Depois de pregar seu lindo seu sermão, e de cantar a última canção, quando você volta pra casa, ou ninguém mais que você precisa impressionar está por perto, quem é você?
Quem é você quando ninguém vê?
Quem é você?
Só você mesmo pode responder, por trás da aparência onde só Deus vê, bem no seu intimo sombrio, sufocado e trancado a sete chaves, maquiando o teu vazio!
Deus e o travesseiro sabem quem é você, quem é você!
Quem é você longe do altar, o que Deus vai ver quando te sondar?
Quem é você além de um Domingo, depois das luzes do discurso e da máscara!
Quem é você?
Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.(Pv 24:10)
Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.(Js 1:9)
Segundo o dicionário Aurélio esforço significa uma atividade em que alguém mobiliza todas as suas forças físicas ou morais para atingir um fim, sendo um vigor, uma energia. Também é ânimo e coragem. Esforçar é dar força, enconrajar, cobrar força, empregar todas as forças pra conseguir algo. A bíblia relata a vida de muitas pessoas que se esforçaram para obter algo. E praticamente não existe nada nessa vida que não seja conquistada por esforço, pela determinação em fé e pela persistência. É claro que fatores como medo, dúvidas e desespero tentam impedir que cheguemos ao alvo final. Mas as escrituras mostram pessoas que conseguiram superar estas adversidades pelo esforço que tiveram no poder da fé. Todos que colocaram sua força em Deus obtiveram vitória. Como o Salmos 84 diz: Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados.(Sl 84:5)
Aliás neste salmos, os filhos de Corá citam “aqueles que passam pelo vale de Baca , mas que seguem até chegar a presença de Deus. (Sl 84:5-7)O vale de Baca era um vale árido e estéril onde muitos passavam em direção ao templo de Deus em Jerusalém. Era um caminho que os israelitas passavam, uma rota obrigatória para chegar ao templo do Senhor. Um vale que exigia esforço, suor e lágrimas. Esse vale representa muitas vezes as nossa tribulações, aflições e lutas. O nome deste vale significava “árvores de bálsamo”, mas seu aspecto era árido.
Que paradoxo não é mesno ?
Amados, muitas vezes passamos por vales semelhantes em nossa vida. E por vivermos uma vida em direção a Deus, passamos por momentos difíceis, momentos de dor, de cansaço e de aflições. Mas Jesus mesmo nos anima dizendo:
No mundo passeis aflições, mas tende bom ânimo eu venci o mundo.( João 16:33)
Ainda que passemos por momento de angústia e dor, existe um Deus que pode sarar todas as nossa feridas(Is 53:4-5); E como uma árvore de bálsamos pode aliviar toda dor, todo sofrimento e toda aflição; A palavra do senhor diz que do Senhor procede a árvore da vida cujas folhas servem de remédio para curar(Ez 47:12;Ap 22:1-2). Mas para chegar a cura e a Deus é preciso esforço que provém da fé. Havia Jesus cruzado o mar da Galiléia e dizia a palavra que após desembarcar,uma multidão o esperava. E entre tantos que o esperavam, havia duas pessoas cujo esfotço, ânimo e paciência não haviam desfalecido. Um deles era um príncipe da sinagoga chamado Jairo, cuja filha única de 12 anos jazia de morte, a outra uma mulher que tinha problemas de fluxo de sangue, que gastara tudo que tinha, para ser curada, mas sem sucesso (Lc 8:40-43). Dentre as coincidências o destino de duas mulheres enfermas,mas com um objetivo ,a cura. Enquanto uma estava nascendo (a filha de Jairo), a outra contraía uma enfermidade. Mas naquele momento ambas padecia de dor e necesitando de cura. De um lado, um pai esforçado para ver sua filha curada, de outro uma mulher cuja única esperança estava longe, misturado a multidão. Em ambos existia algo mais, a Fé naquele que poderia mudar a sorte. Ambos reconheceram que o Senhor podia fazer algo. Ambos reconheceram em humildade a autoridade de Jesus, se prostrando aos seus pés. Ambos mudando conceitos e preconceitos. Quem poderia imaginar um príncipe da sinagoga, um maioral da lei se prostrando aos pés de um homem cujos conterrâneos nem O reconheciam como profeta(Lc 7:39). Também imagine uma mulher com fluxo, considerada impura que não podia tocar, nem ser tocada, romper pelo meio da multidão prostrada(Lv 15, Lc 8:45). E não importa-nos julgar qual esforço fio maior, mas aprender que ambos obtiveram resposta pelo empenho e coragem que tiveram.
