O Machado está posto a Raiz ! Como tem sido seus frutos ?


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O machado já está posto à raiz das árvores”, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo”. E as multidões lhe rogavam: “O que devemos fazer então?” Diante do que João as exortava: “Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem possui o que comer, da mesma maneira reparta (Lc 3:9-11).

Amados, acordei na manhã de hoje, dia 21.07.17 com essa palavra:

O machado está posto à raiz !!! E como tem sido seus frutos ???

Queridos, quando era criança, meu pai tinha a triste mania de me acordar de manhã cedo de uma forma bem inusitada, chutando “levemente” o pé da minha cama, quando eu não acordava pelo método de voz.  Este método nem um ponto convencional funcionava perfeitamente, embora a minha reação com aquela atitude não fosse das mais agradáveis. O resultado, naquele caso, produzia efeito, pois o “sacudir do meu Pai me acordava” e “me fazia levantar da minha dormência”.
E, sabe, muitas vezes é assim que nosso Pai Celestial faz conosco numa manhã como essa de hoje. E foi assim que Ele fez comigo hoje.  Uma palavra forte para me sacudir da minha sonolência espiritual.

Frutos de Arrependimento

João Batista era um desses profetas que Deus usava para sacudir o leito da paralisia espiritual de muitos na Judéia.  Quando o maior dos profetas, conforme disse Jesus, pregava as estruturas da alma eram abaladas, pois havia um machado posto a raiz de
daquelas vidas. Havia uma palavra liberada por Deus para “derribar” aquilo que não frutificava para Deus. Da mesma forma, o Senhor deseja arrancar tudo aquilo que não O glorifica em nossa vida. O machado não servia apenas para cortar, mas  para talhar a árvore. Naquele caso específico, era preciso um corte profundo na raiz da alma, ou seja, era preciso uma mudança profunda que só viria através do arrependimento de pecados e a morte espiritual através do batismo nas águas.  Devido a urgência do arrependimento e conversão, João pregava uma palavra forte e direta, pois o Messias viria para Seu Povo.
Não havia tempo para João ministrar cursos de batismo, como acontece hoje.  As palavras de João era:

Produzi, então, frutos que demonstrem arrependimento. E não comeceis a cogitar em vossos corações: ‘Abraão é nosso pai!’. Pois eu vos asseguro que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão.”  (Lucas 3:8)

Vemos que a palavra “produzi” denota uma ação presente de transformação diante de uma religiosidade que entendia que nada precisava ser feito e se justificavam pelo patriarca Abraão. Mas o que de fato João pregava era um arrependimento genuíno.

Certa vez ouvi essa frase:

Arrependimento não é quando você chora, mas quando você muda.

E realmente essa é uma verdade.. O arrependimento genuíno nos leva a uma transformação verdadeira . E isso vai além das emoções, mas está baseada em profundas transformações no modo de pensar, agir e falar.

João Batista queria dizer que era necessário arrependimento genuíno e uma vida de frutos. Começava pelos frutos de arrependimento e se estendia pelas demais obras na vida do pecador.  Não há como nascer de novo em Cristo se não morrer para este mundo. Não há como crescer FRUTOS em Deus se existe uma árvore cheia de frutos podres em nossa vida. É preciso DERRUBÁ-LA !!!.

Retirando a Árvore Improdutiva

Muitos podem achar essa questão de derrubar ou mesmo do “podar de Deus” algo doloroso, mas é preciso entender que é necessário “retirar algo improdutivo” que nos acostumamos a cultivar em nossa vida e fazer nascer frutos que permaneçam.

Jesus mesmo disse: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. (João 15:16)

Devemos entender que o nosso chamado é para que frutifiquemos e demos bons frutos. Não apenas frutos, mas “bons frutos”, ou seja, algo que valeu a pena ter plantado.

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus 7:17-20) 

Normalmente assimilamos a primeira parte deste versículo que fala sobre bons frutos, mas quando chega a parte que fala de árvore má , de seus maus frutos e o destino desta árvore que é o fogo muitos desconversam. Porém, este acaba sendo o destino daqueles que acabaram fazendo apenas a sua vontade e não a de Deus.  Não há como uma árvore boa dar maus frutos e vice-versa.

Quando Cristo fala isso, ele cita  a hipocrisia, a religiosidade e a vontade humana egoísta como os principais impedimentos. Também fala sobre ter cuidado com falsos profetas cujos frutos e obras não são reconhecidas diante de Deus.

Na parábola da figueira sem folhas, muitas pessoas não entendem porque Jesus amaldiçoou aquela árvore (Mc 11:13).  Diz a palavra de Deus que aquela árvore de longe tinha folhas, mas quando viu-se de perto não se achou nenhum fruto.  Aliás o livro de Lucas fala da parábola de  uma figueira plantada na vinha que há 3 anos não produzia fruto.  A recomendação foi essa:

Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? Lucas 13:7 

Ocupar a terra inutilmente pode ser uma palavra forte, mas é a mais adequada para aqueles que desejam apenas para as árvores que desejam fazer sombra, ou seja, para crentes estagnados que não possuem obras permanentes em Deus.

A nossa vida cristã também precisa frutificar. Jesus procura frutos em nossas vidas. Por isso a pergunta que fica é:

Como tem sido os nossos frutos ?

