O Romper de uma Geração (parte 2)


Sueño de JacobJacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia. Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele.
Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares.  Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido. (Gênesis 32:24-28)

Uma palavra que salta os olhos neste texto é a que diz que o dia já vem “rompendo”.
As Escrituras dizem que Jacó “rompeu” aquela madrugada, até que iniciasse o dia , até a alva, ou seja, até que a primeira luz do dia chegasse.

Dizem as Escrituras que Ele ficou só , diante da Presença de Deus naquela madrugada e
não desistiu da luta, ou seja, ele persistiu e perseverou naquela madrugada.
Jacó, sabia que dessa vez a benção de Deus não viria por trapaça, mas pela fé, pela
persistência e perseverança de alguém que estava “disposto” a lutar contra sua própria carne e cansaço, para obter algo maior. Jacó lutou cara a cara com este ser  a ponto de ser marcado por Ele.  Marcado externamente, mas também internamente.  A transformação ocorreu internamente, no seu caráter,  quando Ele antes mesmo da luta, resolveu acertar as contas com seu irmão Esaú. Vemos que antes da marca em Peniel , a vida de Jacó já havia sido transformada pela reconciliação e perdão com seu irmão num vau chamado Jaboque. Jaboque significa espalhar e também “lugar de travessia”.

 

Pois sempre chegará em nossa vida, um lugar como Peniel, onde teremos um Encontro com Deus e seremos confrontados.  Confrontados inclusive com nossa própria identidade

3)Rompendo com sua Identidade

Sabe, queridos, quantas vezes sucumbimos a  nossa carne e somos vencidos pelos nossos medos e pecados. Quantas vezes deixamos de estar na Presença de Deus pelo medo de se expor para Deus e do Seu sobrenatural na nossa vida.  Quantas vezes desistimos de orar, e somos vencidos pelo sono e a carne (como foi com os discípulos em Mateus 26:36-41).

É necessário, que nós como geração, vivenciarmos um verdadeiro encontro com Deus.
E assim como foi com Jacó, lutar com Deus nas madrugadas até que nossos joelhos estejam marcados e nossa mente renovada. Precisamos romper com um sistema que privilegia o ganho pelo engano, pela mentira, pela corrupção e pela falsa aparência de santidade e crença.

Infelizmente ainda são poucos aqueles dessa geração que vivem na abnegação, que renunciam suas noites para ter encontros com Deus e  que oram e adoram ao Eterno até o romper do sol.  Muitos poderiam dizer que tudo isso não é relevante, são meros sacrifícios. Mas através das Escrituras e da história da Igreja que entendemos que “aqueles que desprenderam, que romperam com esta cultura” e que “pagaram o preço”
foram honrados por Deus.

4)Em busca de uma nova identidade

Precisamos,amados, de uma nova identidade espiritual e romper com uma cultura hedonista que privilegia   o prazer, o consumir e tudo aquilo que Deus abomina. Precisamos mudar nossa identidade como foi com Jacó que de enganador se tornou príncipe pois lutou com Deus.

Mas pra que isso aconteça é necessário uma luta contra a carne até sua vida romper numa nova criatura. Até sermos marcados por Deus em nossa carne e assim como foi com Jacó, que teve seu quadril marcado, e como Paulo que teve seus olhos fechados para a religiosidade e abertos para as coisas de Deus até o novo se formasse nele. Uma identidade nova que seja testemunho

Lembremos que uma nação surgiu através de da atitude de fé de um homem que vivia no engano de ter, mas que preferiu ser transformado no seu ser, para que muitos fossem abençoados.  Através desse romper em fé, dessa fé “provada” e não “falada” que uma nação surgiu. Esse romper foi determinante na vida de Jacó e sua descendência e que começou justamente diante da Presença de Deus.

Embora a vida espiritual de Jacó tenha sido rasa (até aquele momento), como o próprio vau de Jaboque, foi quando ele resolveu mudar de atitude e deixou ser confrontado por Deus que as coisas também mudaram. A vida de Jacó foi transformada drasticamente num giro de 360 Graus. Essa mudança transformou um mero religioso enganador a um grande príncipe lutador. Quando mudamos de atitude, recebemos um novo nome e até o lugar que vivemos é transformado. Um mero lugar raso de travessia se torna o lugar da Presença quando resolvemos viver um vida diante de Deus.
Embora suas lutas tenham começado no Jaboque (Lugar de confronto), a sua vida foi muda e sua vitória marcada e com um novo nome que se chama  Peniel(Lugar de Encontro com Deus).

A nossa vida com Deus também é assim.. Nessa nossa jornada, ou seja, na nossa  travessia (Jaboque) enfrentamos desafios que nos fazem acertar e errar. Impulsionados pela nossa natureza carnal tendenciamos a se irar e ofender, mas seguindo nossa vida espiritual somos direcionados pelo Espírito Santo a perdoar e viver em paz . Muitas vezes fazemos o que não queremos embora ansiando pela Presença de Deus (Rm 7:14-15;Salmos 63:1). Muitas vezes queremos a benção, mas esquecemos do Abençoador.

O Senhor quer nos alertar a viver uma vida reta e constante diante da Sua Presença, não enganando nem sendo enganado , na hipocrisia de nossas atitudes, mas viver  em sinceridade de coração para com Deus e com os homens.

