Pertencimento Espiritual


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Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus.
(Romanos – 7:4)

Na Roma antiga, segunda estudos, cerca de 30% da população era constituída de escravos (+- 2 a 3 milhões de pessoas) que pertenciam a uma pequena elite que não chegava a 2% da população.  Viviam a metade destes escravos nos campos e o restante nas cidades.  Quando Paulo escreve sua carta aos romanos, metade dos escravos de Roma eram cristãos e sabiam muito bem o que significava pertencer a alguém.
Em razão disso, muitas cartas de Paulo fazem esta relação  entre servo e seu Senhor.   

Em latim o escravo era denominado “servus” e era despojado de todo direito, sendo que  o dono possuía todos os direitos sobre sua ele,  inclusive sobre sua vida e morte.

 Paulo  quando escreve aos irmãos de Roma também usa a ilustração de uma mulher que está sujeita ao marido enquanto ele vive,porém morto o marido, esta viúva esta livre para ter outro  relacionamento. (Romanos 7:2)

Da mesma maneira, agora os cristãos romanos, estavam livres da Lei, por meio do Corpo de Cristo e não mais pertenciam a outro senão Aquele que ressuscitou, isto é, Jesus, o Cristo.

Sabe, amados, vivemos num tempo onde muitos crentes não entenderam ainda a quem servem , como servem e pra que fim estão servindo.  Muitos tem a Deus como seu Salvador e poucos possuem o entendimento Dele como o Senhor de sua vidas. Em razão disso, vivem de qualquer jeito na forma de pensar, falar e agir.  Há também muitos crentes piolho, ou seja, que vão pela cabeça dos outros , quer sejam líderes ou mentores.

Vemos que tanto o que vive dissolutamente, quanto os que são levados por homens e suas doutrinas não possuem um senso de pertencimento de Cristo. São cristãos nominais, mas
não crentes de fato.  Por esta causa, por não possuírem a marca de Cristo em seu coração acabam se desviando no propósito que o Senhor tem em suas vidas.

Como vimos anteriormente os escravos, ou seja, os servos iam aonde o seu Senhor mandava, sendo guiados pelo seu Senhor.

Contudo, se sois guiados pelo Espírito, já não estais subjugados pela Lei. (Galatas 5:18)

Porquanto o pecado não poderá exercer domínio sobre vós, pois não estais debaixo da Lei, mas debaixo da Graça! Súditos da Justiça pela Graça (Romanos 6:14)

Paulo ao falar aos romanos, mostrava que o Senhorio daqueles homens havia mudado não servindo mais a carne e a Lei que os condenava, mas a Graça de Deus.

E da mesma maneira que  a esposa se submetia e se sujeitava ao marido, o crente em Cristo
Jesus precisa se sujeitar ao seu esposo em tudo. E foi essa relação de escravo e senhor e de uma nova aliança entre uma mulher (viúva) e seu marido é que Paulo quis ilustrar.
Não basta dizer apenas Senhor, Senhor.. mas obedecer como diz as Escrituras:

E por que me chamais: ‘Senhor, Senhor’, e não praticais o que Eu vos ensino?
(Lucas 6:46) 

Nem todo aquele que diz a mim: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. (Mateus 7:21)

Por isso quando ouvimos a voz do Espírito em nosso coração e obedecemos nos tornamos Um com Ele. (João 17:20-21).

Precisamos discernir nesse tempo a quem estamos pertencendo:

Se a um sistema religioso baseado em mandamentos humanos ou se pertencemos a Cristo baseados na Sua Palavra.

Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens,Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. (Colossenses 3:22-24)

Pedro  disse aos apóstolos :

Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. (Atos 5:29)

Por isso, amados, precisamos entender a quem pertencemos. Esse pertencimento espiritual precisa ser “exclusivamente” do Senhor.

E vocês também estão entre os chamados para pertencerem a Jesus Cristo. (Romanos – 1:6)
Julgais as coisas pela aparência!… Quem se gloria de pertencer a Cristo considere que, como ele é de Cristo, assim também nós o somos. (2 Corintios – 10:7)

 

 

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Pepinos, Maná e os Primeiros Frutos (parte 3)


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E cessou o maná no dia seguinte, depois que comeram do fruto da terra, e os filhos de Israel não tiveram mais maná; porém, no mesmo ano comeram dos frutos da terra de Canaã. (Josué 5:12)

Como já foi dito nos estudos anteriores, Israel passou pelo estágio onde se alimentavam de pepinos (no Egito da escravidão) e Maná (no deserto da libertação). Mas diz a palavras que cessou o Maná e nesse mesmo ano eles puderam comer dos seus próprios frutos. O Senhor nos sustenta com Maná(Sua Palavra) nos desertos da vida até a chegada dos primeiros frutos

Vemos que o povo de Deus passou por 3 fases, sendo que a última, dos primeiros frutos é o resultado dos demais processos e a recompensa de viver na dependência de Deus.
Creio que a total dependência de Deus trabalha até a chegada do propósito de Deus em nossas vidas. Quando o Senhor libertou o povo do Egito, seu maior objetivo não era apenas aliviar a dor do Seu povo, mas dar-lhes descanso e os levar até o lugar que Ele tinha reservado. Vemos que o objetivo de terem sido libertos, de serem provados no deserto e lutarem antes os povos inimigos era para que chegassem até o lugar destinado por Deus. Nesse lugar desfrutariam da Terra e onde teriam descanso a toda a sua opressão.

Da mesma maneira no Éden fomos criados para lavrar e dominar a Terra, mas o fato de da humanidade ter se distanciado de Deus pelo pecado fez com que carregasse pra si uma carga pesada. Ao homem a pena de cansaço e suor para se sustentar e para mulher a dor ao gerar uma vida. Vemos que ele continuaram cultivando, mas havia uma disciplina a ser levada em decorrência de ter comido do fruto da desobediência.
Na nossa vida colhemos o que plantamos, quer por bem, quer por mal. A palavra diz que tudo o que o homem semear, isso também ceifará. (Gálatas 6:7).