Enfim, essa palavra não seria para os não cristãos, os não convertidos que necessitam de arrependimento, mas aqueles cristãos nominais que professam a fé , mas que não praticam  e cujas obras são folhas e não frutos, mesmo que aparentemente fazendo a vontade de Deus (Mt 7:22).

Precisamos estar Nele, ou seja, na videira verdadeira, para que possamos frutificar para o Reino de Deus. Não apenas fazer para Ele, num ativismo religioso, mas estar Nele em intimidade e amor.  Muitos acreditam que o fato de fazer para Deus, mesmo não sendo Sua vontade nos justifica diante Dele e nos dá acesso a Eternidade na Sua Presença.

Frutos da Compaixão

Jesus foi bem claro, pelo fruto conhecereis… Nem todo que dizer Senhor..Senhor entrará no Reino dos Céus (Mateus 7:20-23).

João Batista disse que o Machado está posto na raiz, ou seja, que o Senhor está pronto para cortar aquilo que não produz bons frutos.  Cita os frutos de compaixão de dar a quem necessita ( Lucas 3:11;1 Jo 3:16). Como na parábola do bom samaritano precisamos demonstrar esse fruto a cada dia com nosso semelhante sendo ele de qualquer crença, língua ou nação. (Lc 10:33).  O Senhor não faz acepção de pessoas, nem de pecados (Atos 10:34).
Aliás, em Lucas 13, antes de Jesus falar da parábola da figueira infrutífera,
os judeus citaram para Ele os 18 galileus mortos na Torre de Siloé.  Muitos daqueles ouvintes judeus entendiam que eram pelos seus pecados que aqueles “homens pecadores” haviam morrido.  Só para esclarecer..a Galiléia embora em grande parte judaica , era conhecida desde os tempos do profeta Isaías como a “Galiléia dos Gentios”, lugar onde haviam muitos pagãos (Is 9:1;Mateus 4:5).  Em razão disso, eram tido como pecadores natos pelo povo judeu da época. Aliás, havia um certo preconceito regional quanto a alguém vindo daquele lugar (João 7:52).

Na verdade, os judeus achavam que sua religiosidade iria livrar de suas transgressões. E assim também pensam muitos cristãos nominais que pelo fato de terem confessado Jesus algum dia estão imunes da condenação vindoura e de estarem com acesso a Deus. Muitos, em em razão disso,  costumam julgar os pecadores em todo tempo acreditando que tudo que acontece a eles é punição de Deus, esquecendo que também somos passíveis a errar e que o juízo começara pela casa de Deus. (1 Pd 4:17).

Precisamos entender que a morte não é punição para quem vive a Verdade que está em Cristo Jesus. Seremos punidos igualmente aos ímpios se não estivermos segundo a vontade do Eterno.

Amados, somos justificados pelo precioso sangue precioso de Cristo, que nos lava de nossos pecados.  Só conseguiremos  ter “frutos em Deus”, quando praticamos Sua Vontade , vivendo em temor e arrependimento.  O arrependimento é o início de uma vida cristã, mas também uma prática que mantém o cristão em uma vida santificada em justificada em Deus.  Se quisermos frutificar precisamos nos arrepender de nossas falhas não somente na confissão de fé em Jesus quando O aceitamos, mas ao longo da nossa trajetória com Cristo.  O fato de sermos cristãos não nos livra de pecados, mas o fato de reconhecermos eles , ou seja, de nos arrependermos como disse João.

Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, {Deus aí está} fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade. Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10).

Paulo enfatiza isso dizendo:

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. (Romanos 7:14,15)

Precisamos entender o processo do “corte de Deus” enquanto estivermos nessa vida, para que não venhamos a perecer no dia do Juízo como aqueles que não creem Nele,

Jesus “esclareceu” isso plenamente dizendo:

E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?
Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.
(Lucas 13:2,3)

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Anseio pela Presença – Você tem buscado?


Cura-efficace-kades-1-e1467104976746O Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água;
Para ver a tua força e a tua glória, como te vi no santuário.
Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.
Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.
A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios, Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite. (Salmos 63:1-6) 

Será que de fato tenho ansiado pela Presença de Deus ?
De fato tenho profunda sede de viver a vida de Deus em mim?

O salmista, afirma que a alma dele tinha profunda sede; a carne dele desejava muito ,pois estava em terra seca e cansado, pois não havia “água”.
O desejo do salmista era que sua alma estivesse farta de gorduras como de tutano.

Não dá para se expressar com louvores a Ele se nossa alma vive seca. É necessário que a alma esteja farta, ou seja, cheia de alegria de Deus.. e só poderemos obter isto na verdadeira comunhão e intimidade com o Senhor.

Não existe outra forma de se fartar das delícias do Pai. Maria (a pecadora) esteve sempre procurando momentos para estar a sós com Jesus, por certo ela compreendeu que só seria preenchida se estivesse com Ele. Por isso não perdeu as “oportunidade” para falar e ouvi-lo. É preciso também dedicar-nos a ouvi-lo

O Salmo 63 nos traz o ensinamento da verdadeira satisfação :

1- O alvo –  Deus – vs 1-4
2- A esperança da satisfação – Alma farta (vs 5-7)
3- O caminho da satisfação (vs 8-11)

Quem em Deus se satisfaz não corre atrás de prazeres deste mundo (1 Jo 2:5-17)

Meditação – Deus é meu alto refúgio.. somente Nele confiarei

Damares Neres – Janeiro 2014

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Damares Neres Santos é líder de intercessão, oração e adoração do Ministério com Cristo e da  Missão Com Cristo. Lidera o PAGA (Ministério de Intercessão) e a Casa de Oração de Itabuna

 

 

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Levou-me a Casa de Banquete (Especial Dia dos Namorados)


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Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor. (Cânticos 2:4) 

 

Quando falamos em banquete, o que lembremos ?