Quando buscamos corrigir essas coisas e aquilo que está errado em nossas vidas  e sermos justos diante de Deus é que estaremos prontos para aquele grande Encontro com Deus.

Diz as Escrituras:
Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. (Pv 4:18)

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O Romper de uma Geração (parte 1)


 jacoJacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.
E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se não me abençoares.
E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste. (Gênesis 32:24-28)

Sabe, amados, acordei nesta manhã, após uma vigília na comunidade cristã que congrego e aconteceu comigo algo interessante. O Senhor colocou uma palavra bem diretiva ao meu coração que fala sobre o romper .. relacionado a atitude e postura. E a palavra que Ele colocou em meu coração fala sobre um romper.. um romper de uma geração.  E esta palavra é direcionada principalmente a esta nova geração de crentes (jovens e adolescentes) que buscam viver piedosamente para Deus.

E a história que o Senhor escolheu para esta mensagem fala sobre a vida de um homem que teve a vida mudada por Deus. Um homem que teve encontro com o Eterno e em razão disso, mudou sua identidade espiritual.

Mas para que Jacó tivesse essa transformação, ele precisou passar por alguns processos em sua vida. Cada processo tem um significado espiritual importante para a vida de Jacó.
E é sobre o processo na vida de Jacó que iremos compartilhar nesta mensagem.

1) Estando a sós com Deus – Acredito que um homem se revela quando ele está só. Quando Jacó se viu só com Deus é que muita coisa mudou. Já não havia mais o favorecimento de sua progenitora, como foi na sua juventude.  Ele já não era o “queridinho e “protegido da mamãe”, mas um “homem” que agora buscava ser abençoado,diante da Presença de Deus. Há uma enorme diferença entre falar de Deus e ter uma real experiência com Ele. Não há melhor maneira de conhecer a Deus senão pela experiência de ser provado e confrontado por Ele.  E foi assim com Jaco,
Peniel foi lugar escolhido, aliás o significado desta palavra tem muito a ver com o que aconteceu na vida de Jacó, ou seja, um encontro “face a face” com Deus.
Quando falamos de ver face a face, essa interpretação da visão não é literal ou seja,  “Jacó viu a Deus”, pois isso seria contrário ao que diz a Palavra de Deus que quem via a Deus morreria (Ex 33:20). João também diz que ninguém viu a Deus exceto seu Filho Unigênito (Jo 1:18)

2) Lutando com Deus

Mas o que aconteceu com Jacó, foi uma “manifestação espiritual” conhecida como teofania, quando se manifestava através de alguém ou algo, que nesse caso foi através do anjo de uma forma humana ou como alguns dizem que era o próprio Jesus. Bom , mas o que gostaria de ressaltar, nesse caso, não é o “ser” (criatura) que Jacó lutou, mas como o Senhor mudou o “ser” (identidade e vida) de Jacó.
Vemos que a luta de Jacó diante de Presença de Deus e sua mudança de identidade espiritual mudou não somente a sua história, mas também de uma nação inteira.
É importante lembrar que a mudança de uma nação, começou através da atitude de luta espiritual de um homem estigmatizado por ser um enganador fugitivo, mas que naquele momento resolveu “romper” com tudo aquilo que não lhe abençoava.  Forte isso !!!
Jacó até se encontrar com Deus era neto de crente, filho de crente, mas Ele mesmo não era, pois não havia tido encontro com Deus e consequentemente não havia sido transformado a Imagem do Altíssimo. Na verdade até aquele momento Jacó não havia sido “confrontado” com seu caráter e com suas manias. Jacó nasceu como suplantador, como alguém que vivia agarrado a benção do outro. Ele ambicionava as bençãos de Deus , mas não media esforços para poder alcançá-la.  Há muitas pessoas que vivem como Jacó, uma vida meramente religiosa cujo aquilo que importa é ser abençoado por Deus.

Muitos vivem essa cultura, que como filhos pródigos, consomem toda herança do Pai em coisas que não convém, sem qualquer repreensão ou freio. Vivem como filhos mimados, consumidores de Deus e que ainda não possuem a marca de um verdadeiro crente. Ambicionar as bençãos de Deus é algo positivo desde que essa busca seja por e através de motivações e atitudes certas.  Há pessoas que fazem “tudo em nome de Deus”, mas esquecem que essas coisas embora importantes se utilizadas para algo pessoal ou por uma causa , mas que para Deus em nada terá valia. (1 Sm 13:8-14;Mt 7:21-23; Atos 9:1-6)

Sabe, amados, muitas pessoas dizem ser de Deus, de Cristo e “crentes”, mas que não vivem suas próprias experiências, mas vivem no calcanhar das experiências dos outros com Deus. O fato é que lutar com Deus tem um significado importante para todos aqueles que se dizem cristãos, mas que não conseguem lutar contra si, contra seus próprios desejos e concupiscências carnais. Foi preciso que Jacó “enfrentasse” uma situação adversa e fortemente espiritual para que sua vida fosse transformada.

 

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Entregando-se nos Braços do Pai (Especial Dia dos Pais)


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Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. 
 Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará. (Salmos 37:4-5)

Sabe amados, minha filha Bella quando quer se “entregar” antes de “descansar” em meu colo, levanta seus bracinhos e me chama: Pai.. mimi..!!!