Porém muitas vezes acreditamos que somos destinados sempre a sofrer e que andar com Deus e chegar ao propósito Dele em nossas vidas é algo inatingível. Acreditamos que nossos erros são tão imperdoáveis e para “vida eterna”. Pensamos  erroneamente e somos  levados a acreditar que somos merecedores a termos uma  vida derrotada.

Mas esquecemos que as misericórdia do Senhor é a causa de não sermos consumidos. A Bíblia é bem clara ao dizer:  O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. (Provérbios 28:13).   

Quando os espias foram observar a Terra, muitos acreditavam que isso era inatingível, pois haviam grandes obstáculos para alcançar.  E embora muitos que foram espiar aquela Terra, voltaram incrédulos e desanimados, o fato é que a fé de dois dentre os doze espias foi o suficiente para que eles possuíssem aquela terra.  Por 40 dias aqueles espias visitaram a terra e a a unanimidade era que lá havia muitos frutos. Segundo a Palavra de Deus quando subiram ao Vale de Escol cortaram um ramo de vide. Esse cacho e vara de uvas era tão bons e pesados que a vara onde estavam precisou ser carregada por dois israelitas (Números 13:23).  Vemos portanto que a Terra era fértil, o Senhor já havia dado ordem de conquistá-lo, mas faltava uma coisa importantíssima, a fé.

Na nossa vida espiritual  também acontece a mesma coisa, pois muitos não creem na esperança de um lugar especial e de uma vida Eterna. Como os espias incrédulos, muitas pessoas acreditam que esta é nossa única vida, por isso precisamos desfrutar da melhor maneira.  Quando o povo de de Israel saiu do Egito o propósito maior de Deus para aquele povo não estava apenas  sua escravidão,nem na sua libertação, mas na Terra prometida onde eles teriam “FRUTIFICAÇÃO”. Da mesma maneira como aconteceu no deserto, através do populacho, também haverá pessoas que serão usadas pelo Inimigo a nos impedir de chegarmos a esse propósito.

Creio que os primeiros frutos que precisamos plantar em nossa vida espiritual começa com os frutos do ARREPENDIMENTO. Eles devem ser as primeira sementes plantadas em nosso ser, pois envolve contrição, renúncia e mudança de atitude  (Lc 3:8).

Após isso  precisamos ser provados e frutificar em  nossa , pois ela  produz perseverança, como diz as Escrituras. (Tg 1:2-3).  A perseverança por sua vez produz um caráter aprovado que por fim produz confiança (Romanos 5:4).  A dependência de Deus trabalha até a fé ser firmada.

Além disso, precisamos desenvolver em nosso caráter o FRUTO DO ESPÍRITO que são o amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Gálatas 5:22

Enquanto estivermos nessa peregrinação aqui nesta Terra até o lugar que o Senhor preparou precisamos aprender a desenvolver essas virtudes.  Precisamos plantar sementes espirituais na nossa família,no nosso ministério , no Reino de Deus e onde quer que formos se  quisermos de fato , colher bons frutos nessas áreas.

É necessário que aprendamos a plantar antes de desfrutar. Muitos querem ser servidos com o melhor, mas não querem servir. Querem receber algo sem compreender o custo, o trabalho que envolve sem precisar dar algo. Os primeiros frutos só chegarão em pessoas que semeiam em Deus, que são plantados junto as margens das águas de Deus que no tempo certo dará seu fruto(Jr 17:8;Sl 1:3).

Jesus disse que Ele é a videira verdadeira e o Pai o lavrador. E aquele que permanece Nele (Suas Palavras) esse dará fruto (João 15:1-7).  Mas enquanto estivermos nessa terra precisamos frutificar até alcançar o lugar preparado para o descanso das nossas almas.
A Terra Prometida para os crentes será a Nova Jerusalém, um lugar celestial onde colheremos os frutos da Vida Eterna. (Ap 21:1;22:5)

E aí amado: Que estágio desses está sua vida ?

– Na fase dos peixes e pepinos que olhar para trás e tem saudade do mundo (Egito) ?
Que murmura nos desertos, que só pensa em si e tem mente de escravo ?

– Na fase do Maná, cuja dependência e provisão vem de Deus, mas sem ainda
o fruto da sua fé ?

Ou você já chegou na fase dos primeiros frutos onde você já está colhendo daquilo que
plantou em Deus  ?

A resposta só você pode responder, pois quem semeia para a sua carne, da carne colherá ruína; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna. (Gálatas 6:8)

Saiba

 

 

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Pepinos, Maná e os primeiros frutos (parte 2)


 

mana

Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.(Ex 16:4)

Segunda parte da palavra ministrada na Igreja Betesda em Itabuna dia 10.1o.2016

Há momentos na nossa vida que nada podemos fazer se não viver na dependência do sustento e provisão de Deus.  Foi assim como o povo de Israel onde o Senhor derramou por 40 anos o maná diário. Como foi dito no primeiro estudo o povo de Deus passou por 3 estágios distintos de alimento espiritual. No cativeiro egípcio viviam com os pepinos que era oferecido na escravidão. Mas quando forem libertos por Deus passaram a se alimentar do maná de Deus.