Certamente, muitos responderiam que é o lugar aonde nos fartamos em comidas,bebidas e delícias. De fato, o conceito de banquete envolve mais do que isso,  mas uma refeição solene, especial, pomposa e com um grande número de convidados.

O ato de levar alguém para um banquete, mostra a disposição de um homem apaixonado de levar a sua amada para um lugar agradável onde existe o desfrute do amor em sua essência. Quando você convida alguém especial, que no caso,  para sair você não levará essa pessoa para qualquer lugar, mas para um lugar propício para a ocasião.

O livro de Cantares no capítulo 2 nos conta a história do Rei Salomão e sua amada Sulamita.  O mais interessante desse casal é que ambos possuiam algumas similaridades interessantes:

1) Era um casal que tinha uma intimidade extraordinária – Vemos que tanto o Rei, quanto sua amada, possuiam uma intimidade extraordinária, ou seja, algo excepcional, raro, incomum aos padrões de relacionamento.  Um casal que não se adequava ao costume geral de muitos casais, pois neles o romantismo era intenso. O romantismo de ambos exacerbava no amor mútuo.

2) Era um casal que não vivia na monotonia – Há casais que iniciaram em romantismo, mas acabaram terminando seus relacionamentos , pois faltava-lhes sair da rotina de afazeres e das preocupações do dia a dia.  Salomão não esquecia dos detalhes, antes pelo contrário, ressaltava as virtudes da amada. Há pessoas que só conseguem enxergar os defeitos do seu parceiro ou da sua parceira. Vemos muitas vezes as expressões em Cantares como por exemplo:  O meu amado é como… a minha amada é como..
Isso mostra que eles se enchiam de elogios e isso alimentava o relacionamento deles

3) Um casal que se respeitava mutuamente – Além dos elogios havia muito respeito de ambos. Vemos no livro de cantares expressões como: “Ó amado da minha alma”.. “mais formosa entre as mulheres”.. “querida minha”, “amado meu”..”Formosa minha” .Estas são algumas dessas expressões que permeiam esse livro mais íntimo e romântico das Escrituras e que nos serve de base para nossos relacionamentos conjugais. Eles eram respeitosos e resolvidos como casal, não dando brecha a ação do inimigo em suas vidas.

4) Era um casal de paz – Tanto o nome Salomão e Sulamita significam em sua etimologia respectivamente paz e pacífica(perfeição). Nesse caso, não eram apenas seus nomes, mas suas atitudes que demonstravam essa certeza.  Era um casal onde o ódio não imperava. Não havia lugar para acusações ou desrespeitos com objetivo de se vingar ou desvalorizar o conjuge. Digamos que não havia meninice no relacionamento deles, mas a paz reinava no lar. Quando cito isso, não digo que o relacionamento em tudo vai resultar em  paz, mas o diferencial é que um relacionamento conjugal saudável não é invadido,nem se deixa ser tomado por essas circunstâncias contrárias.

5) Um casal que tinha liberdade em amor (não se coagiam) – O ato de levar alguém a algum lugar sem consentimento não os constrangia, bem pelo contrário, antes gostavam de ser levados um pelo outro pelo outro em amor. Neles não havia coação, forçassão de barra como se diz. Ambos tinha a liberdade de ir e vir sem irresponsabilidades e ciúmes exagerados. Há casais cujo dominação e sentimento de posse acaba sufocando o relaciomento.  No relacionamento de Salomão e sua amada, não havia formalismos, superficialidade no relacionamento, mas uma espontaneidade apaixonante de um para com outro.  Não eram apenas palavras, mas atitudes de amor.
Eles ansiavam pelo amor , um pelo outro não se coagiam entre si. Era um pertencimento mútuo, ambos tinha senso de pertencimento numa só carne.  Vemos declarações como : Leva-me após ti… Leva-me a sala de banquete. Nesse caso, esse banquete não era apenas algo romântico, mas algo que envolvia a realeza, ou seja, não era um banquete qualquer, mas um Banquete Real entre o Rei e sua amada.   Quando falamos em banquete real falamos do melhor em todos aspectos. Precisamos aprender a fazer o melhor em nossos relacionamentos e não somente o trivial e o que todos fazem.  E isso não está relacionado a condição financeira, mas uma disposição de fazer feliz o seu conjuge..o seu amado.

6) Um casal que se completava – Era um casal que se completava, pois creio que deveria haver neles muitas diferenças, mas as diferenças culturais não impediam que seu relacionamento fosse impedido. Segundo relato bíblico, Sulamita era uma mulher de cor negra e Salomão um homem de origem judaica, ou seja, não havia preconceito nesse relacionamento. O interesse é que embora houvesse diferença, o que predominava naquele relacionamento era as virtudes de ambos.  Havia um anseio de ambos de se relacionarem e se completarem.  Não havia jogo de interesses, nem outras pessoas envolvidas. Tanto Salomão, quanto Sulamita enfatizavam que se amavam e se preferiam.
Esse relacionamento era repleto de juras de fidelidade, cartas poéticas e delcarações de amor.