Também podemos citar o caso de uma mulher cananéia que tinha a filha endemoniada e que mesmo sendo gentia, clamou ao Senhor. Ela clamou pelo filho de Davi. Que mais estranho seria do que uma mulher gentia clamar por “filho de Davi”. Uma mulher persistente que mesmo sendo negada por Cristo, obteve a cura de sua filha(Mt 15:21).Tudo isso para chamar a atenção de Cristo, como também Zaqueu, pequeno publicano que esforçadamente subiu numa árvore para poder ver Jesus (Lc 19:1-10).
Todo estes obtiveram êxito pelo esforço que tiveram, pela fé que alcançaram. Muitas pessoas querem as bençãos de Deus, mas não querem abrir mão de sua condição social(como aquele líder). Outros tem medo de se expor diante as pessoas, de atravessar a multidão para receber a cura. Amados, é fácil crer em Cristo quando tudo vai bem. Aliás, quanto tudo vai bem, cremos mais em nós mesmos, esta é que é a verdade. Quando ma adversidade nos atingeparece que é o fim, mas se buscarmos aquele que pode todas as coisas, veremos fufir de nós o medo ao fatalismo e a insegurança. A palavra do Senhor diz que “tudo posso naquele que me fortalece”(Fp4:13).
Na Bíblia podemos constatar que a maioria dos milagres efetuados foram efetuados por pessoas que tinham fé e que se esforçavam. Vemos muitas expressões como: “vendo-lhes a fé”, “crer que eu posso fazer isso” ou “o que queres que eu te faça”. Eram expressões muito usadas por Jesus. Jesus não era sarcástico com o sofrimento alheio, mas sabia que qualquer esforço precisado ser confessado em palavras e acima de tudo por atitudes de fé.
Devemos entender que “esperar em Deus” não é uma atitude passiva, mas ativa. Esse esperar é confiar, não é uma ação de comodismo, mas é crer naquele que pode, se esforçando para alcançar o que se deseja no sobrenatural. Quando Jesus foi a cafarnaum, trouxeram-lhe um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé disse Jesus: “Filho, tem bom ânimo, perdoados são os teus pecados e o homem foi curado(Mt 9:2). Devemos não esperar pelo fatalismo, deixando as coisas aonteceram. Precisamos entender que se Jesus não for até nós, devemos ir até Jesus., mesmo que nos faltem força.
Foi isso que fez Jairo. Foi isso que fez a mulher do fluxo. Foram até Jesus. Aquela mulher entendeu que bastava um toque na orla do manto de Cristo para que fosse curada. Também aquele homem entendeu que bastava Jesus entrar em sua casa e orar. Enfim, podemos citar o centurião que creu que bastava uma palavra e etc(Lc 7:7) . Cada um creu na medida da sua fé. Por isso amados não importa qual situação estamos passando, basta tocarmos pela fé em Jesus.
A Bíblia relata que não foi somente aquela mulher do fluxo que cria que tocando em Cristo seria curada. Diz a palavra que em Genesaré muitos rogavam que ao menos pudessem tocar na orla de suas vestes. Todos que tocaram foram curados(Mt 14:34-36). Deus pode curar da forma que Ele deseja. O diferencial não é a forma, mas a fé.
Hoje da mesma forma, temos o Espírito Santo para nos deixar mais perto de Cristo. Diz que Ele glorificará e receberá tudo é de Cristo(Jo 16:14). Devemos nos achegar a Ele da mesma forma, com força, ou seja, esforçadamente. Devemos compreender que quando emprendemos força naquilo que não produz efeito, desperdiçamos nosso tempo e acabamos nos frustrando. Mas quando nos esforçamos em algo que produz efeito, vemos o fruto do nosso trabalho, isto é, nosso esforço(Is 53:11). E assim como Cristo se esforçou em nosso favor, devemos nos esforçar em favor Dele.
