir(mesmo distante dele) sofrerá as consequências deste ato (Ex: Dt 28:1-2;15/Is 1:19-20).
A bõblioa relata a vida de um homem que sendo escolhido e chamado por Deus para ser libertador do seu povo, preferiu viver a vida “conforme seus olhos” e acabou pagando o preço de sua cobiça. Embora tenha cumprido seu propósito, sua vida é lembrada por muitos como aquele que perdeu a força por ter se entregado a seus instirntos carnais. Falo de Sansão cuja vida reflete a de muitos cristãos no presente.
Através da vida de Sansão tiramos algumas lições importantes para a nossa vida cristã. Entre elas podemos citar algumas:

1) Entendermos o chamado de Deus em nossas vidas: Sansão, como muitos hoje se achou confuso em seu chamado. Por não entender o propósito de Deus em sua vida, perdeu tempo e desperdiçou sua vida em seus enigmas e sua concupisciências. Pensou apenas no viver o HOJE, não mediu as consequências dos seus atos e acabou morrendo sem descendência. Também usou de forma errada sua potencialidade, seus dons e talentos dados por Deus. Não existe algo mais fristrante a uma pessoa do que desperdiçar seu potencial em propósitos egoístas. São poucos os que reconhecem o quanto tempo se perdeu vivendo para si. Sansão possuia a unção de Deus, a capacitação do alto(como alguns hoje), porém preferiu ficar distante daquilo que o Senhor desejava, não entendendo o chamado de Deus em sua vida.
E hoje:
Quantos são hoje as pessoas que tem certeza do seu chamado em Deus ?
Quantas pessoas se sentem-se perdidos e indiferentes ao chamado do Senhor em suas vidas?
E embora tanha cumprido o propósito acabou não entendendo por compelto o seu chamado (que era de livrar seu povo).

2) Sermos consagrados não nos faz imunes ao pecado – Embora Sansão tenha nascido com um propósito, nascido de um milagre (sua mãe era estéril) e tenha sido consagrado a Deus, isso não fez que ele ficasse imune ao pecado. Sansão embora “consagrado” desde o ventre como nazireu viveu conforme as suas escolhas. Muitas pessoas foram consagradas na igreja, bem como, frutos de milagres, mas não são poucas as que estão distante de Deus nesse momento. Muitos sabem disso, do seu passado e o que Deus fez , mas devemos entender que uma coisa é ser chamado, outra é , responder a esse chamado. Uma coisa é viver Dele, outra é viver com Ele e para Ele. Muitas cristãos até vão a igreja, mas vivem uma vida de religiosidade, distantes da presença de Deus. Outros já se afastaram de Deus, vivendo como estranhos, mas acreditam ser cristãos ainda, vivendo apenas de algumas convicções cristãs aprendidas no passado.
Sansão tinha a força que vinha do Senhor, mas não quis andar em conformidade com a palavra de Deus.(Dt 7:3) A verdadeira consagração consiste numa vida reta, quando nos separamos para Deus, vivendo conforme seus mandamentos.

3) Saber que nossas escolhas determinasm o “estilo de vida” que viveremos – Sansão apesar de ser forte ( a ponto de despedaçar um leão e ferir 100o homens) possuia algumas fraquezas que foram determinates em sua vida. Entre elas estão:

A OBSTINAÇÃO- Sansão era teimoso e irredutível, Podemos observar isso quando ele declara: “só desta me agrado….”, “não desistirei enquanto não me vinhar…”. (Jz 14:3;15:7).

Diz a palavra: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar” (1 Samuel 15:23)

Aliás nesta mesma citação acima se diz que quando rejeitamos a palavra do Senhor, o Senhor nos rejeita. Quando nos rebelamos e vivemos irredutíveis em nosso próprios pensamentos, “nos achando certos” e “conhecedores de tudo” já estamos no princípio da queda. (Pv 16:18). Normalmente aqule que é obstinado e rebelde não ouve o conselho de ninguém (Sl 81:12).

Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomam conselho, mas não de mim; e que se cobrem, com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado a pecado(Is 30 :1)

A COBIÇA – Tudo que agradava aos seus olhos era motivo para ter em suas mãos.Assim vivia Sansão. na cobiça dos seus olhos, em tudo que lhe agradava, desejava ter. Sansão era controlado por sua cobiça e desejo lascívo incontrolável.

Inclina o meu coração para os teus testemunhos, e não para a cobiça.
Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
(Sl 119:36)
Melhor é a vista dos olhos do que o vaguear da cobiça; também isso é vaidade, e desejo vão.(Ec 6:9)

A cobiça e a sensualidade foram fraquezas cruciais e decisivas na vida de Sansão

A IRA - Ira significa um intenso sentimento de ódio e rancor. Sansão irava-se facilmente, porém usava essa ira e a força que o Senhhor lhe deu para propósitos pessoais e egoístas. Sansão irou-se quando descobriram seu enigma e quando deram sua mulher ao companheiro. (Jz 14:9;15:6). A ira, embora não proibitiva (ex:justiça de Deus), pode destruir relacionamentos familiares e até dividir uma congregação. Sansão agiu na ira instintiva, humana, não na justiça de Deus.Muitos homens de Deus tem sido derrotados por seus temperamentos coléricos.
A palavra do Senhor diz:”Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira”.
Através da ira de Sansão. seu povo sofreu ainda mais em consequência da sua servidão aos filisteus. Devemos no entanto controlar nossa ira. Se alimentarmos nossa ira, com desejo de vingança e justiça própria poderemos sofrer consequências até irreparáveis no futuro, fora o fato de darmos lugar ao Diabo (Ef 4:27).

Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.(Pv 24:29)
O tolo derrama toda a sua ira; mas o sábio a reprime e aplaca.( Pv 29:11)

PRESUNÇÃO(ORGULHO)
– Sansãi era conhecido por sua força e ostentava essa força que na verdade vinha de Deus. Quão nocivo é viver uma vida de presunção, de orgulho. No meio evangélico tenho visto muitos homens de Deus brincarem com a unção dizendo: “Se eu não for homem de Deus”. “Se não acontecer isso”, “Isso só acontece no “meu” ministério, na “minha” igreja. Outros dizem: “eu converti tantas pessoas, aquela empresa eu consegui “na força dos meus joelhos”. São tantos atos de presunção que não caberiam neste artigom pois muitos tem usado da unção de Deus para se vangloriar. Mas chegou o dia na vida de Sansão, que seu orgulho, sua presunção, tomou lugar da sua unção. Após muitas armadilhas do inimigo( e isso pode servir de exemplo para nós)foi descoberto o segredo de Deus em sua vida e Sansão foi pego. Maior presunção foi quando declarou: “Sairei ainda dessa vez como dantes e me livrarei” (Jz 16:20).
Mas diz a palavra: “Ele não sabia que o Senhor se tinha se retirado dele” .
Amados cuidemos de não cair na nossa própria presunção. A palavra do Senhor diz:
“Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia” (I Cor 10:12). A bíblia relata que Paulo repreendeu a Igreja de Corinto por sua soberba ( I Cor 4 e 5). Deus nos deu sua unção para que glorifiquemos a Ele,que aprendamos através Dela e que sejamos participantes da sua justiça (I cor 2:20;27-29). O Senhor nos deu a sua unção para que seu nome seja exaltado, não para que batamos no peito dizendo: eu fiz, eu curo , eu salvo.Sabermos do poder que é a oração, da cura pelo nome de Jesus, mas isso não vem de nós é dom de Deus. Isso não nos faz melhores a ninguém. Mas no dia que Cristo vier e levar os seus, saberemos quem realmente fez a vontade de Deus

O servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que não a soube, e fez coisas que mereciam castigo, com poucos açoites será castigado.Daquele a quem muito é dado, muito se lhe requererá; e a quem muito é confiado, mais ainda se lhe pedirá.(Lc 12:47-48).