São poucas vezes que ela toma essa iniciativa, pois normalmente “briga com o sono” e “sempre quer ficar ligada”, mas ela me cativa com tal atitude e cada vez que me chama para estar comigo.

Sabe, naquele momento eu sei que ela quer descansar e o que faz com que ela descanse é estar nos meus braços. Nós como filhos do Aba, muitas vezes somos como a Bellinha  resistentes a “descansar no Pai”, diante de tantas coisas que fazemos, pela nossa rotina ea pelas descobertas de nosso tempo que acaba tirando nosso foco nas coisas do Alto, nas coisas do Pai, mesmo sabendo que chama-LO e estar nos braços do Pai é a melhor coisa.

Queridos, tem uma palavra em hebraica que se chama Yadah.

Yadah significa justamente isso mostrar reverência e louvor com as mãos estendidas. Essa atitude expressa acima de tudo uma entrega incondicional, em agradecimento e gratidão. Yahad significa então uma entrega profunda a Deus e
um coração que deseja prestar uma homenagem (adorar) a Ele.

O salmista diz:

Oh, que os homens louvem (yadah) o Senhor pela sua bondade, e pelas suas obras maravilhosas aos filhos dos homens. (Sl 107:15).

Quantos de nós , como filhos, sabemos essa verdade de “levantar nossas mãos ???

“Poucos sabem, mas quando levamos as nossas mãos para Deus, isso significa duas coisas:

1) Que nós amamos a Deus, e que não temos vergonha de adorá-Lo.
2)Que isso é um sinal de nossa rendição a Ele como Senhor de nossas vidas.

Quando elevamos nossas mãos em louvor, estamos afirmando que não estamos envergonhados de Deus nem admitir que o amamos, e também estamos confirmando que estamos rendidos a Seu Paternidade e Senhorio sobre nossas vidas.

Por isso, devemos levantar nossas mãos em entrega ao Pai e sempre chamá-lo sempre para nos fazer descansar de nossos problemas e cansaços do dia, sabendo que Ele é nosso Pai e tem prazer em estar conosco.

Uma das canções que Bellinha ama e que se tornou uma canção de ninar e descansar para ela e que também pra mim se tornou para uma oração de entrega e declaração ao Pai é essa:

 

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Envolvidos pela Adoração – O dia que Deus encheu a Casa (parte 2)


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E acabando Salomão de orar, desceu o fogo do céu, e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa.
E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a casa do Senhor. E todos os filhos de Israel vendo descer o fogo, e a glória do Senhor sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre. (2 Crônicas 7:1-3) 

A primeira parte deste estudo falou de alguns princípios importantes para a manifestação da Glória de Deus. Falamos de princípios como disposição de dar o melhor ao Senhor, dar a Glória devida a Seu nome e a adorar em Unidade. Nesta segunda parte falaremos de outros princípios importantíssimos e que foram determinantes para que o a Glória do Senhor se manifestasse naquele lugar. Entre esses podemos citar:

4) Estavam dispostos a edificar um lugar para Deus  – Quando Salomão discursa em 2  Cronicas 6 ,ele relata a disposição no coração de Davi para edificar naquele lugar uma casa ao nome do Senhor (2 Cronicas 2-8).  Falou que embora seu pai Davi tenha essa disposição de edificar a casa do Senhor , quem edificaria de fato era ele (Salomão).
O interessante nesse discurso era que Salomão não enfatizou naquele momento, seu feito, de ter edificado a Casa do Senhor, mas adorou ao Senhor como realizador e cumpridor de todas as coisas e daquela Habitação (2 Cr 6: 4).
Sabe amados, quando Salomão fala de habitação, ele cita um lugar específico (Jerusalém) e um líder (Davi) para conduzir seu povo (2 Cronicas 6: 6).
É claro que hoje entendemos que a nossa adoração não se resume a um lugar específico, mas devemos entender que todos lugares onde se levantou um altar de adoração, esse lugar ficou marcado por Deus. Da mesma forma, o Senhor escolheu nossa vida e o lugar que vivemos para ser a habitação do Senhor.

“Depois disto voltarei, E reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído, Levantá-lo-ei das suas ruínas, E tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque ao Senhor, E todos os gentios, sobre os quais o meu nome é invocado, Diz o Senhor, que faz todas estas coisas ”  (Atos 15 : 16,17).

5) Estavam dispostos a viver como habitação de Deus – Entender que o nosso corpo, que nossa vida, ou seja, tudo que fazemos, pensamos , agimos e falamos necessita ser Santo é um dos grandes dilemas da vida cristã na atualidade. Passamos pelo processo da salvação, quando declaramos nosso desejo de andar com o Senhor Jesus. Porém precisamos passar pelo processo da santificação que é onde precisamos renunciar muitas coisas.  E é aí que muitos tropeçam. Quando Paulo fala sobre ser Templo de Deus é justamente isso. Ser uma habitação Santa de Deus. Não somente ir onde o templo está , mas Ser o Templo Santo de Deus em qualquer lugar.

Diz assim a palavra do Senhor :

Não sabeis vós que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? 
Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. (1 Cor 3:16-17)

Paulo começa dizendo das carnalidades e criancices espirituais dos Coríntios que brigavam, discutiam e se invejavam. Aquele povo se dizia discípulos dos apóstolos, mas nos seus corações os idolatravam e se vangloriavam por isso.  Paulo ressalta essa questão da habitação santa também aos efésios: No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” (Ef 2.22). Paulo compara o nosso corpo,ou seja, nossa vida nessa carne ao templo de Deus.