Aliás nunca se ouve tanto a palavra amado, amada e amor como nesse livro. Um versículo especial me chama atenção, pois mostra a diferença entre o amor verdadeiro e o amor falso. Diz assim a palavra de Deus:

Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam. (Cânticos 8:6,7)

Este versículo fala de uma intensidade de um amor verdadeiro, que nem o tempo, as circunstâncias e todo tipo de ocorrência negativa poderiam apagar. Sulamita compara o ciúme (amor falso) duro como a sepultura, fadado a desaparecer com a morte
Porém cita o amor verdadeiro como algo para sempre. Ela fala sobre acima de tudo de um amor Eterno, que não vem apenas de um sentimento, mas Daquele que é amor, ou seja, o próprio Deus (1 João 4:8).  Quando a Sulamita cita de um amor mais forte como a morte, ela fala um amor que vai além do sentimento, mas um amor incondicional, quase sacrificial. Embora não seja citado o nome do Senhor nesse livro, entendemos que só podemos amar dessa maneira e realizar todas essas coisas se tivermos Deus em nossas vidas.  Um amor que completa o nosso ser e que vai além de uma paixão repentina.
Esse relacionamento entre Salomão e Sulamita mostra trambém a tipificação de Cristo e a a Sua Noiva. a Igreja. Não é por coincidência, mas a Igreja Cristã teve sua origem nos gentios, ou seja, num povo não judeu, como era a Sulamita.  Este Noivo (Cristo) se entrega totalmente a Sua Noiva em sacrifício e por fim irá buscar Sua noiva para suas Bodas para se deliciar com Ele na Eternidade . (Mateus 25:1-13;Efesios 5:25-27; Ap 19:7-9 ; 21:2-3) . Como diz o salmos 16:

Far-me-ás conhecer a vereda da vida: Na tua presença há plenitude de alegria; Na tua destra há delícias para sempre. (Salmos 16:11)

7) Um casal que se amava de verdade – Quando um casal se ama de verdade, esse amor transborda os limites do próprio relacionamento e atinge outras pessoas.  Quando a esposa fala de estandarte, ela cita uma bandeira.  O amor de fato é uma virtude indispensável para aqueles que desejam viver em paz.   A bandeira representa e identifica uma nação ou povo era como se fosse a marca de uma nação.
Quando se fala em bandeira sobre nós, fala de uma marca, de uma característica forte sobre aquele casal, ou seja, o amor. O amor traz em si as virtudes do bem, como a confiança, a compreensão, o cuidado,  a cumplicidade e a mutualidade. Nele há sentimentos românticos como o carinho, o afeto e desejo de fazer o outro feliz.
Aquele casal possuia ingredientes de um belo relacionamento, pois como vimos em Cantares eles diariamente plantavam um sentimento  uma para com outro saudável.
Esse sentimento não vinha apenas num aniversário de casamento ou numa  data festiva como hoje, no dia dos Namorados, mas era regada todos os dias.  Eles saiam da rotina todos os dias por isso foi um relacionamento próspero.

A história de Salomão e sua Sulamita nos inspira a vivermos uma vida conjugal e de amor diferenciada daqueles que estamos acostumados. Precisamos aprender com eles,
a viver um amor pleno que começa através de um relacionamento profundo e sem reservas com Deus.

Também em razão disso, nós como Noiva do Senhor precisamos aprender a viver em Intimidade com o Noivo.. Jesus…  Precisamos nos despir da hipocisia e religiosidade e
deixar fluir em nós o amor e a intimidade com  Deus para que as pessoas possam se espelhar em nosso amor e amar o Senhor da mesma forma.  Como num banquete real, os convidados precisam ficar impactados com a festa do amados.  Por isso precisamos dar o nosso melhor para nossos amados conjuges .
Precisamos como noiva do Senhor dar o melhor para Deus para que as pessoas possam acreditar no verdadeiro amor num mundo repleto de falsos amores.

Meu desejo que o nosso amor aos nosso conjuges seja referência como foi do
Rei Salomão com sua amada..

Amém

* Casamento da Mariana e do Rodolfo
Local: Lo Spaldino – Toscana, na Itália: http://lospadino.com/ 
Fotografia: Raphael Lucena – http://www.rapluc.com/

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Envolvidos pela Adoração – O dia que Deus encheu a Casa (parte 1)


O dia que Deus encheu a casa_thumb[2]E aconteceu que, quando eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam, para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao Senhor; e levantando eles a voz com trombetas, címbalos, e outros instrumentos musicais, e louvando ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre, então a casa se encheu de uma nuvem, a saber, a casa do Senhor;
E os sacerdotes não podiam permanecer em pé, para ministrar, por causa da nuvem; porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus. (2 Crônicas 5:13,14)

Sabe, amados, a momentos em nossa adoração a Deus trancende o lugar que estamos e se manifesta no lugar que o Aba deseja habitar que é no nosso coração e na nossa vida.
As Escrituras mostram no livro de Crônicas que tendo Salomão convocado o povo de Israel para oferecer sacrifícios ao Senhor, a Glória do Senhor encheu a Casa.

Gostaria de compartilhar alguns princípios interessantes referentes a esse fato:

1) A Glória de Deus se manifestou em pessoas dispostas a dar o seu melhor.