Vivenciando o Maná de Deus

Sabe, queridos, alguns anos atrás morei em  Florianópolis e literalmente passei por um deserto em minha vida neste lugar. A cidade era linda, mas a situação que me encontrava não propiciava que eu aproveitasse muito a beleza e a natureza daquele lugar. Nesse tempo, com poucos recursos que tinha pagava minha moradia, transporte e a alimentação. Só que a minha alimentação em muitos dias não passava de pacotes e mais pacotes de salgadinhos.  Durante muito tempo nem passava pela frente de uma banca daqueles salgados, pois logo me lembrava do tempo da minha necessidade e de como eu enjooei com aquele alimento.  Creio que este mesmo sentimento havia dentre o povo de Israel no deserto, pois o maná foi o alimento durante 40 anos. Porém foi nesse tempo de deserto que aprendi a viver na dependência de Deus todos os dias, andando não pelo que tenho, mas pela fé no filho de Deus. Hoje entendo que é melhor ser sustentado com uma comida mesmo que enjoativa do que morrer sem nenhum alimento. Aprendi também que o processo do deserto nos faz valorizar cada porção que nosso Pai do céu nos dá. O deserto nos faz ser uma geração de filhos amados e não  mimados. É no deserto que somos provados se andamos na fé e na dependência de Deus

O livro de Deuteronômio  é bem claro ao dizer que o Senhor sustentou seu povo com maná e os provou para dar entender que não só de pão viverá o homem, mas tudo que sai da boca do Senhor (Dt 8:2-3).

Muitas pessoas não entendem, mas embora se alimentando bem no Egito, muitos do povo viviam somente do trabalho e sofrimento. Viviam dos mimos que lhe davam, não sabendo que não havia recompensa para tão penoso trabalho. Embora a escravidão trouxesse alguma segurança, o fato é que o preço acabava se tornando muito caro.  Israel passou 400 anos vivendo e pensando como escravo, endurecidos diante do propósito de Deus em suas vidas. A pior coisa de ter a mente de escravo é não compreender quanto custa o preço da liberdade e qual o propósito que o Senhor tem para as nossas vidas.  Mas mesmo o povo não sabendo e entendendo essas coisas, tudo isso estava patente aos olhos Daquele que tudo vê e sabe.

Pois assim diz a Palavra de Deus:

Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos. E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e mel, lá onde habitam os cananeus, os hiteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Agora, eis que os clamores dos israelitas chegaram até mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios. (Êxodo 3:7-9)

Quando o Senhor chamou Moisés para ser o libertador do povo de Israel, a Sua declaração demonstrava o quanto Ele tinha domínio sobre a situação que eles passavam. Nessa declaração o Senhor mostrava 3 coisas importantes :
1) A situação eles viviam;
2) O que Ele ia fazer diante dessa situação;
3) Qual era o propósito Dele para este povo

Como os israelitas no deserto, também são muitos cristãos hoje cativos a cultura deste mundo no seu modo de pensar e agir.  Muitos ainda não discerniram a situação que vivem espiritualmente, nem o que fazem e nem o destino que Deus tem preparado para eles.
Muitos vivem  como escravos deste mundo ao invés de viverem como filhos de Deus, servindo a homens e não a Deus mesmo na Igreja do Senhor

O apóstolo Paulo  usa o contexto do escravo e sua relação com o seu senhor para demonstrar como devemos ser escravos e servos somente de Cristo, conforme está escrito:

Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.(1 Coríntios 7:22,23)

Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro. (Gálatas 4:7)

Como já foi dito, somos aquilo que alimentamos nossa alma. Por isso, devemos pensar e viver como livres em Deus  e servos do Senhor

Alimento do deserto

E assim como o Maná era dado no deserto, também é no deserto de nossas vidas, ou seja, nos momentos de dor da nossa existência que o Senhor está pronto para nos sustentar.
Vemos que os escravos naqueles tempos dependiam do alimento diário dado pelo seu Senhor. E assim como o maná  no deserto que  era recolhido segundo a porção diária e deveria ser consumido somente naquele dia, da mesma forma devemos nos alimentar todo dia da Palavra de Deus, para que possamos viver saudáveis espiritualmente.  Como escravos de Cristo não devemos ser rebeldes como foi com o populacho que rejeitou a comida de Deus.   De uma forma espiritual devemos comer do rolo que é a Palavra de Deus, conforme está escrito na Palavra de Deus:

Mas tu, ó filho do homem, ouve o que eu te falo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou. Então vi, e eis que uma mão se estendia para mim, e eis que nela havia um rolo de livro.
Ezequiel 2:8,9

Depois me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel. Então abri a minha boca, e me deu a comer o rolo. E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel. (Ezequiel 3:1-3)

Amados, precisamos comer da Palavra que o Senhor nos dá. Esse maná é Cristo e nela devemos nos alimentar diariamente para que não pereçamos, antes pelo contrário para que possamos crescer espiritualmente e chegarmos ao propósito de Deus.   Devemos devorar a Palavra de Deus lendo e meditando dia e noite para que possamos prosperar em todos os sentidos como diz o salmista (Salmo 1:1-3).

Concluímos então que o chamado daquele povo a liberdade passava por um deserto, onde necessariamente o povo “aprenderia a depender do sustento do Senhor” todos os dias. O processo do “deserto” era necessário nesta caminhada, pois iria provar a fé deles. Nesses 40 anos de provações o Senhor transformou um monte de escravos insubmissos em um exército de filhos capacitados e arregimentados. Por fim  entendemos que o maná representava esse  alimento diário que o Senhor provia ao Seu povo. O sustento do maná era para que se chegasse até o propósito, até a Terra prometida, onde enfim colheriam os primeiros frutos.

Da mesma maneira este Maná também representa e  tipifica Cristo e Sua Palavra. Jesus é o maná que veio do céu e que não somente nos alimenta nesta vida, mas nos dá saúde espiritual até o propósito que é a vida Eterna no lugar prometido, ou seja, a  Nova Jerusalém que vem dos céus.  Não é tremendo isso !!!