Paulo diz que precisamos estar fundamentados profundamente em Cristo e precisamos construir nossas obras em coisas profundas e duráveis como ouro e prata, e não em coisas perecíveis como madeira, feno e palha. Seriam na verdade dois tipos de construção ou obras. Uma, digamos bem profunda e preciosa para Deus,  e outras inúteis, como obras que facilmente se queimam. ( 1 Coríntios 3:12-14) .

Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?
Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. (1 Cor 3:16-17) Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?(1 Cor 6:19)

  E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.(2 Cor 6:16).

Na segunda carta aos Corintios ele ressalta essa questão de carnalidade, de seguir a suas próprias obras (obras da carne – Galas 5:19-21)  vivendo para si próprio em contraste com a vontade de Deus. Todas essas vontades egoístas(ira,dissensões, ódios e discórdias…) levam a idolatria humana que coloca o homem no centro da adoração e não Deus.  Quando habitamos em Deus e Ele em nós, nos tornamos Um com Ele. (João 17:20-22)

Como disse Ezequiel: E farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre. E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E os gentios saberão que eu sou o SENHOR que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles para sempre. (Ez 37:26-28)

E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis.” Êxodo 25:8-9

6) Disposição de Ser um Sacrifício Agradável a Deus –  Quando buscamos ser um graveto que queima e não um ouro que reluz entendemos de fato o propósito de Deus em ser um sacrifício agradável a Deus.  Paulo fala que devemos apresentar nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. (Romanos 12:1).

Deus quer usar nossa vida como sacrifício. Ele usa pessoas e não coisas. Quando Abraão estava para “sacrificar” seu filho Isaque, não era o filho do patriarca que o Senhor desejava, mas o coração daquele que sacrificava.  Salomão escreveu isso em Provérbios 23:26 quando disse:

Filho meu dá-me teu coração, e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos (Provérbios 23:26)

Precisamos ser templo, casa espiritual e sacerdócio todos os dias das nossas vidas, oferecendo sacrifícios, ou seja, atitudes agradáveis ao Senhor em nosso viver.
Deus não habita em templos, mas na vida de pessoas que O reconhecem como Aquele
que fez todas as coisas. Em pessoas que abrem “seu coração” ao Senhor e a atuação do Espírito Santo em suas vidas. Como disse Estevão no Sinédrio:

Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?”  (Atos 7 : 48-50).

Estevão foi apedrejado pelos religiosos ao falar da diferença de um templo físico e um templo espiritual.  E este templo espiritual que precisamos ser e viver.

Pedro também diz:  “Como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1Pe 2.5).

Pedras vivas, significa templo em movimento, ou seja, pessoas que adoram a Deus em todo tempo .  Os sacrifícios nesse caso são lábios que confessam e atitudes de confissão
Como está escrito:

Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.(Hb 13:15)

Essa confissão não se limita ao dia que aceitamos Jesus, mas a uma aceitação e adoração contínua, em que mortificamos nossa carne no altar do Senhor e O adoramos em Espírito e Verdade.  Essa aceitação e adoração não deve ser de boca apenas, mas de coração( Is 29:13;Mt 15:8). Devemos entender que Aquele que Adoramos nos sonda e conhece todas as nossas intenções e caminhos. (Salmos 139:1)

7)Estavam dispostos a ver a manifestação da Glória de Deus

Quando o Senhor falou a Davi, pela boca do profeta Natã, sobre a habitação de Deus notamos que era um dispensação para época onde a glória de Deus estava ligada a coisas como a Arca e o Templo. Na Arca havia os mandamentos de Deus contidos nas tábuas da Lei, a vara de Arão que significava autoridade e poder e o Maná (que era o alimento diário e milagroso dos hebreus). No templo havia todo material consagrado ao Senhor.
O interessante de tudo isso é que a Glória de Deus se manifestava tanto na Arca, como no Templo e em ambos casos havia um processo específico de obediência e consagração onde a Glória de Deus se manifestava.  A Glória de Deus era algo que trazia temor e tremor para aquelas pessoas e não era banalizada como vemos hoje na Igreja do Senhor.
Ela não estava ligada apenas as “manifestações espirituais”, mas uma vida de frutos e obediência. Lembremos de Uzá e como morreu ao tocar desobediente na Arca e como os sacerdotes se “santificavam” para se achegar ao Santo dos Santos.
Vemos que a Glória se manifestava, mas antes disso, havia um processo de santificação por parte daqueles crentes. Lembre-se disso que a a tipologia daquilo que tinha na arca podemos ter em nossa vida como os mandamentos de Deus  (não em tábuas de pedra, mas carne), Sua Palavra(Maná) e Sua autoridade e poder conferido.
Quando a Glória de Deus se manifestou no templo construído por Salomão, houve um grande sacrifício e uma grande santificação (2 Cronicas 5:6;11).  Todos estavam dispostos a ver a Presença de Deus, mas sabiam que não era de qualquer jeito e forma.  Entre o povo e Deus houve um renovo de pacto e juramento onde declaravam a Ele toda a obediência e adoração. Foi então que depois disso, que a Glória de Deus se manifestou.

