Pepinos, Maná e os primeiros frutos (parte 2)


 

mana

Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.(Ex 16:4)

Segunda parte da palavra ministrada na Igreja Betesda em Itabuna dia 10.1o.2016

Há momentos na nossa vida que nada podemos fazer se não viver na dependência do sustento e provisão de Deus.  Foi assim como o povo de Israel onde o Senhor derramou por 40 anos o maná diário. Como foi dito no primeiro estudo o povo de Deus passou por 3 estágios distintos de alimento espiritual. No cativeiro egípcio viviam com os pepinos que era oferecido na escravidão. Mas quando forem libertos por Deus passaram a se alimentar do maná de Deus.

Vivenciando o Maná de Deus

Sabe, queridos, alguns anos atrás morei em  Florianópolis e literalmente passei por um deserto em minha vida neste lugar. A cidade era linda, mas a situação que me encontrava não propiciava que eu aproveitasse muito a beleza e a natureza daquele lugar. Nesse tempo, com poucos recursos que tinha pagava minha moradia, transporte e a alimentação. Só que a minha alimentação em muitos dias não passava de pacotes e mais pacotes de salgadinhos.  Durante muito tempo nem passava pela frente de uma banca daqueles salgados, pois logo me lembrava do tempo da minha necessidade e de como eu enjooei com aquele alimento.  Creio que este mesmo sentimento havia dentre o povo de Israel no deserto, pois o maná foi o alimento durante 40 anos. Porém foi nesse tempo de deserto que aprendi a viver na dependência de Deus todos os dias, andando não pelo que tenho, mas pela fé no filho de Deus. Hoje entendo que é melhor ser sustentado com uma comida mesmo que enjoativa do que morrer sem nenhum alimento. Aprendi também que o processo do deserto nos faz valorizar cada porção que nosso Pai do céu nos dá. O deserto nos faz ser uma geração de filhos amados e não  mimados. É no deserto que somos provados se andamos na fé e na dependência de Deus

O livro de Deuteronômio  é bem claro ao dizer que o Senhor sustentou seu povo com maná e os provou para dar entender que não só de pão viverá o homem, mas tudo que sai da boca do Senhor (Dt 8:2-3).

Muitas pessoas não entendem, mas embora se alimentando bem no Egito, muitos do povo viviam somente do trabalho e sofrimento. Viviam dos mimos que lhe davam, não sabendo que não havia recompensa para tão penoso trabalho. Embora a escravidão trouxesse alguma segurança, o fato é que o preço acabava se tornando muito caro.  Israel passou 400 anos vivendo e pensando como escravo, endurecidos diante do propósito de Deus em suas vidas. A pior coisa de ter a mente de escravo é não compreender quanto custa o preço da liberdade e qual o propósito que o Senhor tem para as nossas vidas.  Mas mesmo o povo não sabendo e entendendo essas coisas, tudo isso estava patente aos olhos Daquele que tudo vê e sabe.

Pois assim diz a Palavra de Deus:

Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos. E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e mel, lá onde habitam os cananeus, os hiteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Agora, eis que os clamores dos israelitas chegaram até mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios. (Êxodo 3:7-9)

Quando o Senhor chamou Moisés para ser o libertador do povo de Israel, a Sua declaração demonstrava o quanto Ele tinha domínio sobre a situação que eles passavam. Nessa declaração o Senhor mostrava 3 coisas importantes :
1) A situação eles viviam;
2) O que Ele ia fazer diante dessa situação;
3) Qual era o propósito Dele para este povo

Como os israelitas no deserto, também são muitos cristãos hoje cativos a cultura deste mundo no seu modo de pensar e agir.  Muitos ainda não discerniram a situação que vivem espiritualmente, nem o que fazem e nem o destino que Deus tem preparado para eles.
Muitos vivem  como escravos deste mundo ao invés de viverem como filhos de Deus, servindo a homens e não a Deus mesmo na Igreja do Senhor

O apóstolo Paulo  usa o contexto do escravo e sua relação com o seu senhor para demonstrar como devemos ser escravos e servos somente de Cristo, conforme está escrito:

Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.(1 Coríntios 7:22,23)

Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro. (Gálatas 4:7)

Como já foi dito, somos aquilo que alimentamos nossa alma. Por isso, devemos pensar e viver como livres em Deus  e servos do Senhor

Alimento do deserto

E assim como o Maná era dado no deserto, também é no deserto de nossas vidas, ou seja, nos momentos de dor da nossa existência que o Senhor está pronto para nos sustentar.
Vemos que os escravos naqueles tempos dependiam do alimento diário dado pelo seu Senhor. E assim como o maná  no deserto que  era recolhido segundo a porção diária e deveria ser consumido somente naquele dia, da mesma forma devemos nos alimentar todo dia da Palavra de Deus, para que possamos viver saudáveis espiritualmente.  Como escravos de Cristo não devemos ser rebeldes como foi com o populacho que rejeitou a comida de Deus.   De uma forma espiritual devemos comer do rolo que é a Palavra de Deus, conforme está escrito na Palavra de Deus:

Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou. Então vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela havia um rolo de livro.
Ezequiel 2:8,9

Depois me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel. Então abri a minha boca, e me deu a comer o rolo. E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel. (Ezequiel 3:1-3)

Amados, precisamos comer da Palavra que o Senhor nos dá. Esse maná é Cristo e nela devemos nos alimentar diariamente para que não pereçamos, antes pelo contrário para que possamos crescer espiritualmente e chegarmos ao propósito de Deus.   Devemos devorar a Palavra de Deus lendo e meditando dia e noite para que possamos prosperar em todos os sentidos como diz o salmista (Salmo 1:1-3).

Concluímos então que o chamado daquele povo a liberdade passava por um deserto, onde necessariamente o povo “aprenderia a depender do sustento do Senhor” todos os dias. O processo do “deserto” era necessário nesta caminhada, pois iria provar a fé deles. Nesses 40 anos de provações o Senhor transformou um monte de escravos insubmissos em um exército de filhos capacitados e arregimentados. Por fim  entendemos que o maná representava esse  alimento diário que o Senhor provia ao Seu povo. O sustento do maná era para que se chegasse até o propósito, até a Terra prometida, onde enfim colheriam os primeiros frutos.

Da mesma maneira este Maná também representa e  tipifica Cristo e Sua Palavra. Jesus é o maná que veio do céu e que não somente nos alimenta nesta vida, mas nos dá saúde espiritual até o propósito que é a vida Eterna no lugar prometido, ou seja, a  Nova Jerusalém que vem dos céus.  Não é tremendo isso !!!

A palavra do Senhor diz:

Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. (João 6:31-33)

E assim como o Senhor proveu o Maná no deserto, o Pai proveu seu filho, como o verdadeiro maná que vem dos céus. Jesus pagou um alto preço para que tivéssemos a liberdade e vida eterna através da Sua vida. Diz assim a palavra de Deus.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. (João 6:51)

Aprenda amado(a),nosso Pai nunca sonegará bem algum aos seus filhos. Ele não dará pedras a quem lhe pede pão. Mas como filhos devemos aprender a sempre a viver pela fé dependendo exclusivamente da provisão que vem do nosso Pai até que possamos frutificar.

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Sobre Anderson Cássio de Oliveira

Líder do ministério Missão Com Cristo, avivalista apologético, trabalha principalmente com ensino, discipulado e serviço cristão, voltados a levar a Igreja do Senhor a um avivamento genuíno (com base nas Escrituras). Administrador do blog de missões - Chamado para as Nações.
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