A palavra do Senhor diz:

Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. (João 6:31-33)

E assim como o Senhor proveu o Maná no deserto, o Pai proveu seu filho, como o verdadeiro maná que vem dos céus. Jesus pagou um alto preço para que tivéssemos a liberdade e vida eterna através da Sua vida. Diz assim a palavra de Deus.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. (João 6:51)

Aprenda amado(a),nosso Pai nunca sonegará bem algum aos seus filhos. Ele não dará pedras a quem lhe pede pão. Mas como filhos devemos aprender a sempre a viver pela fé dependendo exclusivamente da provisão que vem do nosso Pai até que possamos frutificar.

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Pepinos, Maná e os primeiros frutos (parte 1)


murmuradoresE o vulgo, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer?
Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos. (Números 11:4-6)

Primeira parte da palavra ministrada na Igreja Betesda em Itabuna dia 10.1o.2016

Em nossa vida passamos por vários processos que nos fazem crescer e amadurecer espiritualmente. Assim foi com  povo de Israel e não é diferente com o Povo do Senhor na atualidade, ou seja, Sua Igreja.  O fato é que cada estágio de nossa caminhada espiritual nos mostra o quanto podemos estar perto ou longe do propósito de Deus.  E cada um deles
mostra o quanto podemos crescer ou não diante das adversidades. E isso também  nos indica  qual caminho que queremos andar e na realidade como somos de fato.
Na peregrinação do deserto, o povo de Israel experimentou 3 estágios distintos que também são a tipologia de alguns crentes daquela época e do nosso tempo.  Os 3 estágios são dos pepinos (escravidão e mente cativa), maná (libertação e dependência) e primeiros frutos (Obediência e Fé).

Estágio dos pepinos.

O primeiro estágio é quando povo de Deus foi liberto do Egito e começava a peregrinar no deserto. Neste estágio, devido as provações daquele tempo, muitos começaram a murmurar contra Moisés e a sentir saudade da comida , dos pepinos, cebolas e sabores do Egito.  Vemos que mesmo tendo sido libertos esse povo ainda tinham saudades do Egito.Podemos dizer em nossos dias que estes são aqueles que ainda andam em seus convencimentos e a dependência do sistema desse mundo e não se converterem ao Senhor

Em razão desse convencimento,  muitas vezes essas pessoas acabavam possuindo um triste sentimento e a triste mania de olhar para trás e não para frente. Hoje em dia, isso também não é diferente. Por muitas vezes , por querer olhar para o passado, muitas pessoas (cristãos inclusive) acabam entrando em quadros psicológicos de queixas, murmurações, saudades e lembranças do que já se passou.  Assim também era o populacho ou o vulgo do povo que peregrinou junto com os israelitas no deserto. E assim são muitos na Igreja do Senhor.

Muitas vezes as dificuldades, os desafios da vida e aquilo que prova nossa fé, direciona os nossos pensamentos a fazer comparações neste tempo de coisas do passado, gerando desconfiança, incredulidade e reações contrárias.  E aquilo que na época não era bom, hoje é lembrado como prazeroso devido a nossa constante insatisfação, nosso já acostumado olhar crítico e nossa tendência a olhar para o problema de uma forma negativa e sem esperança.

Diz um ditado que você é aquilo que se alimenta..
E aquilo que você pensa na sua alma, assim você é.. (Pv 23:7)

E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera tivéssemos morrido por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.
(Êxodo 16:2-3)

Pois bem, muitas pessoas  vivem a olhar e a dizer o que é abominável ao Senhor (Salmos 101:3;Ezequiel 20:7) Também se alimentam em sua alma com coisas que não edificam, reproduzindo assuntos que só produzem discussões e contendas (1 Tm 1:4-6).

Por isso, existem muitas pessoas que acabam vivendo uma vida de mediocridade espiritual e retrocesso devido ao seu modo de se alimentar espiritualmente e o seu modo de pensar.
Diante disso, existem pessoas que vivem como raquíticos espirituais que nunca desenvolvem devido a sua alimentação diária e a seu modo de pensar e agir.

Tal como o populacho que estava no meio do povo de Israel,também aqueles que estão infiltrados no meio da Igreja para atrapalhar a obra do Senhor  E são muitos desses que acabam tendo uma influência muito forte sobre grande parte dos irmãos.

Superando a geração de crentes pepinos 

Como já foi dito, havia um vulgo ou populacho que foram pessoas que andavam com o povo de Deus, mas não havia neles o sentimento de libertação, mas de escravidão.
Eram pessoas que andavam com o povo de Deus, mas não se submetiam a aceitar andar com Ele em obediência a Sua palavra.  Embora infiltrados no meio do povo, (mais de 600 mil) que saíram do Egito, esse grupo não havia ”aceitado”  andar com Deus e de certa forma influenciaram negativamente a muitos judeus.

E o pior , não havia neles o sentimento de “pertencimento a Deus”.  Estes vivem a reclamar,criticar injustamente, falar mal, escarnecer e a zombar das coisas de Deus e das lideranças instituídas por Ele

Este povo embora tendo visto muitas coisas, (sinais e maravilhas)  vários livramentos por parte de Deus ,(como das pragas no Êxodo)  isso não foi suficiente para que aquele grupo tivesse um genuíno temor a Deus.  Aqueles homens viviam e cogitavam apenas daquilo que enchia a barriga e satisfazia seus interesses. É o que chamo de crentes pepinos que só vivem a trazer confusão na Igreja do Senhor e viver de uma mentalidade nociva.

Algumas características destes crentes:

Eram carnais – Só pensavam naquilo que era daqui deste mundo
Impenitentes – Eram duros de coração, não havia neles lugar para o arrependimento
Murmuradores – Aquele que é murmura, fala mal as escondidas (maldizente) e difama.
Rebeldes – Não obedecem e escutam conselhos
Insubordinados – Não se submetem a qualquer tipo de liderança
Ingratos – Não são agradecidos e não reconhecem o bem que os outros lhes fazem
Insatisfeitos – Que nunca estão contente ou que nada lhes satisfaz

Alguma semelhança a geração do tempo presente descrita em 2 Timóteo ?