Amados, precisamos aprender com isso, que nossa vida não precisa estar perfeita, mas consagrada ao Senhor para Seu propósito. Muitas vezes Sua Presença não é manifesta pelas nosso coração duro e incrédulo. Pela nossa irreverencia e falta de temor ao Eterno.
Precisamos nos conscientizar que a Glória só desceu, porque um aroma suave e agradável subiu (Sl 141:2;Ap8:4) , Diferentemente quando fazemos de qualquer jeito (Is 65 :5)

Precisamos deixar de murmurar, mas declarar também a plenos pulmões da Sua Bondade. Como diz os Salmos:

Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens. E ofereçam os sacrifícios de louvor, e relatem as suas obras com regozijo.
(Salmos 107:21,22). 

Foi isso que todos presentes fizeram no final, declararam a Sua bondade e em razão disso, toda Casa se encheu da Glória de Deus(2 Cronicas 7:3)

 

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O Machado está posto a Raiz ! Como tem sido seus frutos ?


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O machado já está posto à raiz das árvores”, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada ao fogo”. E as multidões lhe rogavam: “O que devemos fazer então?” Diante do que João as exortava: “Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma; e quem possui o que comer, da mesma maneira reparta (Lc 3:9-11).

Amados, acordei na manhã de hoje, dia 21.07.17 com essa palavra:

O machado está posto à raiz !!! E como tem sido seus frutos ???

Queridos, quando era criança, meu pai tinha a triste mania de me acordar de manhã cedo de uma forma bem inusitada, chutando “levemente” o pé da minha cama, quando eu não acordava pelo método de voz.  Este método nem um ponto convencional funcionava perfeitamente, embora a minha reação com aquela atitude não fosse das mais agradáveis. O resultado, naquele caso, produzia efeito, pois o “sacudir do meu Pai me acordava” e “me fazia levantar da minha dormência”.
E, sabe, muitas vezes é assim que nosso Pai Celestial faz conosco numa manhã como essa de hoje. E foi assim que Ele fez comigo hoje.  Uma palavra forte para me sacudir da minha sonolência espiritual.

Frutos de Arrependimento

João Batista era um desses profetas que Deus usava para sacudir o leito da paralisia espiritual de muitos na Judéia.  Quando o maior dos profetas, conforme disse Jesus, pregava as estruturas da alma eram abaladas, pois havia um machado posto a raiz de
daquelas vidas. Havia uma palavra liberada por Deus para “derribar” aquilo que não frutificava para Deus. Da mesma forma, o Senhor deseja arrancar tudo aquilo que não O glorifica em nossa vida. O machado não servia apenas para cortar, mas  para talhar a árvore. Naquele caso específico, era preciso um corte profundo na raiz da alma, ou seja, era preciso uma mudança profunda que só viria através do arrependimento de pecados e a morte espiritual através do batismo nas águas.  Devido a urgência do arrependimento e conversão, João pregava uma palavra forte e direta, pois o Messias viria para Seu Povo.
Não havia tempo para João ministrar cursos de batismo, como acontece hoje.  As palavras de João era:

Produzi, então, frutos que demonstrem arrependimento. E não comeceis a cogitar em vossos corações: ‘Abraão é nosso pai!’. Pois eu vos asseguro que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão.”  (Lucas 3:8)

Vemos que a palavra “produzi” denota uma ação presente de transformação diante de uma religiosidade que entendia que nada precisava ser feito e se justificavam pelo patriarca Abraão. Mas o que de fato João pregava era um arrependimento genuíno.

Certa vez ouvi essa frase:

Arrependimento não é quando você chora, mas quando você muda.

E realmente essa é uma verdade.. O arrependimento genuíno nos leva a uma transformação verdadeira . E isso vai além das emoções, mas está baseada em profundas transformações no modo de pensar, agir e falar.

João Batista queria dizer que era necessário arrependimento genuíno e uma vida de frutos. Começava pelos frutos de arrependimento e se estendia pelas demais obras na vida do pecador.  Não há como nascer de novo em Cristo se não morrer para este mundo. Não há como crescer FRUTOS em Deus se existe uma árvore cheia de frutos podres em nossa vida. É preciso DERRUBÁ-LA !!!.

Retirando a Árvore Improdutiva

Muitos podem achar essa questão de derrubar ou mesmo do “podar de Deus” algo doloroso, mas é preciso entender que é necessário “retirar algo improdutivo” que nos acostumamos a cultivar em nossa vida e fazer nascer frutos que permaneçam.

Jesus mesmo disse: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. (João 15:16)

Devemos entender que o nosso chamado é para que frutifiquemos e demos bons frutos. Não apenas frutos, mas “bons frutos”, ou seja, algo que valeu a pena ter plantado.

Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.
Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.
Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus 7:17-20) 

Normalmente assimilamos a primeira parte deste versículo que fala sobre bons frutos, mas quando chega a parte que fala de árvore má , de seus maus frutos e o destino desta árvore que é o fogo muitos desconversam. Porém, este acaba sendo o destino daqueles que acabaram fazendo apenas a sua vontade e não a de Deus.  Não há como uma árvore boa dar maus frutos e vice-versa.

Quando Cristo fala isso, ele cita  a hipocrisia, a religiosidade e a vontade humana egoísta como os principais impedimentos. Também fala sobre ter cuidado com falsos profetas cujos frutos e obras não são reconhecidas diante de Deus.