O interessante desse relato é que a Presença de Deus só se manifestou após a Casa de Deus receber os tesouros de Davi que era o ouro e a prata.    A Casa de Deus estava, então, pronta para receber as coisas que Davi havia consagrado. O significado do ouro e prata vai além do valor que ambos possuem, mas possui um conceito espiritual daquilo que era precioso para Deus, do melhor material, daquilo que tinha valor, tanto a nossa vida, como aquilo que oferecemos a Deus.

O salmista diz:

Tributai ao SENHOR, vós, filhos dos poderosos, rendei ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu Nome. Adorai ao SENHOR, por causa do esplendor da sua santidade. (Salmos 29:1-2)

Amarás o SENHOR, teu Deus, com todo o coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças (Dt 6:5)

Diz as Escrituras que além daquele material consagrado a Deus, o Rei Salomão e toda a congregação se reuniram diante da Arca sacrificando ovelhas e bois tão numerosos que não se podia contar (2 Cr 5:6).

Acredito com isso que o Senhor não deseja apenas o “material consagrado” , ou seja, aquilo que somos , mas uma vida em consagração, muito daquilo que temos a oferececer em louvor a Ele com nossas ações e atitudes.  Entendo, com isso, que precisamos dar o “melhor” ao Rei se quisermos estar envolvidos pela Sua Presença

2) Tinham disposição de dar a Glória devida ao Seu Nome

Outro fato interessante é que nessa ocasião Salomão congregou em Jerusalém todos os anciãos de Israel, e todos os chefes das tribos, os chefes dos pais entre os filhos de Israel, para fazerem subir a arca da aliança do Senhor (2 Crônicas 5:2) .
A arca de Deus era o símbolo da Glória do Senhor.  Quando damos a glória devida ao Seu nome, ou seja, um louvor que vai além daquilo que entendemos, achamos ou gostamos , a manifestação da Glória do Senhor é algo bem presente em nossa adoração.  Quando o glorificamos com nosso louvor , Sua Glória se manifesta abudantemente. Isso não se manifesta apenas num culto público, mas em qualquer lugar. O grande problema é que queremos enquadrar Deus em nossas programações, mas não deixamos que ele programe as nossas ações.  Precisamos entender que Deus não quer apenas a glória do “nosso louvor” , mas que sejamos o louvor da “Sua Glória”.  Há pessoas que buscam a glória de si e não a glória de Deus.  Quando fizeram subir a Arca , já havia um lugar preparado para ela.  Isso mostra que devemos estar preparados para que a presença se manifeste em nossa vida. (Ex 19:10-12)

Quando eles fizeram subir a Glória de Deus que estava na Arca, estavam reconhecendo que estavam buscando a Glória manifesta de Deus.  Aqueles homens estavam naquele lugar , adorando ao Senhor para lhe render glória.

Como diz a palavra de Deus:

Cantai a glória do seu nome; dai glória ao seu louvor.Salmos 66:2

E cantarão os caminhos do Senhor; pois grande é a glória do Senhor. Salmos 138:5

….. fazei tudo para glória de Deus” (1Co 10.31).

3) Estavam dispostos a adorar a Deus juntos e numa mesma voz.

Quando os sacerdotes saíram do santuário , após se santificarem, eles seguiram juntos para adorar ao senhor. Segundo as Escrituras, eles não respeitaram seus turnos.
Como sabemos, os sacerdotes eram responsáveis pelos turnos de adoração no tempo, mas segundo o relato bíblico eles não se importavam com a divisão que pertenciam (2 Cr 5:11 versão NVI).  Todos os adoradores louvavam em uníssino, ou seja, com o mesmo som ou na mesma linha melódica.

Um dos grandes impedimentos do fluir de Deus e da Sua Santa Presença em meio ao seus é a questão da unidade.  Muitas pessoas, congregações e Igrejas não tem desfrutado da Presença gloriosa de Deus pois vivem ainda na individualidade e no egoísmo.
Imagine você indo a uma orquestra e cada um começa a tocar seu instrumento ao seu bel prazer.  Provavelmente aquilo seria terrível aos nossos ouvidos, não é mesmo ???
Logo, iríamos notar a falta de harmonia e cumplicidade daqueles que músicos.  Aliás, palavra acorde, fala de canção de três ou mais notas, mas também significa “acordo” e harmonia. Poderíamos questionar se tivessem ensaiado, mas a falta de ensaio não justifica a falta de disposição de adorar em unidade.
Infelizmente no que tange a adoração ao Senhor, há muitas pessoas que adoram a Deus como se estivessem num velório ou culto fúnebre. Outras  entoam um cântico ao Senhor, mas o coração está bem longe.  Há tempos atrás estava numa dessas congegações, onde a Presença de Deus parecia estar bem longe. Lembro que  cantavámos aquela famosa canção de comunhão chamada “Corpo e Família” que diz:

“Somos Corpo e assim bem ajustados.. Totalmente ligados.. Vivendo em amor.. Uma família..Eu preciso de ti.. querido irmão…”

Outra canção que pode testar a comunhão e unidade de um lugar é aquela que  diz: “Como é precioso irmão estar bem junto a ti”.  

Essa canções costumam-se normalmente cantar juntos, com mãos dadas, abraçados , alegres e  numa cumplicidade de olhos e sorrisos.  Mas naquele lugar as pessoas cantavam para si , imobilizadas, sem sorriso ou qualquer reação de afeto.  Pude perceber que a falta de comunhão foi confirmada naquele numa simples canção.
Que coisa triste !!!  Não sei se aquela falta de comunhão era ocasional ou constante naquele lugar, porém sei que o clima no culto não era dos melhores.