Ainda existem muitas pessoas assim no meio da comunidade de Cristo, que ainda pensam nas coisas do passado e não conseguem viver o tempo presente. Vivem a injuriar, mentir e dar falso testemunho, descontente com tudo e todos(sociedade, Igreja e etc).

São muitos aqueles que possuem a aparência de livre, mas são escravos.  Esses são escravos do Egito (mundo),suas concupiscências, vícios e modo de pensar. São idólatras, pois confiem mais no homem do que em Deus(Salmos 118:18). Mal sabem que são amigos do mundo, mas inimigos de Deus( I João 2:15,Tg 4:4).   E por fim, vivem na miséria espiritual, em sua mente carnal , mente cativa a Satanás e as coisas deste mundo (Cl 2:23;Gl 5:16-24).

Amado, leitor, que tipo de pessoa você se parece ?
Aos crentes pepinos do Egito que vivem a murmurar , a maldizer e a escarnecer.

Lembre-se : Quando você está murmurando da Sua condição em Deus, você está murmurando contra Deus.  Paulo alerta:

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. (Gálatas 6:7,8)

Não olhe para trás, olhe pra frente.. olhe pra Cristo

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
(Filipenses 3:13,14)

Olhando fixamente para o Autor e Consumador da fé: Jesus, o qual, por causa do júbilo que lhe fora proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. (Hebreus 12:2) 

Mude sua mente e você experimentará o melhor de Deus

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2 – NVI)

Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra (Colossenses 3:2)

OBS: Na segunda parte deste estudo abordaremos um alimento imprescindível
o Maná…

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O perigo do vitimismo na vida espiritual (parte 2)


zelo de EliasEntão Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles. O que vendo ele, se levantou e, para escapar com vida, se foi, e chegando a Berseba, que é de Judá, deixou ali o seu servo. Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.
(1 Reis 19:2-4)

As Sagradas Escrituras conta também um episódio de vitimismo envolvendo um grande herói da fé , o profeta Elias.  Conta o relato bíblico que o profeta sofre uma tremenda perseguição por parte de Jezabel. Buscando fugir dessa perseguição,  Elias percorre o deserto e se  senta debaixo de um pé de zimbro e pede a morte ao Senhor. O mais interessante desse relato é que esse reverso emocional ocorre  após Elias ter ganho um duelo dos mais  difíceis de seu ministério quando desafiou e venceu os profetas de Baal.

Parece um absurdo ver um profeta que venceu uma batalha espiritual tão grande  contra falsos profetas temer a perseguição de uma princesa tirana. Fica até difícil imaginar um guerreiro espiritual como Elias possuindo alguma debilidade ou fraqueza, mas é importante salientar que muitos de nós, como seres humanos, possuímos fraquezas mentais. E muitas delas são o nosso calcanhar de Aquiles, ou seja, o nosso pronto fraco e vulnerabilidade.  Suponho que talvez um ponto fraco de Elias poderia ter sido o medo do sofrimento ou da  morte. Na verdade, se foi esse medo não sabemos, mas sua transladação em 2 Rs 2:11 serve como indício de uma recompensa ao herói da fé, por parte de Deus, como foi com Enoque (Gn 5:24;Hb 11:5).

Como disse no estudo anterior, o sentimento de vitimismo nos estaciona em nossa vida espiritual. No caso de Elias, foi justamente isso que aconteceu. Embora sofresse de um vitimismo real e não imaginário, o fato é que a reação de Elias a perseguição nos mostra como somos instáveis em nossa caminhada. Estamos suscetíveis a estar no céu e no inferno em pouco espaço de tempo, pois podemos vencer batalhas dificílimas pela fé e logo em seguida termos medo de perseguição e da morte. Mas fato é que nossa maior batalha não está na luta que enfrentamos diariamente, mas nas que enfrentamos na nossa mente.  E o que aconteceu com Elias foi justamente isso, uma mistura de medo aliado a uma autopiedade. Também era uma mistura de auto-justificação e  vitimismo.

No caso de Elias, esse vitimismo  aconteceu por duas vezes:

1) A primeira vez Elias pediu a morte debaixo de um zimbro(1 Rs 19:4) –  O interessante dessa passagem é que o profeta percorre o deserto e se assenta debaixo de uma árvore.
Esse “assentar” mostra uma posição de conformismo e estagnação. Elias nitidamente havia desistido da vida. A palavra “basta” retrata bem este sentimento de paralisação espiritual, bem como , a palavra “toma a minha vida”.  A angústia daquele profeta provocava reações de vitimismo e depressão.  Muitas vezes o estado de vitimismo e depressão andam juntas, pois uma se alimenta da outra.  Entendo que ficar debaixo do zimbro não resolve nossos problemas, apenas “alivia em parte” nossa fraqueza mental.
O zimbro é uma árvore que cresce lentamente e demora para dar frutos e que em certas épocas só serve para deitar e dormir.  E foi nessa condição de dormência espiritual, de mornidão e ausência de frutos que estava o profeta naquele lugar.

