O Machado está posto a Raiz ! Como tem sido seus frutos ?


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O machado já está posto à raiz das árvores”, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo”. E as multidões lhe rogavam: “O que devemos fazer então?” Diante do que João as exortava: “Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem possui o que comer, da mesma maneira reparta (Lc 3:9-11).

Amados, acordei na manhã de hoje, dia 21.07.17 com essa palavra:

O machado está posto à raiz !!! E como tem sido seus frutos ???

Queridos, quando era criança, meu pai tinha a triste mania de me acordar de manhã cedo de uma forma bem inusitada, chutando “levemente” o pé da minha cama, quando eu não acordava pelo método de voz.  Este método nem um ponto convencional funcionava perfeitamente, embora a minha reação com aquela atitude não fosse das mais agradáveis. O resultado, naquele caso, produzia efeito, pois o “sacudir do meu Pai me acordava” e “me fazia levantar da minha dormência”.
E, sabe, muitas vezes é assim que nosso Pai Celestial faz conosco numa manhã como essa de hoje. E foi assim que Ele fez comigo hoje.  Uma palavra forte para me sacudir da minha sonolência espiritual.

Frutos de Arrependimento

João Batista era um desses profetas que Deus usava para sacudir o leito da paralisia espiritual de muitos na Judéia.  Quando o maior dos profetas, conforme disse Jesus, pregava as estruturas da alma eram abaladas, pois havia um machado posto a raiz de
daquelas vidas. Havia uma palavra liberada por Deus para “derribar” aquilo que não frutificava para Deus. Da mesma forma, o Senhor deseja arrancar tudo aquilo que não O glorifica em nossa vida. O machado não servia apenas para cortar, mas  para talhar a árvore. Naquele caso específico, era preciso um corte profundo na raiz da alma, ou seja, era preciso uma mudança profunda que só viria através do arrependimento de pecados e a morte espiritual através do batismo nas águas.  Devido a urgência do arrependimento e conversão, João pregava uma palavra forte e direta, pois o Messias viria para Seu Povo.
Não havia tempo para João ministrar cursos de batismo, como acontece hoje.  As palavras de João era:

Produzi, então, frutos que demonstrem arrependimento. E não comeceis a cogitar em vossos corações: ‘Abraão é nosso pai!’. Pois eu vos asseguro que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão.”  (Lucas 3:8)

Vemos que a palavra “produzi” denota uma ação presente de transformação diante de uma religiosidade que entendia que nada precisava ser feito e se justificavam pelo patriarca Abraão. Mas o que de fato João pregava era um arrependimento genuíno.

Certa vez ouvi essa frase:

Arrependimento não é quando você chora, mas quando você muda.

E realmente essa é uma verdade.. O arrependimento genuíno nos leva a uma transformação verdadeira . E isso vai além das emoções, mas está baseada em profundas transformações no modo de pensar, agir e falar.

João Batista queria dizer que era necessário arrependimento genuíno e uma vida de frutos. Começava pelos frutos de arrependimento e se estendia pelas demais obras na vida do pecador.  Não há como nascer de novo em Cristo se não morrer para este mundo. Não há como crescer FRUTOS em Deus se existe uma árvore cheia de frutos podres em nossa vida. É preciso DERRUBÁ-LA !!!.

Retirando a Árvore Improdutiva

Muitos podem achar essa questão de derrubar ou mesmo do “podar de Deus” algo doloroso, mas é preciso entender que é necessário “retirar algo improdutivo” que nos acostumamos a cultivar em nossa vida e fazer nascer frutos que permaneçam.

Jesus mesmo disse: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. (João 15:16)

Devemos entender que o nosso chamado é para que frutifiquemos e demos bons frutos. Não apenas frutos, mas “bons frutos”, ou seja, algo que valeu a pena ter plantado.

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus 7:17-20) 

Normalmente assimilamos a primeira parte deste versículo que fala sobre bons frutos, mas quando chega a parte que fala de árvore má , de seus maus frutos e o destino desta árvore que é o fogo muitos desconversam. Porém, este acaba sendo o destino daqueles que acabaram fazendo apenas a sua vontade e não a de Deus.  Não há como uma árvore boa dar maus frutos e vice-versa.

Quando Cristo fala isso, ele cita  a hipocrisia, a religiosidade e a vontade humana egoísta como os principais impedimentos. Também fala sobre ter cuidado com falsos profetas cujos frutos e obras não são reconhecidas diante de Deus.

