ESTUDO COMPLEMENTAR DA LIÇÃO 5 – PÉRGAMO – A IGREJA CASADA COM O MUNDO


LIÇÃO 5 – 29.04.2012
ESTUDO COMPLEMENTAR DA LIÇÃO

1. CONHECENDO O CONTEXTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA CIDADE DE PÉRGAMO
Construída sobre uma colina , sendo uma fortaleza natural ,esta cidade era sofisticada, centro da cultura e educação grega. Muitos dizem que eram nessas colinas que eram feitos os cultos pagãos.
A Igreja ficava aproximadamente 70 km ao norte de Esmirna e passou a ser capital da província romana na Ásia.
Pérgamo era a capital da Ásia até o final do século I. Era uma cidade entregue à adoração a vários ídolos gregos, com grande predominância na adoração a Baco (deus da diversão) e a Asclépios (deus da sanidade). Em vista disto, o governador romano local tinha grandes dificuldades em conduzir as inúmeras diferenças religiosas presentes na cidade.
Ficou conhecida por sua biblioteca de aproximadamente 200 mil volumes. Teve a maior biblioteca fora de Alexandria, Egito. Foi o povo de Pérgamo que começou a usar peles de animais para fazer pergaminho, substituindo o papiro.
Mas Pérgamo também ficou conhecida pela idolatria e pela imoralidade.
Era o centro de quatro seitas pagãs que cultuavam a Zeus, Asclépio ou Esculápio(“deus” da medicina), Dionísio (Deus do Vinho) e Atenas.

Veja a descrição de cada divindade pagã:

Zeus (gr. Ζεύς) segunda a mitologia é o mais importante dos deuses do panteão grego. Domina o céu e os fenômenos atmosféricos (chuva, raios e relâmpagos), principalmente; mantém a ordem e a justiça no mundo, pois distribui os bens e os males

Esculápio (em latim: Aesculapius) ou Asclépio (em grego: Ἀσκληπιός, Asklēpiós) era o “deus” da Medicina e da cura da mitologia greco-romana. “Deus” solar e da saúde, que com o nome latinizado de Esculápio, era o deus romano da medicina e da cura, herdado diretamente da mitologia grega, na qual tinha as mesmas propriedades. Seus sacerdotes se dedicavam à cura de doentes e diziam-se descendentes diretos dele. Seu braço esquerdo, sempre aparece apoiado em um cajado envolto com uma serpente, o caduceu, que se transformou no símbolo moderno da medicina

Dioniso ou Dionísio (em grego: Διώνυσος ou Διόνυσος, transl. Diōnisos ou Diónisos) era o deus grego equivalente ao deus romano Baco, dos ciclos vitais, das festas, do vinho, da insânia, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. As mulheres que participavam nestes rituais imitavam a conduta das Ménades. Executavam danças frenéticas, extáticas, muitas das vezes em volta da imagem de Dioniso. Nestas danças, as mulheres lançavam as suas cabeças para trás, expondo as gargantas, rolando os olhos, e gritando como animais selvagens. Também executavam um ritual sacrificial, durante o qual as mulheres matavam cabras, cordeiros e gado e devoravam a sua carne crua[8].

Atenas era segundo a mitologia a Deusa da sabedoria, paz e guerra.

2. AS HERESIAS NA IGREJA DE PÉRGAMO
Além dessas idolatrias Jesus declara que a Igreja da cidade era “onde estava o Trono de satanás”, se referindo também a idolatria ao imperador romano.

Trono de Satanás – Além da idolatria pagã, a cidade erigiu um santuário para a implantação do culto ao Imperador romano. Desde 29 a.C., foi o local de um templo dedicado a Roma e Augusto (idolatria oficial do governo romano). Mais tarde, foram erigidos outros templos para a honra dos imperadores Trajano e Severo.

Doutrina de Balaão – O ensino de Balaão era confundir assuntos espirituais e morais com interesses materiais. É o gnosticismo libertino de Judas 1-16). Ensino que pode ser usado para manipular as emoções dos ouvintes, para extorquir-lhes dinheiro em benefício do mensageiro. (Nm 22:24; 25.1-3, 31:16).
Como vemos , Pérgamos tinha um contexto cultural e religioso que fazia ser “casada com o mundo”. Seu nome significa “muito casada” e cidadela cujo significado era de fortaleza que domina a cidade. Também no sentido espiritual podemos dizer que exercia domínio.