E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.(Mt 11:12)
Numa outra versão se diz que o Reino dos céus é tomado por esforço., e os que se esforçam se apoderam dele.
Amados, todo esforço deve ser acompanhado pelo ânimo. Esforço é tudo aquilo onde se coloca a força. Já ânimo é a energia, a coragem e a vontade que temos de fazer algo. Portanto o ânimo anda junto com o esforço. O esforço sem o ânimo é como uma engrenagem sem motor e sem eletricidade, ou seja , não funciona. Semelhantemente o ânimo não sai do lugar, não produz nada sem esforço. O reino dos céus é tomado por pessoas que perseveram, que usam de esforço, de dedicação e ânimo. Jesus referindo-se a João Batista disse que “desde os dias de João Batista o reino é tomado por força.
Por que desde João Batista?
Vejamos pois o perfil e a missão de João Batista. João Batista foi um exemplo de coragem, de profeta determinado e esforço. Um homem que não olhou as circunstâncias, não olhou as aparências, mas olhou para Deus. Todo aquele que deseja se apoderar do reino de Deus, deve olhar para Deus(Hb 12:2). Um homem que prega a verdade, no deserto, com roupas simples e alimentando-se de uma forma simples, só pode olhar para Deus e depender Dele. O esforço de João Batista não foi em vão. Pois dos profetas,foi o maior, mas o menor no reino é maior que Ele, ou seja, o que mais serve, que mais se humilha. João não queria os cargos eclesiásticos,o poder, os palácios,as roupas finas,mas cumprir o propósito de Deus. Ele seria aquele que “abriria o caminho para o Reino”. (Mt 11:10). Mas todo esforço não procede do homem natural, mas do homem espiritual que é formado em Deus pelo Espírito. A palavra diz que Ele, O Espirito Santo habita em nós e estará em nós. Nossa força deve estar, buscar e permanecer no Senhor. O reino é tomado por esforço, por luta e por coragem no Espírito. Todo aquele que deseja chegar a Deus ou andar com Cristo precisa entender que toda a adversidade é uma oportunidade de crescimento, para demonstrar a nossa fé e mostrar a nossa fidelidade a Ele. A palavra diz que o Senhro não deixará que os nossos pés vacilem, pois Ele nos guarda, nosso socorro e não dorme(Sl 121:2-4). O Senhor é socorro e alto refúgio no tempo da angústia(Sl 9:9;46:1). O Senhor é aquele que não desampara aquele que o buscam(Sl 9:10).
Se você está passando um momento difícil saiba que o Senhor é o mesmo. Ele é o mesmo ontem , hoje e para sempre(Hb 13:8). Pois o mesmo Jesus que curava é o mesmo que cura pelo seu Espirito Santo hoje. O mesmo deus que operou no passado, também opera sob todo aquele que o busca. Portanto, amado não se atemorize, não tenha medo. O medo em si, não pode fazer nada, a não ser tirar o nosso foco do propósito de Deus.
O Senhor disse a Josué: Dispõe-te agora e passa este Jordão. Se forte e corajoso. Tão somente esforça-te e tenha coragem. Nãi te mandei eu : Esforça-te e tem bom ânimo, não temas, nem te espantes, porque o Senhor Deus é contigo, por onde quer que andares (Js 1:2;6-7;9)
Também disse a Salomão: Esforça-te e tem bom ânimo, e faze a obra; não temas, nem te apavores; porque o SENHOR Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará, até que acabes toda a obra do serviço da casa do SENHOR.(1 Cr 28:20).
” Não fique olhando para o tamanho do seu problema, mas diga a ele o tamanho do seu Deus”.
Não enfoque o medo, mas comece a trabalhar com esforço e ânimo. Sabemos que a parte mais difícil é o começo, pois tudo isso vai passar. Não existe mal que dure para sempre. Nada é fácil nessa vida, nem nunca será,mas todo aquele que se esforça e busca em Deus, este sempre alcançará.
Uma grande arma está sendo desperdiçada no campo de batalha de nossas vidas.
Essa arma tem um grande poder e força ante o inimigo, porém poucos são a que a utiliza.