Enfim, sem se deter nos juízo de valores, o fato é que a falta de unidade não traz nenhum benefício a Igreja do Senhor.

Jesus mesmo disse:

Eu lhes tenho transferido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos: Eu neles e Tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. (João 17:23). 

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
(Mateus 18:20)

O interessante é que muitas vezes onde o povo de Deus se reúne para um ajuntamento solene, a manifestação poderosa de Deus ocorre.  A unidade e naquele caso, a adoração
em um só som mostrava que o Senhor preza pela unidade de seus filhos. A falta de unidade não traz aperfeiçoamento a Igreja como diz a Palavra de Deus.
Efésios 4: 12-13 diz que esse aperfeiçoamento traz maturidade espiritual, não vivendo como crianças.  Hebreus 13:21 que é o Senhor que aperfeiçoa para realizar a Sua vontade.  Romanos 14:19 diz que devemos nos esforçar para promover tudo que nos leva ao aperfeiçoamento mútuo.

De nada adianta adorarmos a Deus, cada um por si, se não procuramos viver e adorarmos juntos ao Senhor. A Palavra do Senhor diz que o Senhor responde e a glória do Senhor se manifestára e estará nos envolvendo. Mas muitas vezes nossa motivação em adorar a Deus é egoísta. Jejuamos e adoramos ao Senhor mas são para motivos pessoais (Is 58:4-10) Diz também as Escrituras que a mão de Deus não está encolhida, mas as nossas iniquidades fazem separação entre nós e Deus: (Isaías 59:2)

Por isso, o exemplo daqueles israelitas no templo, orando e adorando ao Senhor em unidade nos faz refletir sobre a forma agradável de adorar ao Senhor.  A Presença da Glória de Deus se manifesta em corações tementes a Ele e não em egoístas.  E assim como as criaturas celestiais (anjos) adoram ao Senhor num só tom e em unidade devemos assim proceder (Ap  4:8-11 ; 7:11-12)

A Glória de Deus é manifesta quando buscamos andar e adorar juntos e saber que não somos filhos únicos, somos “irmãos”, filhos de um mesmo Pai.   Numa família de muitos filhos iguais ao Pai.

Como diz a palavra:

Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre. (Salmos 133:1-3)

 

Continuação na parte 2

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Nunca deixe calar a sua voz profética (parte 1)


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Com certeza Adonai, o SENHOR Soberano, não realizará nada sobre a terra sem primeiro revelar os seus desígnios aos seus servos escolhidos, os profetas. Ora, o leão rugiu, quem não temerá? Yahweh Adonai, Deus Soberano, falou, quem não profetizará as suas palavras? (Amós 3:7-8)

Sabe amados, quando verdadeiramente o Senhor libera Sua voz, ou seja, quando Sua Palavra profética é proferida ,muitas vezes, não agrada todo mundo, mas cumpre o propósito pela qual foi designada.

Como está escrito:

Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.
(Isaías 55:11).

Quando falamos de palavra profética entendemos que o conceito bíblico para profetizar é edificar, exortar e consolar. (1 Cor 14:3-4).

E há momentos que a  palavra profética se torna uma “sentença pesada” para aqueles que ouvem. A palavra se torna amarga e pesada para aqueles que  se recusam a aceitá-la.
Escrevi muito sobre isso num outa outra mensagem que se chama sentença pesada.

Quando Jeremias começou seu ministério profético a chamado do Senhor na sua vida foi com a seguinte sentença:

Não temas diante deles; pois eu seu contigo para te livrar, diz o Senhor. Então estendeu o Senhor a mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares; e também para edificares e plantares.” (Jeremias 1:8-10)

Vemos nitidamente que Deus havia chamado o profeta para falar tudo que o Senhor queria dizer as nações de perto (Judá e Israel) e de longe (Egito, Assíria, Moabitas,Edomitas e etc..)

A expressão arrancar, derribar (destruir e arruinar ) edificar e plantares são semelhantes ao objetivo profético que é admoestar, exortar, edificar e consolar,
mas também de trazer juízo e esperança para algum lugar.

Muitas vezes quando a palavra profética  é liberada e proferida , elas servem  para admoestar ou para consertar algo. Em certos casos o juízo de Deus  é algo tão iminente, mas pela falta de temor ,pela dureza de seus corações e  por  não crerem na palavra proferida muitos acabam se perdendo. A palavra profética quando verdadeira vem para um fim proveitoso, mas são poucas as pessoas que aceitam isso.

As Sagradas Escritiras estão recheadas de casos,  onde muitos tentaram calar a voz profética. Muitos governantes, religiosos, líderes dominadores  se levantaram e tentaram calar essa voz vinda de Deus, através de intimidações, mentiras e fortes provações.  Digamos que toda potestade se levanta para tentar calar a voz profética.

Toda essa repreensão acontece contra a palavra profética. E  tudo isso porque as pessoas estão mais acostumadas a palavras proféticas que os confortem daquelas que os confrontem.  Muitos confundem a palavra profética genuína com a palavra de bajulação. Escrevi isso em dois artigos – O perigo da bajulação e o perigo da bajulação profética.