2)  Na segunda vez , passados 40 dias, Elias entra dento de uma caverna, onde se justifica a Deus falando do seu zelo  profético e por ser ainda o único profeta vivo de Israel que restara (1 Rs 19:10;14). Foi nesse lugar que o profeta se refugiou após ter saído do zimbro. A caverna era um lugar de abrigo, onde muitos se escondiam de perseguições e como aconteceu também com Davi , era o esconderijo perfeito  (1 Sm 22:1). Digamos que espiritualmente  é o lugar onde muitos se refugiam diante de seus problemas existenciais. Nesse caso, Elias estava se escondendo na caverna do medo existencial diante da ameaça da morte.  E o estado de vitimismo era tão evidente nessa passagem que o profeta diz :

“Sinto minhas entranhas serem consumidas por causa do ardente zelo que tenho por Yahweh, o SENHOR Deus dos Exércitos, porquanto os israelitas abandonaram a tua Aliança, destruíram os teus altares e mataram os teus profetas ao fio de espada; e fiquei solitário, restou somente eu, e agora procuram também tirar minha vida”. (1 Rs 19:9)

Essas palavras  destacadas, “fiquei solitário” e “restou somente eu” retratam muito este sentimento de estagnação espiritual e vitimismo  de Elias, algo que já havia se manifestado na batalha contra os falsos profetas (1 Rs 18:22).  Por isso, seu vitimismo era justificável pela solidão, pelo medo e ansiedade do profeta. Porém essa estagnação não era propósito de Deus na vida daquele homem de Deus. Tanto é que o Senhor pergunta por 2 x:

O Que fazes aqui Elias? (1 Reis 19:9;13)

Vemos que aquele não era o propósito de Deus na vida do profeta.  O propósito é que Elias se movesse pela fé e não pelo que achava em sua mente. Mesmo se escondendo daquele problema , se refugiando em lugares longínquos e passando por provações, o Senhor nunca abandonou os seu servos nas suas lutas. Prova disso, é que tanto no zimbro quanto na caverna o Senhor se manifestou. Entendo com isso, que não importa a situação que enfrentamos ou o lugar que estejamos, o Senhor nunca abandona os seus servos. Vemos que mesmo no zimbro o Senhor alimentou seu servo (1 Rs 19:5). Mesmo diante da caverna o Senhor manifestou a Sua Presença.

Vemos que em ambos os lugares (zimbro e caverna) o Senhor se manifestou com uma palavra e solução poderosa. No zimbro disse: Levanta e come, porque será longo o seu caminho (1 Rs 19:5;7).  Na caverna: Sai para fora, e põe-te neste monte (1 Reis 19:11). Vemos que em ambas existe uma  palavra liberada para uma ação de fé, de se movimentar diante da Sua palavra profética.  Em ambas houve a manifestação poderosa de Deus quer alimentando ou se manifestando para que o plano de Deus venha a ser cumprido.

Amados, prestem atenção nisso !

 O  vitimismo não comove a Deus, mas a fé move sua mão, como diria aquela antiga canção.

Devemos andar pela fé, não pelo que vemos ou pelo que sentimos. Precisamos entender que nossos desafios e perseguições nada mais são que oportunidades de aperfeiçoar nossa fé. E que mesmo diante de perigos de morte, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. Queridos,  o Senhor deseja que não venhamos a ficar estagnados em zimbros ou em cavernas existenciais, mas que venhamos a enfrenta-los.

Não podemos perder tempo, pois há muitos reis e profetas para serem ungidos. A obra não pode parar para você se  vitimizar.  Para  muitas pessoas a melhor maneira de se livrar de um problema é fugindo, se escondendo ou transferindo a responsabilidade para outros. Se fazer de vítima e transferir a responsabilidade aos outros é o que muitas fazem para se desculpar,mas o que o Senhor deseja é que venhamos a ENTREGAR a ELE  todas as coisas.
Creio que o Pai deseja que essa responsabilidade seja dada exclusivamente a Ele,
como se nos dissesse : Deixa comigo, filho  !

 

 

 

 

 

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O perigo do vitimismo na vida espiritual


sansaoedalila


Então ela lhe disse: como dirás: Tenho-te amor, não estando comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim, e ainda não me declaraste em que consiste a tua força. e sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras, e molestando-o, a sua alma se angustiou até a morte. (Juízes 16:15,16)

Vitimismo  é o nome da doença das pessoas que se acham punidas com qualquer coisa ou assunto.  É uma “doença”, cujo sentimento  visa causar dó ou buscar atenção nas pessoas que sejam parceiras no processo comunicacional.

Você já deve ter ouvido essa expressão :  Não vejo solução para a minha vida !  ou
Ninguém me ama, ninguém me quer bem !

Quando era pequeno existia um personagem dos desenhos animados chamado Hardy que sempre dizia : Oh vida.. Oh céus.. Oh mundo cruel.. Nesse desenho Hardy, uma hiena depressiva sempre levava com pessimismo as aventuras com  seu amigo, o leão Lippy.

Pois bem, a questão é que assim como aquela hiena, muitas pessoas também estão a viver da mesma forma , diante de um vitimismo emocional que é muito prejudicial a vida espiritual.  Muitos cristãos por carência afetiva, rejeição, vontade de chamar atenção, de não ser considerada culpado por seus delitos e acabam se utilizando desse meio para conseguir a aprovação de muitos.  O pior de tudo isso é que muitas vezes essa cultura do vitimismo se aproveita da mentira e da uma manipulação para se fazer de herói.  Recentemente vimos um caso de uma moça que se utilizou de uma injúria contra um famoso para se vitimizar. Temos visto esposas e maridos que se vitimizam para poder se livrar de casamentos fracassados e até presidentes corruptos que se vitimizam para justificar seus atos ilícitos. Enfim, a lista seria grande se fosse citar casos de vitimismo, mas o interessante é mostrar nesse estudo como esse mal inicia, quais os prejuízos e como solucionar essa questão.

Muitas vezes motivado por um sentimento de auto comiseração, ou seja, compaixão e pena de si mesma, muitas pessoas acabam alimento esse mal, não sabendo que
esse vitimismo é algo tão prejudicial que aprisiona e estaciona a pessoa , fazendo com que ela não cresça  espiritualmente.  Quando falo de vitimismo, não cito um vitimismo real, de uma pessoa que sofre todo tipo de assédio quer seja  moral, sexual  ou psicológico, mas de uma condição existencial doentia que busca ser vítima toda vez que faz algo de errado.