Doutrina dos Nicolaítas – Portanto, o nome Nikolaitwn (nicolaítas) composto destas duas palavras tem o sentido de “vitória sobre o povo” ou “os que dominam o povo”. Esta era uma heresia que se formava já no fim da era apostólica, com os falsos mestres deturpando a Pureza da Doutrina de Cristo e seus Apóstolos. A doutrina nicolaíta concebeu a idéia de uma casta especial e superior na Igreja, ou seja, o chamado Clero. Indo além, formou-se a idéia de uma hierarquia eclesiástica dentro deste mesmo clero. Há uma grande probabilidade, lógica e historicamente, de que estes nicolaítas, dos quais muito pouco se sabe, sejam os formadores do pensamento Católico Romano e, portanto, seus antecessores. Eles estavam, no final do séc. I, infiltrados nas igrejas de Cristo como podemos ver no texto base. Evidentemente, este desejo de EXERCER PODER SOBRE O POVO, disseminou entre muitos homens de liderança nas igrejas, movidos pelo instinto carnal de DOMÍNIO, pela soberba e pela torpe ganância de posição e riquezas. Especialmente entre os pastores das grandes igrejas, nos grandes centros, com congregações numerosas, tornava-se uma tentação estabelecer uma ostentação de poder sobre o rebanho e outros pastores de rebanhos menores. Outra doutrina era encorajar os crentes a participar de festas idólatras dos pagãos e se prostituirem. Eles permitiam que muitos crentes gozassem de práticas pecaminosas.

3. ELOGIO A IGREJA DE PÉRGAMO:
Não ter negado a Fé
E que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas (13):
Jesus elogia a perseverança dos cristãos de Pérgamo, que foram fiéis à fé de Jesus, mesmo sob perseguição intensa. A minha fé (a fé de Jesus) é a palavra de Cristo revelada aos homens (veja Judas 3). Antipas é mencionado somente aqui. Evidentemente foi um mártir, provavelmente da própria congregação em Pérgamo. Foi morto entre eles, na cidade onde Satanás habitava. Antipas se mostrou fiel até a morte (veja 2:10). Testemunha vem da palavra grega martus. É a mesma palavra usada para descrever Jesus em 1:5. Com tempo, passou a ser usada para identificar pessoas que morreram por seu testemunho de fé, e assim usamos a palavra mártir.

4. AVISO DE DEUS A IGREJA DE PÉRGAMO

Tenho, todavia, contra ti algumas coisas (14): Apesar da perseverança dos cristãos em Pérgamo, haviam problemas graves ameaçando o bem-estar da congregação. Eles se mostraram tolerantes em relação a falsas doutrinas, especificamente dois erros citados nesta carta.
Portanto, arrepende-te; e, se não, … contra eles pelejarei (16): O arrependimento exigido é da igreja, pois ela tolerava esses falsos mestres. Os professores das doutrinas de Balaão e dos nicolaítas precisariam se arrepender, também, ou serem rejeitados (veja Romanos 16:17-18; Tito 3:10-11). Uma igreja que tolera falsos professores se torna cúmplice do pecado. Se ela não se arrepender, Jesus usará a espada de dois gumes (2:12; 1:16) para trazer seu castigo sobre ela.

Quem tem ouvidos, ouça (17): Como em todas as sete cartas, Jesus chama os ouvintes a darem a atenção devida a sua palavra.
Ao vencedor (17): Todas as cartas, também, incluem a promessa sobre a vitória. Aqueles que persistem até o final receberão a recompensa. Nesta carta, a bênção para o vencedor é descrita em duas partes:

● O maná escondido: Aqueles que recusaram qualquer participação na mesa dos demônios seriam sustentados pelo maná de Deus. Jesus é o maná dado pelo Pai (veja João 6:31-65). Ele sustenta os fiéis e lhes dá vida. A mensagem de Jesus continua oculta para os sábios deste mundo (veja 1 Coríntios 2:6-10).

● Uma pedrinha branca com um nome novo escrito: Um nome novo, freqüentemente, sugeria uma nova direção na vida, especialmente de uma pessoa abençoada por Deus (exemplos: Abrão > Abraão; Sarai > Sara; Jacó > Israel). Em Isaías 62:2-4, Desamparada e Desolada recebem nomes novos: Minha-Delícia e Desposada, mostrando a bênção de estar com Deus. Veja, também, 3:12. A pedrinha branca pode incluir vários significados, conforme os costumes da época. Pedras brancas foram usadas para indicar a inocência de pessoas acusadas de crimes; Jesus inocenta os seus seguidores fiéis. Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado, pois se tornaram cidadãos da pátria celestial (Filipenses 3:20). Foram usadas pelos romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite os fiéis entrarem na presença dele para o seu banquete (veja 19:6-9). Também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em batalha. Os fiéis são vencedores que receberão o prêmio (2 Timóteo 4:7-8).

fontes: Apocalipse Total
Tempo do Fim
Mitologia Grega
igreja evangélica presbiteriana ebenezer

Anúncios

Sobre Anderson Cássio de Oliveira

Líder do ministério Missão Com Cristo, avivalista apologético, trabalha principalmente com ensino, discipulado e serviço cristão, voltados a levar a Igreja do Senhor a um avivamento genuíno (com base nas Escrituras). Administrador do blog de missões - Chamado para as Nações.
Esse post foi publicado em EBD - Escola Bíblica Dominical e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s