Na parábola da figueira sem folhas, muitas pessoas não entendem porque Jesus amaldiçoou aquela árvore (Mc 11:13).  Diz a palavra de Deus que aquela árvore de longe tinha folhas, mas quando viu-se de perto não se achou nenhum fruto.  Aliás o livro de Lucas fala da parábola de  uma figueira plantada na vinha que há 3 anos não produzia fruto.  A recomendação foi essa:

Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? Lucas 13:7 

Ocupar a terra inutilmente pode ser uma palavra forte, mas é a mais adequada para aqueles que desejam apenas para as árvores que desejam fazer sombra, ou seja, para crentes estagnados que não possuem obras permanentes em Deus.

A nossa vida cristã também precisa frutificar. Jesus procura frutos em nossas vidas. Por isso a pergunta que fica é:

Como tem sido os nossos frutos ?

Enfim, essa palavra não seria para os não cristãos, os não convertidos que necessitam de arrependimento, mas aqueles cristãos nominais que professam a fé , mas que não praticam  e cujas obras são folhas e não frutos, mesmo que aparentemente fazendo a vontade de Deus (Mt 7:22).

Precisamos estar Nele, ou seja, na videira verdadeira, para que possamos frutificar para o Reino de Deus. Não apenas fazer para Ele, num ativismo religioso, mas estar Nele em intimidade e amor.  Muitos acreditam que o fato de fazer para Deus, mesmo não sendo Sua vontade nos justifica diante Dele e nos dá acesso a Eternidade na Sua Presença.

Frutos da Compaixão

Jesus foi bem claro, pelo fruto conhecereis… Nem todo que dizer Senhor..Senhor entrará no Reino dos Céus (Mateus 7:20-23).

João Batista disse que o Machado está posto na raiz, ou seja, que o Senhor está pronto para cortar aquilo que não produz bons frutos.  Cita os frutos de compaixão de dar a quem necessita ( Lucas 3:11;1 Jo 3:16). Como na parábola do bom samaritano precisamos demonstrar esse fruto a cada dia com nosso semelhante sendo ele de qualquer crença, língua ou nação. (Lc 10:33).  O Senhor não faz acepção de pessoas, nem de pecados (Atos 10:34).
Aliás, em Lucas 13, antes de Jesus falar da parábola da figueira infrutífera,
os judeus citaram para Ele os 18 galileus mortos na Torre de Siloé.  Muitos daqueles ouvintes judeus entendiam que eram pelos seus pecados que aqueles “homens pecadores” haviam morrido.  Só para esclarecer..a Galiléia embora em grande parte judaica , era conhecida desde os tempos do profeta Isaías como a “Galiléia dos Gentios”, lugar onde haviam muitos pagãos (Is 9:1;Mateus 4:5).  Em razão disso, eram tido como pecadores natos pelo povo judeu da época. Aliás, havia um certo preconceito regional quanto a alguém vindo daquele lugar (João 7:52).

Na verdade, os judeus achavam que sua religiosidade iria livrar de suas transgressões. E assim também pensam muitos cristãos nominais que pelo fato de terem confessado Jesus algum dia estão imunes da condenação vindoura e de estarem com acesso a Deus. Muitos, em em razão disso,  costumam julgar os pecadores em todo tempo acreditando que tudo que acontece a eles é punição de Deus, esquecendo que também somos passíveis a errar e que o juízo começara pela casa de Deus. (1 Pd 4:17).

Precisamos entender que a morte não é punição para quem vive a Verdade que está em Cristo Jesus. Seremos punidos igualmente aos ímpios se não estivermos segundo a vontade do Eterno.

Amados, somos justificados pelo precioso sangue precioso de Cristo, que nos lava de nossos pecados.  Só conseguiremos  ter “frutos em Deus”, quando praticamos Sua Vontade , vivendo em temor e arrependimento.  O arrependimento é o início de uma vida cristã, mas também uma prática que mantém o cristão em uma vida santificada em justificada em Deus.  Se quisermos frutificar precisamos nos arrepender de nossas falhas não somente na confissão de fé em Jesus quando O aceitamos, mas ao longo da nossa trajetória com Cristo.  O fato de sermos cristãos não nos livra de pecados, mas o fato de reconhecermos eles , ou seja, de nos arrependermos como disse João.

Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, {Deus aí está} fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade. Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós. (1 João 1:8-10).

Paulo enfatiza isso dizendo:

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. (Romanos 7:14,15)

Precisamos entender o processo do “corte de Deus” enquanto estivermos nessa vida, para que não venhamos a perecer no dia do Juízo como aqueles que não creem Nele,

Jesus “esclareceu” isso plenamente dizendo:

E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?
Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.
(Lucas 13:2,3)

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Anseio pela Presença – Você tem buscado?


Cura-efficace-kades-1-e1467104976746O Deus, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água;
Para ver a tua força e a tua glória, como te vi no santuário.
Porque a tua benignidade é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão.
Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.
A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios, Quando me lembrar de ti na minha cama, e meditar em ti nas vigílias da noite. (Salmos 63:1-6) 

Será que de fato tenho ansiado pela Presença de Deus ?
De fato tenho profunda sede de viver a vida de Deus em mim?

O salmista, afirma que a alma dele tinha profunda sede; a carne dele desejava muito ,pois estava em terra seca e cansado, pois não havia “água”.
O desejo do salmista era que sua alma estivesse farta de gorduras como de tutano.