Ela também é um dos grandes problemas, causa de doenças psicossomáticas e até de morte (dentro e fora da igreja). Essa arma é o perdão.
E a falta dela, de liberação do perdão significa um passo a mais que pode levar a pessoa à morte espiritual.
Não é fácil “liberar o perdão, mas é necessário”.
Conter o ódio e a ira com uma pessoa ante uma situação que muitas vezes nos fez “supostamente” sofrer , segundo a nossa justiça , não é uma tarefa das mais simples. E sabendo também, que essa pessoa foi motivo de prejuízo em sua vida e passar com isso “engasgado” na garganta não é uma coisa que se consegue da noite para o dia. Mas o perdão mostra o caráter do amor de Deus. A palavra diz em salmos 130.4 que: Ao Senhor está o perdão e que ao Senhor pertence a misericórdia e o perdão (Dn 9.9).
O que seria desta Terra se não fosse o perdão e a misericórdia do Senhor. Quanta vez foi Ele rejeitado, bem como as suas palavras e ignorado o poder pelo Seu povo? Quantas vezes o Senhor “deu tempo” para que o povo se arrependesse (II Cr 7.14).
Também o Senhor evitou que mal maior fizesse a Terra devido a sua misericórdia.
Foi assim com Noé, no dilúvio (Gn 6.7-9) e Abraão em Sodoma e Gomorra (Gn 18.21-33). Pelo perdão de Deus a terra inteira não foi destruída por inteiro.
Em muitos desses casos a iniqüidade era tanta que só restava mesmo era o juízo. Mas de uma certa forma, nós fomos perdoados. São tantos os exemplos de perdão de Deus, que não caberia neste artigo. Mas sabemos que uma característica de Deus é o perdão. E nós também devemos perdoar. Devemos perdoar a todos, mesmo quando é alguém próximo (ex: irmãos), cujo parentesco e confiança nos foi traído. Parece que aí fica mais difícil perdoar. A traição moral dói mais que a traição de caráter físico. Um exemplo de perdão entre familiar, entre irmãos, foi de Esaú e Jacó.
Sabemos que Esaú e Jacó eram gêmeos (Gn 25.14-27).
Mas somente um poderia ficar com a primogenitura (uma honra especial dada ao primogênito que incluía herança e posição de líder). Um errou por mentir para obter a primogenitura e o outro não deu a importância de ser primogênito e o vendeu por um prato de comida. Após muito tempo de separação o poder do perdão se manifestou entre esses dois irmãos e houve perdão de ambos. Mas para que isso acontecesse um dentre eles deveria tomar a ação de humilhação (dar o braço a torcer). Nesse caso foi Jacó que tomou a iniciativa. Quando alguém toma atitude de perdoar já é meio caminho andado.
Jacó se portou como servo ao seu irmão, se inclinando 7 x (esse sinal era feito somente ao reis) e reconhecendo que errou também.
Essas sete x também seria o número de vezes que deveríamos perdoar (Lc 17.3-4 ), mas Jesus nos disse que não somente, mas 70 x 7 (Mt 18.21-22).
O perdão tem efeito de cancelar a dívida e desarmar o Diabo. Aliás, Paulo escrevendo a seu irmão Filemon sobre Onésimo (ex-empregado de Filemon) que agora seria irmão na fé disse: “se algum dano te fez ou se deve alguma coisa, lança tudo em minha conta”.
O que Paulo queria é que o poder do perdão fosse consumado na vida daquelas duas pessoas, ante separadas por condições sociais e atitudes erradas no passado, mas que agora, sendo “irmãos em Cristo” e vivendo em novidade,pelo perdão, se vinculassem mutuamente pelo amor, se suportando e se perdoando (Cl 3.13-14), assim como Deus em Cristo nos perdoou (Ef 4.32).
Aquele que não perdoa vive com amargura, vive uma vida amarga. O Escritor de Hebreus fala que onde tiver alguma “raiz” de amargura e crescendo, causa perturbação. Diz mais, diz que isso “contamina” o corpo(Hb 12.14-15). E isso se refere a você e também ao corpo de Cristo. Devemos sempre nos arrepender e perdoar.