4) Saber que quando revelamos os segredos de Deus poderemos dar brecha ao inimigo – A bíblia revela que nem toda a revelação de Deus dever ser compartilhada – Temos o exemplo da história de José que comprtilhando seu segredo, seu sonho, quase obteve a morte (Gn 37:6-24). Sansão nasceu com um segredo dado por Deus, mas adormecido por seu prazer, acabou compartilhando seu segredo e sua força a filistéia Dalila. E como está escrito:

Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou. (Pv 7:21)
Não dê as mulheres a sua forças, nem os teu caminhos ….(Pv 31;3).

Sansão brincava com a unção recebida. Seus enigmas e brincadeiras de amor colocacam em risco o mistério de Deus em sua vida. Muitas vezes contamos a revelação pessoal que o Senhor nos dá a pessoas que na maioria das vezes não compreende, mão poderão guarda-las nem nos ajudar. Sansão não conseguia guardar seus enigmas e segredos. Por Dalila deixou ser ludibriado, sendo seduzido pelo seu desejo carnal. Aliás, o nome Dalila significava delicada,dócill, mas tambem desejo e sedutora. Seu nome não poderia significar tanto, mas seus atos significaram o quanto o sedutor espírito de sensualidade pode cegar um homem de Deus. Quando andamos somente em nossos próprios desejos e concupiscuências esquecemos e nos afastamos de Deus e corremos risco. A palavra de Deus diz: O salário do pecado é a morte(Rm 6:23).
Quem tem sido a sua Dalila? O que tem te afastado de Deus ?
Sansão foi forte , mas não consegiu aplavar a força do seu desejo. Sansão colocou fogo em seus inimigos naturais, mas não conseguiu aplacar o fogo di seu desejo pecaminoso. Sansão não foi apenas motivo de vergonha a si mesmo e ao povo de Israel,mas foi motivo de vergonha ao seu Deus. Foi motivo de insulta e escândalo. Muitos crentes tem sido motivo de escândalo ao seu Deus e pedras de tropeço a outros

5) Não podemos andar nossoa caminhos nem vencer nossos inimigos sem a presença de Deus:

Moisés disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.(Ex 33:15).

Israel ficou 40 anos distantes de Deus antes de Sansão, por sua cobiça. A vida de Sansão relata a vida de Israel antes dos juízes. Uma vida de pecado, de descaso com Deus e indiferença, mesmo o Senhor sempre estando com seu povo. O profeta Isaías disse:

Eles, porém, se rebelaram, e contristaram o seu santo Espírito; pelo que se lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles. (Is 63:10)

Através da vida de Sansão podemos tirar algumas considerações importante: Embora o pecado e desejo lascivo tenha cegado Sansão o propósito de Deus sempre será cumprido. Diz a palavra que o Senhor vela por sua palavra(Jr 1:11). Suas promessas tem o SIM e o AMEM (2 Cor 1:20).
O Senhor nos ouve quando ainda não nos resta força, quando nos arrependemos com sinceridade. Diz a palavra que a unção, a presença de Deus voltou para cumprir seu propósito.
Só poderemos vencer nossas batalhas na força do seu poder, através do Seu Espírito. Nós podemos escolher caminhar nossos próprios caminhos , mas as consequências são resultantes dessa escolha. Sansão não pode escapar das consequências de seu pecado, porém obteve vitória. É importante saber que é impossível vencer as astutas ciladas do Diabo na nossa força e sem a presença de Deus. A vida de Sansão e suas fraquezas ressaltaram as obras da carne em relação aos frutos do espírito (Gl 5:19-23)

Devemos estar vigilantes no que se refere as nossas vidas e não nos achar dormindo em nossos desejos.
E entender que em nós milita 2 naturezas: A carne e o Espírito. (Gl 5:17)

Aquele que você decidir alimentar mais, vencerá essa batalha

Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento.(I Jo 2:20)

E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei.(I Jo 2:27)