A Bíblia Sagrada mostra que o problema do vitimismo começou no Éden quando tentando se justificar diante de Deus, Adão diz: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. (Gênesis 3:12). Já a mulher se vitimizou dizendo: A serpente me enganou, e eu comi. (Gênesis 3:13). Vemos que essa tática do vitimismo não adiantou, pois nesses caso os três personagens envolvidos foram punidos (Gn 3:14-19).

Outro caso, esse bem típico de um vitimismo perigoso, foi que aconteceu com Sansão na estratégia de vitimização organizada por Dalila. Conta as Escrituras que Dalila usando de uma tática de vitimismo do tipo, “Você não me ama ?” ,  persuade Sansão a contar um segredo importante. Vemos que Dalila usou de um vitimismo característico da área sentimental, que busca usar disso para ter alguma vantagem individual. Vemos que Sansão já havia tido experiência em  vitimização. Conta as Escrituras que ela já havia sido persuadido por sua mulher filisteia que também se vitimizara para conseguir um enigma. (Juízes 14:16).  O fato é que a vitimização só ocorre quando uma das partes se vê totalmente rendida aos caprichos e mania dos outros. Sansão era uma presa fácil pela forma que encarava seus relacionamentos, muitas vezes na precipitação e afobação. Apesar de guerreiro Sansão era suscetível as chantagens emocionais das mulheres com quem se relacionava.

Muitas pessoas acabam sendo persuadidos e enganados pelo vitimismo devido a sua ingenuidade e paixão.  Se fossemos fazer uma pesquisa,  viríamos quantos jovens cristãos e muitos deles dentro das igrejas, que se entregaram ao sexo  devido a sua ingenuidade e paixão. Muitas vezes a vítima do vitimismo é aquele que deixa ceder as pressões amorosas ou armações premeditadas como aconteceu com Sansão.  Isso é o que chamamos de vitimismo manipulador, que parece inicialmente buscar atenção, cuidado e carinho, mas no final é algo perigoso, pois quer apenas se aproveitar da situação.

Vale salientar que a pessoa que se utiliza do vitimismo busca sempre estar com razão,fugindo da culpa , acusando e colocando essa responsabilidade aos outros.E se você não cumpre seus caprichos e sua vitimização é taxado com desumano, sem amor e insensível. Aquele se utiliza do vitimismo,  dessa chantagem, costuma  na maioria da vezes ser uma pessoa carente, receosa e desconfiada. Essa pessoa vê má intenção nos outros, mas não em si mesmo.  Costumam viver dos traumas passados para justificar as maldades e os erros presentes, não sabendo o quanto isso é prejudicial . E o pior, são os mais próximos, ou seja, aqueles que  estão em volta (parentes e amigos) os que mais sofrem com os “dramalhões mexicanos” causados pelos vitimistas.

Mas creio que tanto os vitimistas quanto os vitimizados precisam de uma ajuda. De uma ajuda psicológica e também espiritual. Pois o importante nesse caso não é  saber quem está com a razão, se é vitima ou vitimizado, mas como podemos nos afastar deste sentimento tão perigoso e prejudicial.

Entendo que a solução para o vitimismo é não se fazer de vítima, mas enfrentar esse sentimento de inferioridade , ou seja,  lutar para se libertar disso. E  esta ajuda precisa ser entregue a alguém que pode  de fato te libertar , isto é, o Senhor. (Salmos 37:5)

A adoradora Laura Souguellis escreveu algo bem interessante a este respeito na sua rede social e que serve de reflexão a todos que sofrem com este problema:

Se você tem várias histórias pra contar de como você foi vítima e os outros foram os vilões, talvez seja você que se faz de coitado mesmo. O complexo de vítima sempre culpa o outro e nunca está disposto a assumir sua parte. O problema está sempre no outro, não em si. Pessoas que se vitimizam estão sempre manipulando outros a pensarem que são coitadas. Vivem em profunda negação e sempre transferem a culpa. Se você está de fato sofrendo injustamente, não se faça de vítima. Entregue ao Senhor e descansa, pois a verdade sempre virá à tona. 

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Coração em Chamas – Vivendo a fascinação por Cristo


coracoes ardentes

E disseram um para o outro: Porventura não “ardia em nós o nosso coração” quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? (Lc 24:32)

… porque todo o povo estava “fascinado” pelas suas palavras. (Lc 19:47-48b).

 

Sabe, queridos, se existe algo que é necessário para que se viva uma vida cristã plena é ter o coração incendiado pela Presença de Deus.  Não se pode esperar
muita coisa, no serviço do Senhor, em  pessoas que não deixam seu coração ser “incendiado” pelo Fogo do Espírito. E quando cito isso não falo de  manifestações ou movimentos espirituais , mas algo que vem de dentro para fora, de pessoas que permitam que seu coração seja tomado pela Presença de Deus.

Certa vez disse: Dr. George W. Peters: “Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos almas, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos”.

E também outro homem de Deus, Martin Lhoid-Jones, famoso pregador inglês disse que a pregação dever ser a teologia que procede de alguém que está em chamas.

Uma das coisas mais interessantes do ministério de Jesus nesta Terra foi o modo que Ele fascinava o povo através da Palavra a Deus.  Diz as Escrituras que muitas pessoas estavam admirados com as palavras de “graça” que saiam de seus lábios (Lucas 4:22).

Digamos que Cristo atraia as pessoas pela graça e unção que havia Nele  e isso era o que o diferenciava dos religiosos da época.  Diz as Escrituras:

Chegando à sua cidade, começou a ensinar o povo na sinagoga, de tal maneira que as pessoas se admiravam, e exclamavam: “De onde lhe vem tanta sabedoria e estes poderes para realizar milagres? (Mateus 13:54). 