Na parábola da figueira sem folhas, muitas pessoas não entendem porque Jesus amaldiçoou aquela árvore (Mc 11:13).  Diz a palavra de Deus que aquela árvore de longe tinha folhas, mas quando viu-se de perto não se achou nenhum fruto.  Aliás o livro de Lucas fala da parábola de  uma figueira plantada na vinha que há 3 anos não produzia fruto.  A recomendação foi essa:

Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? Lucas 13:7 

Ocupar a terra inutilmente pode ser uma palavra forte, mas é a mais adequada para aqueles que desejam apenas para as árvores que desejam fazer sombra, ou seja, para crentes estagnados que não possuem obras permanentes em Deus.

A nossa vida cristã também precisa frutificar. Jesus procura frutos em nossas vidas. Por isso a pergunta que fica é:

Como tem sido os nossos frutos ?

Enfim, essa palavra não seria para os não cristãos, os não convertidos que necessitam de arrependimento, mas aqueles cristãos nominais que professam a fé , mas que não praticam  e cujas obras são folhas e não frutos, mesmo que aparentemente fazendo a vontade de Deus (Mt 7:22).

Precisamos estar Nele, ou seja, na videira verdadeira, para que possamos frutificar para o Reino de Deus. Não apenas fazer para Ele, num ativismo religioso, mas estar Nele em intimidade e amor.  Muitos acreditam que o fato de fazer para Deus, mesmo não sendo Sua vontade nos justifica diante Dele e nos dá acesso a Eternidade na Sua Presença.

Frutos da Compaixão

Jesus foi bem claro, pelo fruto conhecereis… Nem todo que dizer Senhor..Senhor entrará no Reino dos Céus (Mateus 7:20-23).

João Batista disse que o Machado está posto na raiz, ou seja, que o Senhor está pronto para cortar aquilo que não produz bons frutos.  Cita os frutos de compaixão de dar a quem necessita ( Lucas 3:11;1 Jo 3:16). Como na parábola do bom samaritano precisamos demonstrar esse fruto a cada dia com nosso semelhante sendo ele de qualquer crença, língua ou nação. (Lc 10:33).  O Senhor não faz acepção de pessoas, nem de pecados (Atos 10:34).
Aliás, em Lucas 13, antes de Jesus falar da parábola da figueira infrutífera,
os judeus citaram para Ele os 18 galileus mortos na Torre de Siloé.  Muitos daqueles ouvintes judeus entendiam que eram pelos seus pecados que aqueles “homens pecadores” haviam morrido.  Só para esclarecer..a Galiléia embora em grande parte judaica , era conhecida desde os tempos do profeta Isaías como a “Galiléia dos Gentios”, lugar onde haviam muitos pagãos (Is 9:1;Mateus 4:5).  Em razão disso, eram tido como pecadores natos pelo povo judeu da época. Aliás, havia um certo preconceito regional quanto a alguém vindo daquele lugar (João 7:52).

Na verdade, os judeus achavam que sua religiosidade iria livrar de suas transgressões. E assim também pensam muitos cristãos nominais que pelo fato de terem confessado Jesus algum dia estão imunes da condenação vindoura e de estarem com acesso a Deus. Muitos, em em razão disso,  costumam julgar os pecadores em todo tempo acreditando que tudo que acontece a eles é punição de Deus, esquecendo que também somos passíveis a errar e que o juízo começara pela casa de Deus. (1 Pd 4:17).

Precisamos entender que a morte não é punição para quem vive a Verdade que está em Cristo Jesus. Seremos punidos igualmente aos ímpios se não estivermos segundo a vontade do Eterno.

Amados, somos justificados pelo precioso sangue precioso de Cristo, que nos lava de nossos pecados.  Só conseguiremos  ter “frutos em Deus”, quando praticamos Sua Vontade , vivendo em temor e arrependimento.  O arrependimento é o início de uma vida cristã, mas também uma prática que mantém o cristão em uma vida santificada em justificada em Deus.  Se quisermos frutificar precisamos nos arrepender de nossas falhas não somente na confissão de fé em Jesus quando O aceitamos, mas ao longo da nossa trajetória com Cristo.  O fato de sermos cristãos não nos livra de pecados, mas o fato de reconhecermos eles , ou seja, de nos arrependermos como disse João.

Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, {Deus aí está} fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade. Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10).

Paulo enfatiza isso dizendo:

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. (Romanos 7:14,15)

Precisamos entender o processo do “corte de Deus” enquanto estivermos nessa vida, para que não venhamos a perecer no dia do Juízo como aqueles que não creem Nele,

Jesus “esclareceu” isso plenamente dizendo:

E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?
Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.
(Lucas 13:2,3)

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Sobre Anderson Cássio de Oliveira

Líder do ministério Missão Com Cristo, avivalista apologético, trabalha principalmente com ensino, discipulado e serviço cristão, voltados a levar a Igreja do Senhor a um avivamento genuíno (com base nas Escrituras). Administrador do blog de missões - Chamado para as Nações.
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