Mulheres que perseveram – Dia da Mulher

Março 7, 2009

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Mulheres que perseveram
(ref Mc 15;16 Mt 27;28)
By cassiooliv

Sabe amados hoje meditando na palavra pude comprovar que o Senhor é fiel para
aqueles que perseveram. E vi a real importância da perseverança da mulher cristã
deste os mais remotos tempos. Sabe, em todas as passagens da morte de Jesus , da
colocação no sepulcro e da ressureição estavam elas lá. Agindo com fé e
perseverança. Seguindo os passos de Jesus até na morte de cruz. As Escrituras
falam que estavam muitas mulheres(não sabemos quantas) que entre elas estavam
Maria madalena e Maria.
E algumas como Maria Madalena e Maria até tiveram tempo para comprar aromas para
ungir a Jesus. E o Senhor foi fiel para com aquelas mulheres que desde a
Galiléia o seguiram. Foi a elas que o anjo anunciou que Jesus havia ressucitado.
Foi a elas que Jesus apareceu pela primeira vez após ter ressucitado. E a elas
que foi dado a incumbência de anunciar que o Cristo havia ressucitado.
E por que elas, muitos poderiam me perguntar ?
Porque foram perseverantes, fiéis do começo até o fim. Não se espantaram com o terremoto da vinda do anjo, nem com os guardas (que aliás se encheram de medo),foram fiéis a palavra do anjo e reencontraram ao Senhor Jesus como prêmio a sua
fidelidade.
E HOJE também há muitas mulheres perseverantes que lutam , que se esforçam, com uma missão a cumprir.
Aliás muitas vezes são as mulheres que são as primeiras a aceitar Jesus, seguindo muitas vezes a frieza dos seus maridos.
Olhem em nossas igrejas e vamos ver quantas são mulheres e quanto há de homens.
Lembro que a Palavra fala que “elas” foram anunciar que Jesus havia ressucitado,
mas neste capítulo, qual foi a resposta daqueles discipulos :
Não creram…
Assim acontece hoje… também… Parece que existe uma desconfiança “adâmica” quando a mulher revela algo.. Parece que não dão crédito ao que a mulher diz.
Nestas passagens mostram que as mulheres tomam atitudes, muitas vezes por uma falta de perseverança e atitude do homem.
Enquanto as mulheres estavam acompanhando “passo” a “passo” todo o processo de crucificação e morte, onde estavam os discípulos ?
Estavam tristes e chorando…
E mesmo após a notícia que Jesus havia ressucitado: Não creram…
Neste caso vimos qua não havia somente “Tomé” como desconfiado, mas muitos,
porque a palavra nos fala no plural: “Não creram”.
Talvez seja por isso que Jesus não tenha aparecido pela primeira vez aos discípulos e eles não tenham sido “premiados” por receber a notícia que Jesus havia ressuscitado.
Muitas vezes o coração duro do homem. Diz a palavra:
Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o
tinham visto já ressuscitado.(Mc 16:14).
Sabe meus amados eu louvo por mulheres como essas, que perseveravam até o fim, bem como, hoje, muitas que seguem a Cristo.
Isso que faço, hoje, não é um discurso oportunista pelo dia, nem a favor de um feminismo, não é isso.
Mas, agradeço ao Senhor por elas e sei dar valor a mulheres virtuosas, ditosas e fiéis do meus país e percebo a importância da mulher no crescimento do
evangelho e de muitos ministérios que hoje faz do Brasil uma nação que conhece a
palavra.
Oro ao Senhor que nesse tempo se levantem muitas mulheres que sigam e sirvam a
Jesus,de inteireza de coração e com o mesmo zelo que aquelas que acompanharam
Jesus desde a Galiléia , na crucificação e ressureição. Mas também oro para que
os homens sigam o exemplo destas servas ,e estejam preparados para quando ele
aparecer, pois na sua segunda vinda ele não dará mais recado, pois este recado
já foi dado, há mais de 2 mil anos.

Anderson Cassio de Oliveira
Ministério Com Cristo – 08.03.2005