Vemos que enquanto muitos ficavam tocados pela Presença de Deus na vida de Jesus, outros religiosos ficavam incomodados com a Unção que procedia Dele questionando-o de onde vinha sua procedência e poder. (Mateus 12:24; 13:55).

Essa mesma situação também acontece em nossos dias, pela religiosidade e indiferença de algumas pessoas que preferem ficar na  superficialidade da religião,  na “periferia da Presença ” e na  “margem do Caminho”. Muitos querem ficar na margem e não querem andar no bom caminho e na Vontade Deus, pois querem continuar a depender de si para tudo.

Como diz as Escrituras:

“Assim diz o SENHOR: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.” Jeremias 6:16

Queridos, os discípulos no caminho de Emaús, por dependerem de si,  se encontravam perdidos, desesperançosos, e incrédulos, mas quando se depararam com Cristo, algo foi modificado na vida deles. É claro que demorou algum tempo para eles identificarem que “naquele caminho”, Cristo estava com eles. Mas quando o Senhor falava com propriedade das Escrituras, o coração daqueles discípulos ardia e queimava, sendo eles fascinados pela Sua Palavra.

Amados, a fascinação por Jesus precisa “arder no coração de cada crente”, de cada cristão. Um crente que deixa de ser fascinado pelas palavras de Cristo e deixa seu coração esfriar e endurecer por qualquer circunstância produzirá certamente uma vida de religiosidade aparente ao invés de uma intimidade profunda com Deus. Essa foi a diferença entre Cristo e os religiosos fariseus. Essa é a diferença de Cristo e a religião, entre um ser religioso e um ser espiritual. É a intimidade com o Senhor que produz unção e vida. É a intimidade com o Senhor que produzirá fascinação pela Palavra de Deus. 

O salmista Davi soube expressar isso muito bem quando disse:

Esquentou-se-me o coração dentro de mim; enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua: (Salmos 39:3)

Davi entendia que somente o meditar na palavra de Deus acendia um fogo que o consumia por dentro a ponto de de não deixar-lo em silêncio.  Ele entendia que precisava ser
“reavivado pela Palavra”.  Muitas vezes estamos fracos, desanimados, angustiados e perdidos em nossos caminhos. As vezes a situação é tão desfavorável que o silêncio é a melhor solução ou a melhor coisa a ser feita.  Mas o silêncio na dor é algo que muitas vezes aperta , que acaba por “secar os ossos”.(Sl 39:2;32:3).  Essa sensação de morbidão e morte espiritual consome muitas pessoas devido as angústias e as aflições.  Também a monotonia, a indiferença e a frieza espiritual nos leva a nos distanciar do propósito de Deus.  É por isso que a palavra de Deus precisa estar “queimando” em nossos corações,
mas “impregnada” e escondida no nosso espírito, para que possamos afastar sentimentos que nos levam para longe de Deus e do seu propósito em nossas vidas.  Como diz o salmista:

Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti. (Salmos 119:11).

No Antgo Testamento o fogo do Altar precisava estar aceso continuamente para que o sacrifício agradável se achegasse a Deus. (Lv 6:12-13).   Da mesma forma, nossos corações precisam estar “queimando” no altar de Deus continuamente. O fogo do Espírito de Deus precisa queimar  em nosso coração para que possamos também incendiar as outras pessoas com a unção de Deus. Precisamos ser fervorosos no Espírito . como diz Romanos 12.

“Nunca lhes falte o zelo, sede fervorosos no Espírito, servindo ao Senhor.” Romanos 12:11

Esse zelo refere-se a um cuidado, dedicação e  interesse . Já fervor refere-se a algo ardente, intenso, fervente e que exala calor.

Precisamos ter essas duas virtudes em nossa vida espiritual com Cristo.  Precisamos ter fome da Palavra de Deus e fervorosos no Espírito para que muitos possam se achegar a Deus e a Sua Palavra.

Sabe, queridos, a palavra de Deus não é um livro para ser admirado , idolatrado ou intocável como sagrado, mas é para ser devorado, ou seja, devemos ter uma fome insaciável  como um alimento imprescindível para todo crente.  Quando Jesus ensinava a Palavra estava alimentando aqueles discípulos e direcionando seus caminhos .

Quando a tua Palavra foi encontrada, eu comi cada frase e as digeri em meu íntimo; elas me nutrem dia após dia, são minha satisfação e júbilo maior; porquanto teu Nome foi invocado sobre mim, isto é, pertenço a ti!  (Jeremias 15:16)

Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.
(Salmos 119:105)

A palavra precisa estar acesa em nós para que possamos ser direcionados em nosso caminho. Mas infelizmente, somos como os discípulos no caminho de Emaús que não perceberam quando o Verbo Vivo andava com eles no caminho. Por incredulidade achamos muitas vezes que o Espírito Santo está longe e que a Presença de Deus está  muito distante de nossa vida. Mas quando deixamos que a Palavra de Deus invada nosso ser, tudo se esclarece e encontramos o verdadeiro caminho (Lucas 24:32-36) .

Amados, que possamos queimar nosso coração diante da Presença Dele, buscando sua face em intimidade,na revelação da Sua palavra e conhecendo a Sua perfeita Vontade.  Que sejamos aperfeiçoados na unidade do Corpo , aumentando nossa comunhão para que o nome do Senhor seja conhecido e engrandecido entre os homens.
Meu desejo é que o Senhor venha acender a cada dia em nós do Seu fogo , da Sua Presença, se revelando a nós em intimidade, tendo cada vez mais comunhão conosco e mostrando qual o melhor caminho a seguir.

 

 

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