Não dá para se expressar com louvores a Ele se nossa alma vive seca. É necessário que a alma esteja farta, ou seja, cheia de alegria de Deus.. e só poderemos obter isto na verdadeira comunhão e intimidade com o Senhor.

Não existe outra forma de se fartar das delícias do Pai. Maria (a pecadora) esteve sempre procurando momentos para estar a sós com Jesus, por certo ela compreendeu que só seria preenchida se estivesse com Ele. Por isso não perdeu as “oportunidade” para falar e ouvi-lo. É preciso também dedicar-nos a ouvi-lo

O Salmo 63 nos traz o ensinamento da verdadeira satisfação :

1- O alvo –  Deus – vs 1-4
2- A esperança da satisfação – Alma farta (vs 5-7)
3- O caminho da satisfação (vs 8-11)

Quem em Deus se satisfaz não corre atrás de prazeres deste mundo (1 Jo 2:5-17)

Meditação – Deus é meu alto refúgio.. somente Nele confiarei

Damares Neres – Janeiro 2014

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Damares Neres Santos é líder de intercessão, oração e adoração do Ministério com Cristo e da  Missão Com Cristo. Lidera o PAGA (Ministério de Intercessão) e a Casa de Oração de Itabuna

 

 

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Levou-me a Casa de Banquete (Especial Dia dos Namorados)


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Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor. (Cânticos 2:4) 

 

Quando falamos em banquete, o que lembremos ?

Certamente, muitos responderiam que é o lugar aonde nos fartamos em comidas,bebidas e delícias. De fato, o conceito de banquete envolve mais do que isso,  mas uma refeição solene, especial, pomposa e com um grande número de convidados.

O ato de levar alguém para um banquete, mostra a disposição de um homem apaixonado de levar a sua amada para um lugar agradável onde existe o desfrute do amor em sua essência. Quando você convida alguém especial, que no caso,  para sair você não levará essa pessoa para qualquer lugar, mas para um lugar propício para a ocasião.

O livro de Cantares no capítulo 2 nos conta a história do Rei Salomão e sua amada Sulamita.  O mais interessante desse casal é que ambos possuiam algumas similaridades interessantes:

1) Era um casal que tinha uma intimidade extraordinária – Vemos que tanto o Rei, quanto sua amada, possuiam uma intimidade extraordinária, ou seja, algo excepcional, raro, incomum aos padrões de relacionamento.  Um casal que não se adequava ao costume geral de muitos casais, pois neles o romantismo era intenso. O romantismo de ambos exacerbava no amor mútuo.

2) Era um casal que não vivia na monotonia – Há casais que iniciaram em romantismo, mas acabaram terminando seus relacionamentos , pois faltava-lhes sair da rotina de afazeres e das preocupações do dia a dia.  Salomão não esquecia dos detalhes, antes pelo contrário, ressaltava as virtudes da amada. Há pessoas que só conseguem enxergar os defeitos do seu parceiro ou da sua parceira. Vemos muitas vezes as expressões em Cantares como por exemplo:  O meu amado é como… a minha amada é como..
Isso mostra que eles se enchiam de elogios e isso alimentava o relacionamento deles

3) Um casal que se respeitava mutuamente – Além dos elogios havia muito respeito de ambos. Vemos no livro de cantares expressões como: “Ó amado da minha alma”.. “mais formosa entre as mulheres”.. “querida minha”, “amado meu”..”Formosa minha” .Estas são algumas dessas expressões que permeiam esse livro mais íntimo e romântico das Escrituras e que nos serve de base para nossos relacionamentos conjugais. Eles eram respeitosos e resolvidos como casal, não dando brecha a ação do inimigo em suas vidas.

4) Era um casal de paz – Tanto o nome Salomão e Sulamita significam em sua etimologia respectivamente paz e pacífica(perfeição). Nesse caso, não eram apenas seus nomes, mas suas atitudes que demonstravam essa certeza.  Era um casal onde o ódio não imperava. Não havia lugar para acusações ou desrespeitos com objetivo de se vingar ou desvalorizar o conjuge. Digamos que não havia meninice no relacionamento deles, mas a paz reinava no lar. Quando cito isso, não digo que o relacionamento em tudo vai resultar em  paz, mas o diferencial é que um relacionamento conjugal saudável não é invadido,nem se deixa ser tomado por essas circunstâncias contrárias.

5) Um casal que tinha liberdade em amor (não se coagiam) – O ato de levar alguém a algum lugar sem consentimento não os constrangia, bem pelo contrário, antes gostavam de ser levados um pelo outro pelo outro em amor. Neles não havia coação, forçassão de barra como se diz. Ambos tinha a liberdade de ir e vir sem irresponsabilidades e ciúmes exagerados. Há casais cujo dominação e sentimento de posse acaba sufocando o relaciomento.  No relacionamento de Salomão e sua amada, não havia formalismos, superficialidade no relacionamento, mas uma espontaneidade apaixonante de um para com outro.  Não eram apenas palavras, mas atitudes de amor.
Eles ansiavam pelo amor , um pelo outro não se coagiam entre si. Era um pertencimento mútuo, ambos tinha senso de pertencimento numa só carne.  Vemos declarações como : Leva-me após ti… Leva-me a sala de banquete. Nesse caso, esse banquete não era apenas algo romântico, mas algo que envolvia a realeza, ou seja, não era um banquete qualquer, mas um Banquete Real entre o Rei e sua amada.   Quando falamos em banquete real falamos do melhor em todos aspectos. Precisamos aprender a fazer o melhor em nossos relacionamentos e não somente o trivial e o que todos fazem.  E isso não está relacionado a condição financeira, mas uma disposição de fazer feliz o seu conjuge..o seu amado.