Por isso, o preço que é pago pelos profetas acaba sendo grande, assim como a responsabilidade de transmiti-la. Assim foi com Jeremias, seu contemporâneo Micaias ,  João Batista, com outros profetas e claro com Jesus.  Todos esses pagaram o preço de uma palavra exlcusiva da parte de Deus que independia do conceito religioso ou governamental da época. Todos esses pagaram o preço de ser boca de Deus na Terra e se levantar contra toda a corrupção moral e afastamento de Deus que existia.

Mas entendo, amados, que o profeta precisa ir adiante na convicção da palavra que Deus dá.  O temor e o tremor a Deus e não aos homens deve ser o norte para que a palavra profética seja liberada e cumpra seu desígnio. Como disse Jesus:

O que eu lhes digo na escuridão, falem à luz do dia; o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos telhados. Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno. (Mateus 10:27,28 )

Por isso, Deus permite desertos, cavernas, calabouços, covas,  prisões e cruzes para que aprendamos com Ele e sejamos Um com Ele.  Deus deseja , acima de tudo, que sejamos a Sua voz aqui na Terra.

Como disse certa vez:

“O verdadeiro profeta não tem medo de retalhação humana , mas de desagradar a Deus. Ele não se conforma com a mentira, mas preza em pregar a verdade. Não procura seguidores, eles o seguem naturalmente. Ele fala da parte de Deus e não procura seus próprios interesses. Ele busca viver no secreto , pois é no secreto que Deus se revela a ele.”

Mas, queridos, como diz a Bíblia, A Palavra de Deus não volta vazia, mas cumpre o propósito pela qual foi designada.(Is 55:11).

A palavra profética quando liberada não se resume a tempo ou instrumento. Acredito que  mesmo depois da morte do profeta , o leão ainda pode rugir, ou seja, o  cumprimento profético se cumpre, como vemos ainda hoje o livro de Apocalipse de João,

Por isso não deixemos nos calar,por qualquer circunstância, ameaça ou dor, aquilo que o Senhor pediu para falar , fale, fale mesmo… clame a plenos pulmões e ruja, em nome do Senhor

Amém

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Série de Estudos : Atitudes e Ações de Louvor – Yadah



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Yadah – 
Isto significa mostrar reverência ou louvor com as mãos estendidas. As imagens de palavras associadas com as palavras-raiz para este tipo de louvor é  “atirar uma flecha” ou “atirar uma pedra”. Significa literalmente estender as mãos, disparar e  colocar para fora suas mãos como uma flecha ou seta.

Essa atitude expressa entrega, agradecimento e gratidão

Então, yadah é onde temos a idéia de levantar as mãos em louvor e adoração quando estamos na igreja, no carro, em nossas casas, ou onde quer que possamos estar adorando a Deus.

Dê graças (yadah) ao Senhor, porque a sua benignidade é eterna. (2Chr 20:21)
Assim te abençoarei enquanto viver; Eu irei (yadah) levantar as minhas mãos em teu nome. (Salmo 63: 1)

As Escrituras para referência: Salmo 42: 5, A Dedicação do Templo em 2 Crônicas 7 usa esta expressão de louvor (visualize levitas soprando as trombetas e chamando todos para adorarem e a “louvarem” que todo mundo está expressando é através de pé e levantando as sua mãos) .

Então, quando compartilhamos isso com o nosso povo, conseguimos que eles visualizem uma criança pequena que quer ser apanhada. Eles estendem suas mãos bem acima de suas cabeças em um sinal de rendição e desejo de ser mantido. Você também pode usar a imagem de lançar ou disparar o seu louvor exteriormente a Deus, em vez de segurá-lo por dentro,  tendo o seu povo levantando ou estendendo as suas mãos.

Yahad significa então  uma entrega profunda a Deus e um coração que deseja prestar uma homenagem a Ele.

Oh, que os homens louvem (yadah) o Senhor pela sua bondade, e pelas suas obras maravilhosas aos filhos dos homens. (Sl 107: 15)


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O Pr Bryan Kizer fundador do ministério Como Cristo NWA disse algo interessante sobre Yadah e levantar as mãos:

Gostaria de tomar um momento para perguntar-lhe quando é a última vez que você tomou a decisão de levantar as mãos em nome de Jesus?

Por que é que quando estamos assistindo a nossa equipe de futebol favorita na televisão, não temos problema em levantar as mãos quando nossa equipe faz  gol  ou  quando um goleiro defende um pênalti, mas novamente quando estamos na igreja alguns de nós mal consegue colocar nossas mãos para fora de nossos bolsos?

Escute, eu não estou em lugar algum para julgar a maneira como alguém adora a Deus. Eu percebo que as pessoas vêm de diferentes origens, e talvez congregações onde abertamente louvando e adorando a Deus pode ser desaprovada. Eu estive nesses lugares, e francamente eu não podia realmente esperar para sair.

Amigos, eu não sei sobre você, mas eu sei muito bem o trabalho que Deus tem feito em e através da minha vida desde que eu tomei a decisão de abraçá-Lo completamente e parar de fugir Dele. Então, quando é hora de louvar e adorar a Deus … Eu não posso simplesmente sentar em minhas mãos e não me permitir ficar clamorosamente tolo e levantar minhas mãos para adorá-Lo se estou na igreja, em casa ou no meu carro.