Muitas vezes somos como o irmão mais velho do Filho pródigo (Lc 15.11-32) que não se alegrou na volta do irmão mais velho e na alegria do Pai. (Lc 6.36; Mt 21.28; Mt 18.21). Esquecemos que Ele nos perdoou e que cancelou a dívida (Mt 18.32; Cl 2.13-14). Parecemos que somos filhos únicos.
Esquecemos que somos filhos do mesmo Pai e que Ele também é juiz e sabe qual a intenção dos nossos corações. O grande inimigo do perdão se chama “julgamento”. Quando julgamos e ainda existe ódio e ira em nossos corações, nós literalmente somos como homicidas espirituais contra nossos irmãos e estaremos sujeitos a julgamento (Rm 14.13; I Jo 3.15).
A palavra diz que: “Ouvistes o que foi dito: Não matarás e quem matar estará sujeito a julgamento, porém vos digo, diz o Senhor”.
“Todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento” e quem proferir um insulto a seu irmão estará a julgamento do tribunal e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo (MT 5.22). Que palavra tremenda essa, pois faz nos refletir sobre nossas atitudes. O Senhor nos mostra que devemos perdoar e reconciliar-se com aqueles que magoamos e por eles fomos magoados no caminho (Mt 5.23-25), para que o adversário não entregue ao Juiz , oficial de justiça e sejas recolhido á prisão. Quantos são os que estão presos espiritualmente porque não perdoaram os seus “inimigos”, segundo as suas próprias justiças.
A pior prisão que um cristão pode ter é estar sujeito ao inferno de fogo e achar que estará sujeito ao paraíso e tudo isso pela falta de perdão e justiça própria.
Não se iluda, pois até sua oferta o Senhor desprezará se não perdoares, lembrando que o maior prejudicado será você(Mt 6.15).
Então querido, perdoe, para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, mesmo que ainda você esteja certo, pois o Senhor há de tocar o coração do penitente.(II Cor 2.5-11).
Amados, se você tem algo contra teu irmão, parente ou mesmo alguém que foi próximo a você, este é o tempo de perdão e de reconciliação. Não espere o tempo passar e esta ferida da alma aumentar, pois pode ser tarde demais. Tome você a iniciativa, não procure no outro aquilo que Deus pediu para você fazer. Se essa pessoa não tomar atitude, você saberá que cumpriu com certeza o que o Senhor determinou que fizesse.
Desarme o inimigo hoje mesmo, querido, libere o perdão e siga o exemplo de nosso Jesus quando estava na cruz que disse:
Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lc 23.34).
E é esse mesmo Jesus que pede para você hoje perdoar.
Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia.
Hoje muito se tem dito sobre ser um adorador extravagante. Muitos acham que ser um adorador extravagante é fazer loucuras e chamar a atenção de Deus. Devemos, sim, chamar a atenção de Deus, mas isso é em todo tempo, na vossa casa, na nossa faculdade, enfim naquilo que somos, igreja, chamados para fora e principalmente, em oração
Não acredito que só fazer manifestações estranhas agradem a Deus. Infelizmente muitos jovens tem sido extravagantes na igreja, mas péssimos testemunhos fora. Somos conhecidos pelos frutos, amados.
Para mim ser um adorador extravagante é viver uma vida fora do comum, não segundo os padrões deste mundo, mas segundo o padrão de Deus. É como o Apóstolo Paulo diz em Romanos 12: Apresentar uma vida de santidade, não se conformar com este mundo e ser renovado pelo entendimento através do Espírito. (Rm 12:1-2).
Será que temos vivido isso…? Será que somos realmente “igreja”, ou seja, chamados para fora?
Até quando viveremos como crianças , quando temos negligenciado as horas de oração por momentos de diversão ?
Será que somos tão espirituais assim, que não precisamos disso?
Será que para o Senhor o servir no templo é suficiente ?
Pois é, são questões a serem respondidas por essa geração.
Não falo de hábitos ou costumes, mas de uma vida que agrade o coração de Deus.
A verdadeira extravagância é viver uma vida fora do comum e estranha para os padrões deste mundo. Ser extravagante é ser identificado como verdadeiro cristão. Que não se conforma com o pecado, que luta e resiste ao Diabo até faze-lo fugir. Que vive para Deus e não para si.