6) Um casal que se completava – Era um casal que se completava, pois creio que deveria haver neles muitas diferenças, mas as diferenças culturais não impediam que seu relacionamento fosse impedido. Segundo relato bíblico, Sulamita era uma mulher de cor negra e Salomão um homem de origem judaica, ou seja, não havia preconceito nesse relacionamento. O interesse é que embora houvesse diferença, o que predominava naquele relacionamento era as virtudes de ambos.  Havia um anseio de ambos de se relacionarem e se completarem.  Não havia jogo de interesses, nem outras pessoas envolvidas. Tanto Salomão, quanto Sulamita enfatizavam que se amavam e se preferiam.
Esse relacionamento era repleto de juras de fidelidade, cartas poéticas e delcarações de amor.

Aliás nunca se ouve tanto a palavra amado, amada e amor como nesse livro. Um versículo especial me chama atenção, pois mostra a diferença entre o amor verdadeiro e o amor falso. Diz assim a palavra de Deus:

Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam. (Cânticos 8:6,7)

Este versículo fala de uma intensidade de um amor verdadeiro, que nem o tempo, as circunstâncias e todo tipo de ocorrência negativa poderiam apagar. Sulamita compara o ciúme (amor falso) duro como a sepultura, fadado a desaparecer com a morte
Porém cita o amor verdadeiro como algo para sempre. Ela fala sobre acima de tudo de um amor Eterno, que não vem apenas de um sentimento, mas Daquele que é amor, ou seja, o próprio Deus (1 João 4:8).  Quando a Sulamita cita de um amor mais forte como a morte, ela fala um amor que vai além do sentimento, mas um amor incondicional, quase sacrificial. Embora não seja citado o nome do Senhor nesse livro, entendemos que só podemos amar dessa maneira e realizar todas essas coisas se tivermos Deus em nossas vidas.  Um amor que completa o nosso ser e que vai além de uma paixão repentina.
Esse relacionamento entre Salomão e Sulamita mostra trambém a tipificação de Cristo e a a Sua Noiva. a Igreja. Não é por coincidência, mas a Igreja Cristã teve sua origem nos gentios, ou seja, num povo não judeu, como era a Sulamita.  Este Noivo (Cristo) se entrega totalmente a Sua Noiva em sacrifício e por fim irá buscar Sua noiva para suas Bodas para se deliciar com Ele na Eternidade . (Mateus 25:1-13;Efesios 5:25-27; Ap 19:7-9 ; 21:2-3) . Como diz o salmos 16:

Far-me-ás conhecer a vereda da vida: Na tua presença há plenitude de alegria; Na tua destra há delícias para sempre. (Salmos 16:11)

7) Um casal que se amava de verdade – Quando um casal se ama de verdade, esse amor transborda os limites do próprio relacionamento e atinge outras pessoas.  Quando a esposa fala de estandarte, ela cita uma bandeira.  O amor de fato é uma virtude indispensável para aqueles que desejam viver em paz.   A bandeira representa e identifica uma nação ou povo era como se fosse a marca de uma nação.
Quando se fala em bandeira sobre nós, fala de uma marca, de uma característica forte sobre aquele casal, ou seja, o amor. O amor traz em si as virtudes do bem, como a confiança, a compreensão, o cuidado,  a cumplicidade e a mutualidade. Nele há sentimentos românticos como o carinho, o afeto e desejo de fazer o outro feliz.
Aquele casal possuia ingredientes de um belo relacionamento, pois como vimos em Cantares eles diariamente plantavam um sentimento  uma para com outro saudável.
Esse sentimento não vinha apenas num aniversário de casamento ou numa  data festiva como hoje, no dia dos Namorados, mas era regada todos os dias.  Eles saiam da rotina todos os dias por isso foi um relacionamento próspero.

A história de Salomão e sua Sulamita nos inspira a vivermos uma vida conjugal e de amor diferenciada daqueles que estamos acostumados. Precisamos aprender com eles,
a viver um amor pleno que começa através de um relacionamento profundo e sem reservas com Deus.

Também em razão disso, nós como Noiva do Senhor precisamos aprender a viver em Intimidade com o Noivo.. Jesus…  Precisamos nos despir da hipocisia e religiosidade e
deixar fluir em nós o amor e a intimidade com  Deus para que as pessoas possam se espelhar em nosso amor e amar o Senhor da mesma forma.  Como num banquete real, os convidados precisam ficar impactados com a festa do amados.  Por isso precisamos dar o nosso melhor para nossos amados conjuges .
Precisamos como noiva do Senhor dar o melhor para Deus para que as pessoas possam acreditar no verdadeiro amor num mundo repleto de falsos amores.

Meu desejo que o nosso amor aos nosso conjuges seja referência como foi do
Rei Salomão com sua amada..

Amém

* Casamento da Mariana e do Rodolfo
Local: Lo Spaldino – Toscana, na Itália: http://lospadino.com/ 
Fotografia: Raphael Lucena – http://www.rapluc.com/

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