Quantos de vocês sabem que quando levamos as mãos para Deus significa duas coisas. Um, que nós amamos a Deus, e que não temos vergonha de adorá-Lo. Dois, é um sinal de nossa rendição a Ele como Senhor de nossas vidas. Quando elevamos nossas mãos em louvor, estamos afirmando que não estamos envergonhados de Deus nem admitir que o amamos, e também estamos confirmando que estamos rendidos a Sua Senhoria sobre nossas vidas.

Lembre-se de que Jesus disse que se estivermos envergonhados dEle diante dos homens Ele se envergonhará de nós quando estivermos diante de Deus em um momento em que o último lugar que queremos que Jesus se envergonhe de nós é quando estamos diante de Deus. Eu não sei sobre você, mas eu não quero que Jesus se envergonhe de mim quando estou diante de Deus. Portanto, levantar minhas mãos para Yadah Ele não é problema para eu fazer.

E quanto a você? Você está muito envergonhado de Yadah o Senhor ou você gosta de mim? Você não está disposto a compartilhar que você está entregue ao Senhor, ou você quer que o mundo saiba que você percebe que não pode fazer nada sem Ele?

Conclusão:

Levantar nossas mãos em Yadah para o Senhor é provavelmente uma das formas de louvar a Deus que estamos mais familiarizados com o ver em nossas próprias igrejas ou sermões que você vê na televisão.

É simplesmente fazer exatamente como Salmo 63: 1 diz. Estamos levantando nossas mãos em louvor, adoração e entrega ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Outras referências: Salmos 100:4, 134:2, 27:1, 28:7, 33:2, 44:8 e 141:2.

Fontes: Blog Eduardo Torezani
  TWC – The Worship Comunity
               Rob Still
Bryan J. Kizer – Ministérios Como Cristo NWA

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Indo mais fundo em Deus (parte 2)


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Disse Jesus:
Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
(João 15:4-5)
Assim como a raiz está na profundidade da planta, se estivermos na profundidade do conhecimento de Deus frutificaremos muito, dando fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem, por um. (Marcos 4:20)

Porém se não estivermos na “profundidade”, mas apenas na “superficialidade” em Deus a consequência disso é tenebrosa. Diz a palavra do Senhor:
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. João 15:6

É claro que essa “profundidade” com Deus não virá da noite para o dia, mas de uma constante e diária intimidade com Deus através da oração, da leitura da Sua palavra, de atos de fé e obediência a Deus. A intimidade não virá somente para aquele que tem vontade, mas daquele que teme a Deus.

Como diz a palavra de Deus.
A intimidade é para aqueles que o temem, aos quais Ele fará conhecer Sua aliança (Sl 25.14).

Devemos entender que essa intimidade só virá se enxergamos nossa condição espiritual com mais clareza, e enxergamos espiritualmente se estamos ou não dando fruto, pois assim diz a palavra de Deus:

Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.( João 15:2).

Aquele que consegue enxergar sua situação e busca ser “podado” por Deus, esse está pronto para dar fruto. Muitos cristãos não amadureceram ainda, por que ainda não deixaram Deus trabalhar em suas vidas, tirando tudo aquilo que é excesso e que os impede de crescer.

É preferível estar Nele, cheio de imperfeições, mas reconhecendo seus excessos, pronto para ser limpo e frutificar do que “se achar” que está pronto, que já frutificou tudo em Deus, mas no final nas trevas ser jogado.

“Se abrirmos nosso coração para o Senhor deixando que Sua verdade e Sua vontade invada toda nossa vida, estamos em profundidade com Deus, porém se endurecemos nosso coração para verdade que nos confronta e acreditamos na mentira que nos conforta vivemos em religiosidade.  É melhor a verdade que confronta do que a mentira que conforta!”

Só iremos mais fundo com Deus se nos submetermos a Ele, ou seja, nos colocarmos abaixo Dele, para que no tempo certo Ele venha a nos exaltar. (1 Pe 5:5-6)

Jesus disse que aquele que se exalta será humilhado. E aquele que se humilha será exaltado. (Mt 23:12). É necessário para o servo de Deus ter um coração quebrantado e contrito, pois esse o Senhor não desprezará (Sl 51:17). Pois é nesse lugar que o Senhor habita (Is 57:15).

Aquele que sente sua condição espiritual, ou seja, que sente as suas misérias, que lamenta e chora buscando ser melhor em Deus este será recompensado.
E aquele que se humilha, se arrepende e se quebranta diante de Deus, este será exaltado. (Tg 4:10)

São as lágrimas do verdadeiro adorador que regam a semente, ou seja, a palavra enxertada em nosso coração. (Tg 1:21b). E são elas que fortificam as nossas raízes em Deus.

A palavra diz que aqueles que semeiam em lágrimas segarão com alegria. E aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo seus molhos. (Sl 126:5-6).

E são estes que frutificarão e irão mais profundo em Deus.
E só assim podemos declarar como o profeta Zacarias:

“A semente prosperará, a vide dará o seu fruto, e a terra dará a sua novidade; e os céus darão o seu orvalho, e farei que o resto deste povo herde tudo” (Zc 8:12).

Lembrem-se que o Senhor conhece nosso coração e nos sonda.  Creio que a Sua revelação em nossa vida será proporcional a intensidade da nossa busca por Ele.
Como diz as Escrituras:

Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmas as profundezas de Deus (1 Cor 2:10)

Quanto mais o conheçamos e prossigamos em conhecer, mas profundo em Deus seremos.

Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele. Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
(Oséias 6:1-3)

 

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