Que muitas vezes abdica tempos de entretenimento para falar com Deus.
Será que as pessoas tem visto Cristo em nós ?
Infelizmente estes adoradores radicais vivem de tempos em tempos, de retiro a retiro, de congresso a congresso e de moda em moda.
Se estes vivessem na babilônia antiga creio que passariam mais tempo andando nos jardins supensos, comendo dos manjares e observado o enorme monumento do Rei Nabucodonozor. Esta palavra é dura, mas temos que ser confrontados para deixamos de ser Jacó , para nos tornar Israel de Deus.
Mas meu desejo e minha oração é que o Senhor levante verdadeiros adoradores extravagantes como Daniel e seus amigos. Não somente amigos, mas amigos de oração.Que vivam em unidade com Deus e entre si.
Amigos que não se conformam em ser cativos, nem em viver num mundo estranho. Jovens que preferiram o fogo e a morte do que a negar o seu Deus. Jovens convictos e ousados em Deus.
Jovens verdadeiramente extravagantes que são testemunho vivo do Deus vivo
Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei ((Dn 1:19)
Adoração é mais que se agitar dentro de um templo,é sacudir o mundo com uma vida que agrade a Deus.
A vida cristã deve ser vivida de maneira simples, no entanto, o maior obstáculo à simplicidade da fé são as estruturas que os homens se veem forçados a criar para ordenar e congregar os fiéis.
Existem dois tipos de estruturas que regulam a vida cristã: Estruturas de governo que geralmente se manifestam em estatutos e regras de conduta cristã e as estruturas espirituais de governo que não se materializam, mas que exercem autoridade sobre as pessoas.
Sim, porque estruturas são necessárias em qualquer corpo – e a igreja é um corpo – mas devem ser flexíveis para não impedir o mover do Espírito Santo na vida dos fiéis. É como o corpo humano. Ele é flexível para crescer, encolher, engordar, emagrecer e mesmo assim continua sendo o corpo humano. Ao longo das minhas seis décadas fui magro, gordo, médio, alto e agora estou encolhendo! Ocorre o mesmo com a igreja e com a expressão local da igreja. A flexibilidade é importante em tudo que se faz.
As próprias epístolas se constituem per si um ordenamento de estrutura da igreja, posto que apresentam regras e orientações para o convívio dos irmãos com o mundo, o relacionamento entre irmãos, na vida familiar, no trabalho, com as autoridades, etc. Trazem também condições, exigências e orientações quanto a ordenação de obreiros. Ora, são estruturas apostólicas flexíveis que funcionam a contento em qualquer localidade.
A igreja dos primeiros apóstolos precisou criar algum tipo de estrutura para orientar e corrigir o andamento da igreja. Exemplo disso é a Didaquê, um documento que orientava os cristãos em como viver e se comunicar com o mundo ao seu redor; o relacionamento entre profetas, apóstolos e as congregações locais e o relacionamento entre os irmãos. Nesse sentido os apóstolos que escreveram a Didaquê seguiram os idealizadores do Talmude que orientava os judeus da Dispersão em como viver entre os gentios.
No entanto, não estou me referindo a estruturas de governo, necessárias em qualquer igreja, mas a estruturas espirituais que influenciam positiva ou negativamente as formas de governo. Analise comigo. Algumas igrejas nem estatutos possuem – e não quero entrar no mérito de se ter ou não estatutos, e em algumas delas o estatuto está na cabeça da liderança; especialmente em certas “comunidades cristãs” e igrejas locais, cujos líderes ordenam e decidem como querem o destino de seus liderados. Muitas igrejas ligadas a certos ministérios apostólicos – tenham esses líderes o título de apóstolo ou não – sequer pensam e até detestam quaisquer formas de estatutos ou regimentos internos para conduzir seus muitos pastores ou líderes, só que, na prática, eles são o estatuto; deles vêm a “voz de Deus” que conduz todo o grupo. O perigo de uma estrutura espiritual é que se não for bem formulada e orientada se serve da espiritualidade e da unção para abençoar ou para amaldiçoar; para conduzir ou para deturpar.
No mundo espiritual – de Deus ou do diabo – existe uma estrutura de governo espiritual. Paulo revela a estrutura de Satanás em Efésios 6 falando de quatro níveis no mundo espiritual das trevas, o que indica que uma estrutura espiritual pode conduzir uma pessoa pra cima ou pra baixo espiritualmente.
Algumas estruturas espirituais roubam do cristão a liberdade de pensar, de agir e de viver quando é autoritária e perniciosa. Quando uma igreja local ou uma denominação cria estruturas espirituais autoritárias e de obediência compulsória extravasa os limites da autoridade de Cristo e interfere até mesmo na obediência que se deve prestar ao Espírito Santo.
Pastores há que não hesitam em amaldiçoar e, se possível excluem do rol de suas igrejas quaisquer pessoas que não lhes prestem obediência compulsória e que não sigam as normas e diretrizes por eles impostas. Inda que as pessoas procurem viver santa e corretamente – sem tropeçarem ou sem cometer pecados contra a igreja, contra Cristo, e não se prostituem seguindo o mundo, se em algum momento divergirem ou não concordarem com o que está sendo ensinado pelos líderes são amaldiçoadas e esconjuradas. Por isso afirmo: A autoridade que de Cristo recebemos tem de ser sabiamente usada!
Transitando pela igreja é possível perceber que a maioria das igrejas criou estruturas espirituais que inibem o livre-pensamento, a livre-opinião, e subjugam as pessoas a que obedeçam o iluminismo apostólico e presbiterial. Quando falo de iluminismo estou pensando em grupos cujos apóstolos, bispos ou presbitérios advogam a si serem a voz de Deus para as pessoas. Governam as pessoas a partir do iluminismo de que possuem a revelação de Deus e exigem de seus discípulos obediência irrestrita. Nem Eliseu obedeceu a Elias assim. Se tivesse ficado em Jericó, como Elias ordenou perderia o “manto” e não veria seu mestre ser arrebatado (2 Rs 2.6).
A estrutura espiritual escravagista e dominadora não encontra eco na doutrina de Cristo e dos apóstolos. Se ao menos o texto de 1 Pedro 5.1-4 fosse levado a sério veríamos um pastoreio cristocêntrico em que as pessoas se sentem felizes e abençoadas por pertencerem ao corpo de Cristo.
Por outro lado, ao implantar estruturas espirituais impraticáveis cria-se um tipo de cristão inoperante, que não conhece a autoridade de Cristo e, por conseguinte desconhece o que é autoridade espiritual. Sim, porque uma coisa é o discipulado a Cristo, cujas demandas são muito fortes e que exige obediência total aos seus mandamentos; outra bem diferente é o discipulado aos homens. Estes impõem regras e condutas, que nem Cristo exige. Um bom discipulado a Cristo encaixa o indivíduo na estrutura espiritual de Cristo, e, consequentemente o bom discípulo não precisará de leis e regras para reconhecer a autoridade espiritual daqueles que os pastoreiam.
A falta deste discipulado a Cristo vem criando uma geração de discípulos ou seguidores que desconhecem a razão por que têm de obedecer. Quando as demandas de Cristo tão-bem formuladas nos Evangelhos e nas epístolas forem ensinadas acima de quaisquer leis, por certo criaremos uma geração de discípulos que seguem a Jesus incondicionalmente; que não precisam de regras e leis para viverem a vida cristã. Honrar, respeitar e ouvir seu pastor é consequência de um bom discipulado a Cristo.
Com isto quero explicar que a vida cristã não é tão complicada; os homens tornam a vida cristã inviável.
Minha apostila Discipulado a Cristo que escrevi 15 anos atrás toca no cerne do autoritarismo espiritual. Vale a pena ler em meu site: www.pastorjoao.com.br
Quando brilha o sol ou se a chuva vem
Quando estou mal, ou então tudo está bem
Quando dizes sim, quando dizes não
Se ouço a Tua voz ou não
Quando em silêncio estás
Serás sempre Deus e sempre me amarás
Não desampararás, nem desistirás
Ainda que a dor me diga que não
Sei que é por amor
Estás me ensinando que sempre és Deus